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sexta-feira, 3 de março de 2017

PF deflagra 2ª fase da operação que apura desvios de recursos na UFPR


Alana Fonseca e José Vianna Do G1 PR

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), a 2ª fase da Operação Reserach, que apura fraude de R$ 7,3 milhões no repasse de bolsas e de auxílios à pesquisa pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Cerca de 50 policiais federais, além de servidores do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU), cumprem 19 mandados judiciais em cidades de quatro estados: Curitiba (PR), Campo Grande (MS) Sorocaba (SP) e Erechim (RS).

Dos 19 mandados judiciais, seis são de busca e apreensão; cinco, de prisão temporária; e oito, de condução coercitiva.

Nessa nova fase, também são cumpridos mandados de condução coercitiva contra outros três supostos bolsistas, antes desconhecidos da investigação, além de outros suspeitos de envolvimento no esquema fraudulento.

Primeira fase
Ao todo, 28 pessoas foram presas no dia 15 de fevereiro, quando a Operação Research foi deflagrada. Dois dias depois, 25 delas estavam soltas. De acordo com a Justiça, tudo o que se pretendia esclarecer em relação a elas havia sido feito e, portanto, não havia justificativa para que elas seguissem presas.

Porém, a secretária da pró-reitoria de Planejamento e Orçamento, Tânia Márcia Catapan, e Conceição Abadia de Abreu Mendonça, que é chefe do setor de Orçamento e Finanças do mesmo setor, apontadas como as principais responsáveis pelo desvio milionário, continuam presas preventivamente.

O advogado de 11 suspeitos de envolvimento na fraude no repasse de bolsas e de auxílios à pesquisa pela UFPR, Marlon Bizoni Furtado, chegou a dizer que os clientes eram "laranjas".

Segundo as investigações, os beneficiários do esquema de desvio dos recursos públicos faziam parte do "círculo de amizades" de Tânia e de Conceição.

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