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quarta-feira, 29 de junho de 2016

IGP-M avança de abril para maio e sobe 11% em 12 meses


Do G1, em São Paulo
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), também chamado de "inflação do aluguel", porque é usado para reajustar a maioria dos contratos imobiliários, acelerou em maio e avançou 0,82%, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Em abril, o índice havia passado de 0,51% para 0,33%, mostrando assim uma desaceleração em relação ao mês de março. Em maio de 2015, a variação foi de 0,41%.
A variação acumulada em 2016, até maio, é de 4,15%. Em 12 meses, o IGP-M registrou alta de 11,09%.

O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência - ou seja, de 21 de abril a 20 de maio.

Os três componentes do IGP-M 
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede os preços no atacado, apresentou alta de 0,98%, contra 0,29% no mês anterior.

O índice que avalia os preços no varejo (IPC) também avançou. A alta foi de 0,65% em maio, contra 0,39% em abril. A alta dos preços do grupo de saúde e cuidados pessoais foi de 1,33% em abril para 2,21% em maio. A de despesas diversas, de 0,33% para 2,44%. A de vestuário, de 0,37% para 0,64%, e a de comunicação, de 0,18% para 0,29%.

Já o índice de preços da construção (INCC), que tem um peso menor que o dos outros no IGP-M, subiu 0,19% em maio - menos que em abril, quando subiu 0,41%. 

Sancionada lei que permite entrada forçada em imóveis contra o Aedes


A medida que autoriza a entrada forçada de agentes de combate ao mosquito Aedes aegypti em imóveis públicos ou particulares abandonados passou a ter força de lei com a publicação, nesta terça-feira (28), no Diário Oficial da União.  A Lei nº 13.301, que concede permissão a autoridades de saúde federais, estaduais e municipais, também se aplica para o caso de ausência de pessoa que possa permitir o acesso ao local ou no caso de recusa de acesso. A iniciativa deve ser tomada apenas em situações excepcionais e visa permitir a execução das ações de controle ao mosquito e criadouros. A origem da lei foi uma medida provisória publicada em fevereiro deste ano.

A entrada forçada em imóveis deve ser feita por profissional devidamente identificado, em áreas com potenciais focos de mosquitos transmissores. Além disso, para ficar comprovada a ausência de uma pessoa que possa autorizar a vistoria, é necessário que o agente realize duas notificações prévias, em dias e horários alternados e marcados, num intervalo de dez dias. Essas ações anteriores devem ser devidamente registradas em relatório.

O texto trata de diversas providências de vigilância em saúde que podem ser adotadas quando houver situação de iminente perigo à saúde pública, devido à presença do mosquito Aedes aegypti. Entre as medidas, a lei institui o Programa Nacional de Apoio a Combate às Doenças Transmitidas pelo Aedes (Pronaedes), que tem como objetivo o financiamento de projetos de combate à proliferação das doenças transmitidas pelo vetor. Em até 30 dias, deverão ser regulamentados os critérios e procedimentos para aprovação de projetos do programa, com a priorização das áreas de maior incidência das três doenças e dos municípios com menor montante de recursos disponíveis; redução das desigualdades regionais; além da priorização da prevenção da dengue, Zika e chikungunya.

De acordo com documento, os gestores locais também poderão instituir os sábados como dia de trabalho destinado à limpeza nos imóveis, identificação de focos do mosquito e outras atividades de mobilização. A lei prevê ainda campanhas educativas e de orientação à população, especialmente no caso de gestantes.

FISCALIZAÇÃO – Os proprietários de imóveis que não tomarem providências para eliminar os focos do mosquito poderão ser multados em casos de reincidência. A Lei nº 6.437 já previa essas penalidades (advertência, multa e interdição do imóvel). A novidade é que, em casos de reincidência, o proprietário será multado em 10% do valor da multa inicial, e este valor será dobrado em caso de nova reincidência, ou seja, após a terceira vez em que houver flagrante de focos do mosquito. Quem determina a aplicação da multa é o gestor local.

BENEFÍCIOS – A Lei nº 13.301 traz ainda a ampliação da licença-maternidade remunerada de 120 para 180 dias, para mulheres contratadas por regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) cujos filhos sejam acometidos por sequelas neurológicas decorrentes de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Outro direito para as famílias com crianças com microcefalia é o benefício de prestação continuada por até três anos, um auxílio de um salário mínimo (R$ 880) garantido pela Previdência Social.


Fonte: Ministério da Saúde

Pagamento de junho de servidores do RN começa dia 5, diz Governo


Do G1 RN
A Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan) anunciou nesta terça-feira (28) que o pagamento dos salários de junho dos servidores do Rio Grande do Norte começa no dia próximo dia 5. O calendário completo de pagamento não foi divulgado.

