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terça-feira, 13 de junho de 2017

STF nega 54 recursos ligados à delação da Odebrecht


BRASÍLIA – A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa os processos da Lava-Jato, negou nesta terça-feira 54 recursos relacionados à delação premiada de executivos da Odebrecht. Foram rejeitados pedidos de delatores que questionavam a divulgação dos depoimentos em vídeos.

Vários investigados também questionaram a abertura de inquérito a partir das delações – como os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Kátia Abreu (PMDB-TO), e do ministro da Integração, Hélder Barbalho (PMDB). A decisão foi tomada sem qualquer tipo de discussão. Os integrantes do colegiado apenas seguiram o voto do relato, ministro Edson Fachin.

Fachin abriu 76 inquéritos contra políticos a partir do conteúdo da delação da Odebrecht. Desses inquéritos, o ministro determinou o fim do sigilo de 74 e manteve apenas dois sob sigilo. A maior delação da história do país levou o Supremo a autorizar a abertura de investigações contra oito ministros do governo de Michel Temer, 24 senadores, 37 deputados e 12 governadores e seus aliados. No total, 97 pessoas serão investigadas.

ESQUEMA DE CORRUPÇÃO
Segundo a Operação Lava-Jato, a Odebrecht comandava um esquema organizado de corrupção. Chegou a criar, em 2006, um departamento exclusivo para gerenciar o pagamento de propina, chamado de “Divisão de Operações Estruturadas”. De acordo com a força-tarefa da Lava-Jato e delações da empreiteira, essa unidade era usada para pagar sistematicamente funcionários de governos, políticos e partidos.

O esquema de corrupção envolveu políticos, partidos, empresários e funcionários do governo de 12 países: Brasil, Angola, Argentina, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela.

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