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terça-feira, 9 de agosto de 2016

Prefeitura de Mossoró contrata pesquisa por quase R$ 4 milhões em período eleitoral


O Ministério Público Eleitoral (MPE-RN) está sendo provocado para investigar a contratação de uma empresa, pela Prefeitura de Mossoró, para realizar pesquisa domiciliar durante a campanha eleitoral.
O vereador Lairinho Rosado (PSB),  no "Observador Político" desta segunda-feira (8), revelou que a gestão Silveira Júnior (PSD) está gastando quase 4 milhões de reais para realizar a pesquisa.
"É um absurdo sob o ponto de vista financeiro, uma vez que a Prefeitura está quebrada, onde não tem dinheiro sequer para comprar insulina, e um atentado ao processo eleitoral que está começando", disse.
O blog foi verificar o contrato no Jornal Oficial do Município (JOM) e encontrou na edição do dia 17 de junho de 2016 (veja cópia acima). O contrato tem o valor de R$ 3.900.000,00.  A empresa contratada é a EGL ENGENHARIA LTDA, com CNPJ/MF Nº 05.275.061/0001-85.
Segundo contrato, o trabalho visa "à formação do Cadastro Territorial Multifinalitário, urbano, com fornecimento de licença de uso permanente de um Sistema Georreferenciado de Informação Territorial que integre os dados coletados, as informações do atual Cadastro Imobiliário e a base cartográfica municipal."

Já o secretário da Fazenda, Jerônimo Rosado, em entrevista ao Bom Dia RN da InterTV (assista AQUI), diz que o censo tem por objetivo conhecer a situação das famílias de Mossoró "para projetar a cidade pelos próximos 40 anos."

Nesse caso, os pesquisadores vão entrar em todas as casas da cidade para perguntar o que as pessoas estão achando da saúde, educação, segurança pública, infraestrutura, etc etc etc.

Ou seja, um "achado" em período eleitoral, que pode possibilitar a atual gestão municipal conversar com o eleitor via pesquisadores. E é aí onde o vereador Lairinho desconfia.

Segundo o secretário, a pesquisa está sendo iniciado hoje (9) e vai até outubro. Por coincidência - ou não - se desenrolará por todo período eleitoral.

Um fato relevante chama a atenção: esse tipo de pesquisa domiciliar já é realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em todos os municípios brasileiros. O PNAD levanta todas as características das famílias por município.
Ou seja, a Prefeitura tem esse levantamento em mãos, sem precisar de gastar um centavo de real.
O caso parece grave e provoca o Ministério Público Estadual a abrir linha de investigação.
Leia cobertura completa sobre o assunto na edição impressa do JORNAL DE FATO desta terça-feira (9).

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