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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Copom se reúne e deve manter juros em 14,25% ao ano, maior em 10 anos


Alexandro Martello Do G1, em Brasília

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central tem seu segundo dia de reunião nesta quarta-feira (31) e deve manter a taxa básica de juros da economia brasileira estável, novamente, em 14,25% ao ano, segundo a estimativa da maior parte dos analistas do mercado financeiro. A decisão sobre a taxa Selic será anunciada após as 18h. Com isso, a previsão dos economistas dos bancos é de que os juros permanecerão estáveis, deste modo, no maior patamar em dez anos. Essa é a segunda reunião comandada pela nova diretoria e presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. Este informou, ao assumir o cargo, que buscará atingir a meta central de inflação de 4,5% em 2017 – o que pressupõe um atraso maior no processo de queda dos juros.

O aumento dos juros, ou sua manutenção em um patamar elevado, é o principal mecanismo usado pelo BC para frear a inflação. Com esse procedimento, o BC encarece o crédito. O objetivo é reduzir o consumo no país para conter a inflação que tem mostrado resistência. Porém, os juros altos prejudicam a atividade economica e, consequentemente, inibem a geração de empregos. Quando o Banco Central julga que a inflação está compatível com as metas preestabelecidas, pode baixar os juros.

Apesar da forte recessão que castiga a economia brasileira, gerando aumento do desemprego e da inadimplência, a inflação corrente do país ainda está elevada. Em 12 meses até julho, o índice somou 8,74%, distante do objetivo central de 4,5% para o próximo ano. Economistas das instituições financeiras estimam que o processo de redução dos juros básicos da economia começará somente no final de novembro, na última reunião do Copom de 2016. 

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