De acordo com a Seplan, o governo aguarda a informação referente aos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) para anunciar o calendário completo de pagamento.

As mudanças nos pagamentos dos servidores estaduais começou em dezembro de 2015. De lá pra cá, o governo anuncia as datas de pagamentos nos últimos dias do mês. Os salários de janeiros foram pagos nos dias 4 e 5 de fevereiro. Os vencimentos de fevereiro foram depositados nos dias 3 e 4 de março. E os pagamentos referentes ao mês de março foram realizados nos dias 4 e 5 de abril. Já os salários de abril foram pagos nos dias 6, 9 e 10 de maio. O pagamento de maio foi feito de 6 a 11 de junho.


Distribuição de mudas para revitalização da cajucultura no RN


O deputado Hermano Morais (PMDB) fez uma visita de campo nesta segunda-feira (27) à Fazenda Novo Oriente, no município de Severiano Melo, para conhecer um projeto piloto do cultivo de caju através de cajueiros precoces. O parlamentar, que é presidente na Casa da Frente em Defesa do Setor Produtivo, relatou a experiência em plenário na manhã de hoje (28) e defendeu um maior incentivo ao setor, como a distribuição de mudas para reativar o cultivo.

“Em virtude da seca prolongada e da Mosca Branca, que atinge diretamente os cajucultores, o setor tem vivido uma crise, com risco até de ser extinto. É preciso que haja incentivo e ações para revitalizar esse cultivo, que movimenta a economia, gerando emprego e renda e ainda é um item importante na pauta de exportação do Estado”, afirmou o parlamentar.

Para Hermano, tendo como base a experiência visitada no município do Oeste potiguar, o apoio e assistência técnica aos agricultores são fundamentais para que o setor possa garantir bons resultados. “A Emparn, a Emater, a Embrapa dão apoio aos agricultores. O Banco do Nordeste também esteve presente e se colocando à disposição para financiamento de crédito para o setor”, complementou.

Hermano Morais defendeu a distribuição imediata pelo Governo do Estado de 10 milhões de mudas e a criação de uma câmara técnica por parte da Secretaria de Agricultura do Estado. “Há uma expectativa de que o inverno seja regularizado, então essas mudas, principalmente do cajueiro precoce, precisam ser distribuídas urgentemente para que os agricultores possam reativar a cultura do caju e os produtos beneficiados, como castanha, polpa, doces”, disse ele.

O parlamentar também relatou viagem que fez a Brasília e voltou a defender ações para reativar a cultura no Nordeste e ainda a criação do FunCaju, um fundo de apoio a cultura do Caju no país.

DeFato

Ministério reconhece emergência pela seca em 153 cidades do RN


Do G1 RN
O Ministério da Integração Nacional reconheceu situação de emergência por causa da seca em 153 municípios potiguares. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (28). Confira AQUI os municípios que integram a lista. De acordo com a Companhia de Águas e Esgoto do Rio Grande do Norte (Caern), atualmente 14 municípios estão em colapso no abastecimento de água e outros 77 estão sob sistema de rodízio.

O governo do Rio Grande do Norte renovou a  situação de emergência por mais 180 dias no dia 22 de março deste ano. O estado enfrenta a maior seca dos últimos cem anos. Dentre os prejuízos causados pela seca, o estado ressalta a perda de mais de 135 mil cabeças de gado de 2012 a 2015. Já no período entre 2012 e 2014, ainda segundo o documento, houve uma redução de 65,79% na produção de grãos (milho, arroz, feijão e sorgo).

Com a portaria que reconhece a situação de emergência, o Governo Federal pode repassar recursos públicos aos municípios atingidos pela seca com mais rapidez e menos burocracia.


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Ex-tesoureiro do PT e pecuarista José Carlos Bumlai ficam frente a frente


Do G1 PR
O ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) Delúbio Soares e o pecuarista José Carlos Bumlai ficam frente a frente em uma acareação na Justiça Federal, em Curitiba, nesta segunda-feira (27), em virtude de um processo da Operação Lava Jato.

A acareação foi um pedido da defesa de Delúbio Soares. Ele nega a narrativa de Bumlai de que o ex-tesoureiro tenha participado de reunião em que foi negociado empréstimo de R$ 12 milhões do Banco Schahin para Bumlai. Segundo o pecuarista, o destinatário final era o PT.

Os dois ficarão frente a frente após audiência em que Bumlai será ouvido pelo juiz Sérgio Moro como testemunha de acusação em um processo que tem Delúbio como um dos réus.
Delúbio é acusado de lavagem de dinheiroem processo que envolve mais oito pessoas.

