quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Mega-Sena pode pagar R$ 35 milhões nesta quinta



O concurso 2.227 pode pagar um prêmio de R$ 35 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio ocorre nesta quinta (23) em São Paulo (SP). A aposta mínima custa R$ 4,50.

Devido à Mega Semana de Verão, que acontece sempre em janeiro, o primeiro sorteio foi realizado nesta semana na terça (21) e os próximos serão na quinta (23) e sábado (25).
Para apostar na Mega-Sena

As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 4,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.


Governo do RN assina contrato com a Caixa para investimento de R$ 29 milhões em saúde e recursos hídricos



O governo do Rio Grande do Norte assinou, nesta quarta-feira (22), 18 contratos com a Caixa Econômica Federal (CEF), que totalizam R$ 29,2 milhões. O dinheiro será usado para realizar obras nas áreas da saúde, recursos hídricos e agropecuária. A informação foi confirmada pelo próprio Poder Executivo, através de nota enviada à imprensa. Todo o dinheiro tem origem em emendas parlamentares.

Segundo o governo, dos 18 contratos 16 são para o setor da saúde e dois para perfuração de 215 poços. Destes, 135 serão destinados ao consumo humano de água em comunidades difusas e assentamentos, que hoje são abastecidas por carros-pipa. Ainda de acordo com o Governo do Estado, os outros 80 poços serão destinados à produção agropecuária nos municípios das regiões Trairi, Central e Seridó.

Na saúde, a aplicação do montante será em melhorias em unidades hospitalares. Segundo o governo, oito hospitais e o laboratório em Mossoró, no Oeste, receberão investimentos. São obras de reformas em centro cirúrgico, laboratório, setores de nutrição, lavanderias em unidades hospitalares em diferentes lugares do Rio Grande do Norte.

Os contratos na área de saúde somam R$ 24 milhões e vão beneficiar os seguintes hospitais: Walfredo Gurgel (Pronto Socorro Clóvis Sarinho e Centro de Queimados), Santa Catarina, Regional de Caicó, Regional de Currais Novos, Tarcísio Maia (Mossoró), o de Macaíba, de São José de Mipibu, o João Machado e o Laboratório Regional de Mossoró (Larem).

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Concursos: País tem ao menos 170 seleções abertas para mais de 15 mil vagas



Ao menos 170 órgãos estão com seleções abertas para mais de 15 mil vagas. Há oportunidades para todos os níveis de escolaridade, em diversos estados.

Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de postos durante a validade do concurso.


Os salários chegam a R$ 25,8 mil no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. A seleção é para profissionais com Ensino Superior e as inscrições podem ser feitas até 05 de fevereiro no site da organizadora.

Já a Prefeitura de Guarujá (SP) seleciona para 2,4 mil vagas de nível superior de escolaridade. Os interessados podem se inscrever até o dia 22 de janeiro, no site da organizadora do concurso.

Mega-Sena, concurso 2.225: ninguém acerta e prêmio acumula em R$ 32 milhões



A Caixa realizou na noite deste sábado (18) em São Paulo o concurso 2.225 da Mega-Sena. Ninguém acertou as seis dezenas, e o prêmio, que era estimado em R$ 27 milhões, acumulou.

Os números sorteados foram: 01-32-37-44-46-47.

A Quina teve 34 acertadores - cada um levou R$ 81.317,28. Outras 3.100 pessoas ganharam R$ 1.274,09, cada, na Quadra.

Para o próximo sorteio, que acontece na terça-feira (21), a previsão de prêmio é de R$ 32 milhões.

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 4,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 22.522,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.


Após erro na correção do Enem 2019, participantes temem perder vagas nas universidades federais



A apreensão dos candidatos a uma vaga no ensino superior aumentou desde que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, reconheceu no sábado (18) que houve "inconsistências" na correção dos gabaritos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. Segundo Weintraub, a falha ocorreu na transmissão das informações – quem fez prova de uma cor teve o gabarito corrigido como se fosse outra cor.

O desempenho no Enem é critério para concorrer no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece 237 mil vagas em universidades federais em todo o país. O período de inscrições foi mantido: vai de terça-feira (21) a sexta-feira (24).


Virgínia Medina, 20 anos, tenta pela quarta vez entrar em medicina – o primeiro ano foi como "treineira". Ela procurou o Inep e, até a manhã de domingo quando conversou com o G1, não sabia se as suas notas estavam sendo revisadas.

"Meu medo é o erro não ser corrigido e eu ser prejudicada no Sisu. Foi um ano inteiro de investimento. Eu morei em outra cidade para fazer cursinho, paguei as aulas, estudei bastante e agora comecei a me preocupar, porque aquela nota não condiz com a minha preparação" – Virgínia Medina, 20 anos, que fez prova em Viçosa (MG).

