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quarta-feira, 15 de março de 2017

Moody's vê sinal de recuperação e melhora perspectiva do Brasil


Por G1

A Moody's alterou nesta quarta-feira (15) a perspectiva do ratings dos títulos da dívida do Brasil de negativa para estável. A nota do país foi mantida em Ba2, na categoria de especulação. Com isso, o país deixa de ter previsão de novos rebaixamentos nas próximas revisões.


"A expectativa da Moody's de que os riscos de deterioração refletidos na perspectiva negativa estão diminuindo e as condições macroeconômicas se estabilizando, enquanto a economia apresenta sinais de recuperação, a inflação em queda e o cenário fiscal está mais claro", justificou a agência em nota.

O relatório citou ainda "sinais de que o funcionamento da estrutura de políticas econômicas está melhorando e de que as instituições estão recuperando sua solidez, o que dá sustentação à planejada implementação de reformas fiscais estruturais".

A agência afirma que o início da recuperação da economia brasileira é esperado para 2017. "Após 2018, esperamos que o crescimento se estabilize em torno de 2 e 3%."

"O surgimento no ano passado de um ambiente positivo para as reformas sinaliza a melhora do funcionamento das instituições que darão suporte à implementação da reforma fiscal e a aprovação da reforma da Previdência neste ano. Os riscos de passivos contingentes relacionados ao apoio financeiro à Petrobras diminuíram, reduzindo em consequência os riscos de deterioração, enquanto o custo fiscal do alívio da dívida concedido aos governos estaduais permanece limitado", diz a agência.

Após o anúncio, a assessoria do presidente Michel Temer divulgou a seguinte nota: "o presidente Michel Temer manifesta sua satisfação com o reconhecimento pela agência Moody's dos esforços do governo para recuperar a credibilidade da economia, reduzir a inflação e retomar o crescimento."

Já o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse, em comunicado, que "a decisão da Moody’s reflete a melhora dos fundamentos e a estabilização da economia brasileira". Ele citou a aprovação da PEC do Teto, as discussões sobre reforma da Previdência, Trabalhista e Tributária como avanços na agenda de reformas da economia brasileira. "Isso se reflete também com a política monetária que está assegurando a convergência da inflação para a meta e permitindo a queda de juros e a economia brasileira reaja bem a todo esse processo já iniciando uma trajetória de crescimento sustentado. Portanto, eu acredito que os ratings deverão refletir isso dentro de um processo natural."

Grau de investimento
Pela Moody's Brasil perdeu o grau de investimento, considerado um selo de bom pagador para o mercado, em fevereiro de 2016. Foi a última das três grandes agências a colocar o país na categoria de especulação. A nota do país caiu dois degraus de uma vez: passou de Baa3, o último nível dentro do grau de investimento, para Ba2, que é categoria de especulação. Na ocasião, a agência também colocou o Brasil em perspectiva negativa, indicando que poderia sofrer novo rebaixamento - o que não aconteceu.

A primeira agência a tirar o grau de investimento do Brasil foi a Standard and Poor's (S&P), em setembro de 2015. Em dezembro, foi a vez da Fitch rebaixar a nota do país.

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