quarta-feira, 11 de abril de 2018

Cannabis x canabinoides sintéticos



Apesar do nome parecido com a cannabis – gênero que inclui três variedades diferentes da planta, a sativa, a indica e a ruderalis –, os canabinoides sintéticos são substâncias produzidas em laboratório e usadas para consumo ilícito.

O professor da Universidade Clemson, John W. Huffman, foi quem iniciou na década de 90 as pesquisas para a maioria dos canabinoides sintéticos que são usados como entorpecentes nos dias de hoje. Ele criou uma série de estruturas para tentar ajudar no tratamento de HIV, câncer, esclerose múltipla. No final, nenhuma delas foi usada para a medicina, mas passaram para o mercado ilegal das drogas.

São dezenas de fórmulas, algumas proibidas e outras ainda não detectadas. Os traficantes muitas vezes recriam estruturas parecidas, mas com uma pequena parte da molécula diferente, para se esquivar da fiscalização dos governos. No Brasil, a maioria dos canabinoides são proibidos, assim como nos Estados Unidos.
"São mais de 200 tipos. Por ano, são pesquisados e descobertos cerca de 40 a 50 novos tipos. Os do tipo 'Spice' são os mais antigos", disse Wong.

Mas há semelhaça com a maconha? Tanto a planta quanto a substância em laboratório agem nos mesmos receptores no cérebro - a molécula se liga a eles para desencadear uma reação no interior das células. As estruturas do THC e do canabidiol, no entanto, são bastante diferentes.
 

G1

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