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Parnamirim vai receber mais de R$ 2,5 milhões em recursos do deputado Benes



Investimentos totais somam R$ 2.561.833, 00 milhões e serão destinados para a construção de creche e compra de ônibus escolar

O deputado federal Benes Leocádio (Republicanos-RN) esteve na cidade de Parnamirim na manhã desta quinta-feira (16) para confirmar destinação de recursos para a área da educação. Os investimentos, na ordem de R$ 2.287.783 serão aplicados na construção de uma creche no bairro Nova Esperança. Além disso, o parlamentar assegurou a destinação de R$ 274.050,00 para aquisição de um novo veículo escolar para reforçar o atendimento aos alunos da cidade. 

“Temos o compromisso com Parnamirim. Nossa responsabilidade com a população está acima de tudo. É muito gratificante para nosso mandato poder contribuir para reforçar a educação do município. Estamos lutando na busca por recursos e ações importantes para a cidade em várias áreas”, destacou Benes.

Os investimentos foram confirmados pelo deputado ao prefeito Rosano Taveira durante audiência na Prefeitura Municipal de Parnamirim. Participaram do encontro, o vereador Betinho da Mala, o presidente da Câmara Municipal Irani Guedes, o vereador Ítalo Siqueira, secretários municipais e as lideranças políticas Dr. Yuri, Léo Lima e Márcia Medeiros. 

Durante a reunião, o prefeito Rosano Taveira apresentou ao deputado o “Parnamirim + Segura”, projeto de videomonitoramento instaurado na cidade com  intenção de reforçar a segurança para reduzir a criminalidade. “Muito importante esse investimento em segurança pública que vem sendo realizado pela cidade de Parnamirim. Precisamos fazer com que os médios e pequenos municípios possam também instaurar seus projetos de videomonitoramento para atuar no combate à violência. Temos uma proposta de lei nesse sentido, de autoria do nosso mandato, tramitando na Câmara dos Deputados e aguardamos sua aprovação”, disse o deputado.

OMS alerta para aumento de doenças vinculadas às mudanças climáticas na próxima década



A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para o aumento de casos de doenças vinculadas às mudanças climáticas nos próximos dez anos. Em um levantamento divulgado nesta segunda-feira (13), a organização destacou o combate às emissões de gases do efeito estufa, responsáveis pela morte anual de mais de sete milhões de pessoas, como um dos maiores desafios da próxima década.


Segundo a OMS, a poluição do ar está vinculada ao aumento nos casos de câncer de pulmão, infartos, problemas cardíacos e pulmonares. O aumento nos casos de doenças tropicais também deve ser observado com as mudanças nas temperaturas.

"[Nesta década] vamos encarar ameaças e temos a responsabilidade de agir", disse em nota o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus. "Não podemos arcar com o custo de não fazer nada."

A preocupação com as emissões lidera uma lista com treze desafios globais em saúde que a organização levantou para a próxima década. Entre eles estão a ampliação do acesso à saúde básica, a preparação de nações contra epidemias e um maior investimento em saúde preventiva.

Veja a lista com os 13 desafios da saúde global:
Trazer a saúde para dentro do debate climático
Aumentar a atuação em áreas de conflito e crise
Tornar o acesso a saúde mais justo
Aumentar o acesso a medicamentos
Acabar com doenças infecciosas
Se preparar para epidemias
Aumentar a proteção contra o uso de produtos perigosos
Mais investimento para profissionais da saúde
Aumentar a segurança sanitária de adolescentes
Ganhar a confiança da opinião pública
Dominar novas tecnologias para a saúde
Evitar o uso indiscriminado de antibióticos
Aumentar o saneamento básico

Melhoria no acesso
O acesso aos serviços de saúde deve ser ampliado, segundo a OMS, que defendeu uma maior assistência às populações mais pobres. Para esta instituição, é necessário repensar a forma com que populações periféricas acessam os serviços de saúde.

Preparação para epidemias
A organização alertou também para o surgimento, na próxima década, de uma epidemia em escala global, como foi o caso da gripe H1N1. "Não é o caso de perguntar se haverá uma próxima epidemia, mas quando", disse o comunicado.

"Uma pandemia pode colapsar economias inteiras", disse Ghebreyesus. "Países investem pesado em ações contra o terrorismo mas não contra o ataque de vírus que podem ser bem mais mortais."

Casos de dengue, malária, zika, chikungunya e febre amarela também devem aumentar nos próximos anos por conta da migração dos mosquitos que são vetores das doenças pelas mudanças de temperaturas e a OMS recomendou que os países estejam preparados para o combate às infecções. Defesa da população

O documento reforçou a importância de defender populações mais jovens que estão suscetíveis ao contato com infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), e também a adicções. A OMS já atua na criação de políticas públicas que protejam esta população.

A recuperação da credibilidade dos profissionais da saúde é outro desafio que a organização deve encarar nos próximos dez anos. A disseminação de mentiras em redes sociais compromete a saúde pública. A OMS disse trabalhar em parceria com as plataformas para o combate à desinformação.

Ministério da Saúde diz que 11 estados poderão ter surto de dengue em 2020



Os estados do Nordeste, assim como Espírito Santo e Rio de Janeiro, poderão ter um surto de dengue a partir de março de 2020, afirma o Ministério da Saúde.

“A dengue é uma doença sazonal e o quadro é dinâmico e pode mudar em pouco tempo, mas, no momento, os nove estados do Nordeste e as regiões do Sudeste com grande contingente populacional pouco afetadas em 2019 estão no nosso alerta”, afirmou ao G1 coordenador-geral de vigilância em arbovirose do Ministério da Saúde, Rodrigo Said.
O Brasil registrou 1.544.987 casos de dengue no ano passado, com 782 mortes, segundo dados da pasta, um aumento de 488% em relação a 2018, um ano considerado atípico pelo Ministério.

Variações de ano a ano
Segundo Said, 2017 e 2018 foram anos com poucos casos de dengue quando comparados a 2015 e 2016.

"Isso aconteceu porque circulou, em todos esses anos, o mesmo sorotipo do vírus da dengue. E quando uma pessoa é infectada pela dengue, ela estará imune aquele determinado sorotipo pra sempre, mas não aos outros sorotipos da doença", afirma.

A dengue é transmitida por quatro sorotipos do vírus: o sorotipo 1, 2, 3 e 4, todos em circulação no Brasil.

A intensidade de circulação desses sorotipos se alterna pelo país de tempos em tempos. Os surtos de dengue costumam ocorrer, segundo Said, quando há mudança na circulação do tipo de vírus.

Foi o que ocorreu no final de 2018, quando começou a circular no Sudeste e Centro-Oeste um tipo diferente dos anos anteriores, o sorotipo 2. "As pessoas não estavam imunes ao sorotipo 2, que não circulava no país desde 2008. Por isso ele veio tão forte, porque encontrou novas pessoas para infectar", explica o porta-voz.

A recente circulação do sorotipo 2 aconteceu somente em algumas partes do Sudeste e Centro-Oeste, o que ajuda a entender porque 77% de todos os registros de dengue no país, assim como 67% das mortes, ocorreram em apenas três estados em 2019: São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

"O sorotipo 2, que já é um tipo mais virulento que os outros, foi ganhando força conforme foi infectando novos pacientes nesses estados. Agora, ele está circulando por mais áreas. Por isso, para 2020, é esperado aumento dos casos de dengue justamente nos estados que não foram tão afetados pelo sorotipo em 2019, como o Rio de Janeiro e Espírito Santo", explica o porta-voz do ministério.

Said também alerta que o surto da doença se relaciona, ainda, a fatores ambientais. "Estamos em um momento propício para a proliferação do mosquito transmissor da dengue [Aedes aegypti]: altas temperaturas e chuvas intensas".

Zika e chikungunya
Os dados de registro de zika ainda estão baixos no Brasil. "Mas temos a confirmação laboratorial de que o vírus do zika está em circulação por todos os estados do país, menos no Acre. Por isso, ainda há alerta de infecção para as gestantes", informa Said.

A zika é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo responsável pela dengue. Em gestantes, a infecção por zika pode causar microcefalia nos bebês. Em 2016, o Brasil foi apontado como um dos países mais afetados pelo zika.


No que diz respeito a chikungunya, também transmitida pela picada do Aedes aegypti, Said afirma que apesar do aumento dos casos em 2019, não há previsão de um novo surto para 2020.

Governo do RN anuncia pagamento da folha atrasada de novembro de 2018



O Governo do Rio Grande do Norte anunciou para o próximo dia 15 de fevereiro o pagamento dos salários atrasados de novembro de 2018. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (15) pelo secretário de Planejamento e Finanças, Aldemir Freire, durante reunião com o Fórum de Servidores.

“Nós estamos finalizando as negociações com o Banco Daycoval acerca do empréstimo no valor de R$ 180 milhões”, declarou o secretário, referindo-se à negociação que tem como garantia os royalties de petróleo e gás que serão recebidos entre janeiro de 2020 a setembro de 2022.

Quanto ao calendário de pagamentos para 2020, o secretário da Casa Civil, Raimundo Alves, afirmou que equipe econômica do governo está avaliando as possibilidades. Segundo ele, as datas serão divulgadas na próxima reunião com os servidores, agendada para a quarta-feira (22).

De acordo com o Governo do Estado, na ocasião também será determinado o teto salarial para que possam ser estabelecidas as datas e a forma de pagamento. Ou seja, quem receberá o salário integral no dia 15 de cada mês e quem o receberá fracionado (30% no dia 15 e o restante no final do mês).

Ainda segundo informou o Poder Executivo, após a efetivação do pagamento da folha de novembro de 2018, o governo iniciará nova rodada de negociação com os servidores. Essas reuniões terão objetivo de apresentar as alternativas para o pagamento do restante dos atrasados: folhas de dezembro e 13º de 2018.

Livro traz o primeiro registro fotográfico da história do Rio



Em algum dia de janeiro de 1840, o capelão francês Louis Comte pegou seu daguerreótipo – uma espécie de aparelho precursor da máquina fotográfica –, apontou em direção ao chafariz do Mestre Valentim, no Jardim do Paço Imperial e clicou.

Pronto – o primeiro registro fotográfico da cidade do Rio de Janeiro acabava de ser feito.
A imagem foi captada de uma das janelas do quarto andar da hospedaria Pharoux – antigo hotel demolido em 1959 para a construção do também já inexistente Viaduto da Perimetral. O capelão não sabia, mas havia acabado de entrar para a história visual da cidade.

A história desse registro é uma das muitas contadas em “O Oriental-Hydrographe e a fotografia”. Editado pelo Centro de Fotografia de Montevidéu com o apoio do Instituto Moreira Salles (IMS), o livro será lançado nesta quinta-feira (16), no próprio IMS, na Gávea.

Resultado de 20 anos de pesquisa da historiadora Maria Inez Turazzi, a obra mostra a saga do navio francês que deveria ter dado a volta ao mundo mas que, por conta de uma série de problemas internos, jamais concluiu a viagem.

"A ideia original da viagem do Oriental-Hydrographe era proporcionar uma experiência em alto mar para jovens da elite francesa. No entanto, houve problemas desde o início: muitos desistiram logo nos primeiros dias. Também aconteceram desavenças entre a tripulação. Houve até registro de duelos dentro do navio. Por fim, a embarcação naufragou em Valparaíso, no litoral do Chile".

Antes disso, porém, o navio passou pelo Brasil – e foi nesse momento que a história da viagem cruzou com a do Rio de Janeiro.

Os tripulantes traziam cinco daguerreótipos a bordo. Um deles era usado por Louis Comte, capelão do navio. Durante a permanência em terras cariocas, ele se hospedou no Hotel Pharoux, de onde fez a foto.

"O daguerreótipo havia sido inventado apenas cinco meses antes, por Louis Daguerre – foi o primeiro meio de registro fotográfico de grande difusão popular. Logo após tirar a foto, o capelão e outros integrantes da viagem, que também fizeram registros da cidade, levaram as imagens a Dom Pedro II. Eles entregaram os registros e os aparelhos ao monarca, como uma forma de presenteá-lo. Atualmente, essa imagem original faz parte de uma coleção particular, em São Paulo".

A versão presente no livro é uma reprodução em negativo de vidro feita pelo fotógrafo Marc Ferrez, na década de 1880.

Em artigo publicado na edição de 17 de janeiro de 1840, o Jornal do Commercio descreveu o espanto causado pela utilização do aparelho – à época, o que existia de mais sofisticado no que se referia a registro de imagens .

"É preciso ter visto a coisa com os seus próprios olhos para poder fazer ideia da rapidez e do resultado da operação. Em menos de nove minutos, o chafariz do Largo do Paço, a Praia do Peixe, o Mosteiro de São Bento e todos os outros objetos circunstantes se acharam reproduzidos com tal fidelidade, precisão e minuciosidade, que bem se via que a coisa tinha sido feita pela própria mão da natureza e quase sem intervenção do artista", afirmou o texto.


Outros detalhes da foto chamaram a atenção da historiadora.

"Tudo nessa fotografia é muito nítido – essa alta visibilidade se deve à luminosidade do Rio, uma cidade que sempre foi muito clara, muito solar. Além disso, quando observamos com atenção o lado esquerdo da imagem, notamos as duas torres da Igreja da Candelária, ainda sem a cúpula – ambas visíveis por conta da ausência de prédios. Também é possível ver, atrás do chafariz, a construção em arcos que ia até a beira da Baía de Guanabara, onde hoje há a Praça 15".