A acusação sustenta que ele intermediou o empréstimo que Bumlai diz ter recebido do Banco Schahin e repassado ao PT.

Dos R$ 12 milhões, segundo o MPF, o empresário Ronan Maria Pinto recebeu R$ 6 milhões – ele também é réu no processo.

De acordo com o MPF, o empréstimo foi pago por meio da contratação do Grupo Schahin como operador do navio-sonda Vitória 10.000, pela Petrobras, em 2009, ao custo de US$ 1,6 bilhão.

Ainda conforme as investigações, em depoimento ao Ministério Público Federal, Marcos Valério, operador do mensalão, afirmou que parte do empréstimo obtido por Bumlai era destinado Ronan Maria Pinto, que extorquia dirigentes do PT. O MPF afirma não ter provas, até o momento, que expliquem os motivos da extorsão.

O dinheiro, segundo a acusação, tinha como fim a compra de ações do jornal "Diário do Grande ABC". O MPF diz que o objetivo de comprar ações era, segundo Marcos Valério, porque o jornal estava ligando Ronan Maria Pinto a denúncias da morte do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel.

Resultado da 2ª chamada do Prouni 2/2016 sai nesta segunda-feira


Do G1, em São Paulo
A segunda chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni) do segundo semestre de 2015 será divulgada nesta segunda-feira (26). Não há um horário específico definido em edital.

O Prouni concede bolsas de estudos integrais ou parciais em universidades privadas. O foco são estudantes que saíram de escolas públicas e têm baixa renda.

A primeira chamada foi divulgada no dia 13 de junho. As bolsas que não preenchidas foram disponibilizadas nesta segunda chamada.

Os alunos pré-selecionados precisam comprovar as informações da inscrição entre esta segunda-feira (27) até o dia 1º de julho. Quem não conseguiu a bolsa nas duas chamadas pode aderir à lista de espera entre os dias 8 e 11 de julho.

A lista de espera também é opção para o candidato que foi aprovado, mas perdeu a vaga porque não houve formação de turma em seu curso.

A relação de convocados da lista de espera sairá no dia 14 de julho. Os participantes devem comparecer às instituições de ensino entre 18 e 19 de julho, para apresentação de documentos pessoais.

Nesta edição foram oferecidas 125.442 bolsas, sendo 57.092 integrais e 68.350 parciais ofertadas em 22.967 cursos de 901 instituições de ensino superior. A seleção é feita com base no desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e nas características socioeconômicas da família do estudante.

De acordo com projeção da Receita Federal divulgada no começo do ano, a previsão é que o governo deixe de arrecadar R$ 1,27 bilhão em impostos em 2016 para custear vagas em instituições privadas. As bolsas são bancadas pelo governo por meio de renúncia fiscal de tributos (IRPJ, CSLL, PIS e Cofins) que seriam ser pagos pelas universidades participantes do programa.

Fies 
Outra opção para chegar ao ensino superior, além da bolsas do Prouni, é o Financiamento Estudantil (Fies), que está com as inscrições abertas até esta quarta-feira (29). São disponibilizadas 75 mil vagas.

O programa financia cursos de ensino superior não gratuitos com taxa de juros a 6,5% ao ano. Durante o curso, o estudante paga, a cada três meses, o valor máximo de R$ 150. Após a conclusão, há um período de 18 meses de carência. Ao término o financiamento começa a ser pago em até três vezes o período financiado do curso. 

Contato para dúvidas 
O MEC oferece esclarecimentos no site do Prouni , por autoatendimento via formulário ou pelo telefone 0800-616161.

Lâmpadas incandescentes não poderão ser vendidas no Brasil a partir do dia 30


A partir da próxima quinta-feira (30), as lâmpadas incandescentes não poderão mais ser vendidas no Brasil. As alternativas para os consumidores são as lâmpadas fluorescentes ou as de LED que, apesar de mais caras, consomem menos energia e duram mais.

Uma lâmpada fluorescente compacta economiza 75%, se comparada a uma lâmpada incandescente de luminosidade equivalente. E se a opção for por uma lâmpada de LED, essa economia sobe para 85%. A durabilidade da LED é 25 vezes superior às lâmpadas incandescentes e até quatro vezes maior que as lâmpadas fluorescentes.

Para o diretor técnico da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux ), Isac Roizenblatt, vale a pena investir em lâmpadas mais modernas, porque o retorno financeiro é grande. “O que custa pesado para os consumidores não é o preço da lâmpada de fato, é o preço da energia ao longo do tempo. Então, esse investimento retorna rapidamente”, avalia.
Enquanto uma lâmpada incandescente de 60 watts custava em média R$ 2,90, uma equivalente de LED custa em torno de R$ 8,90. Segundo a Abilux, o preço da lâmpada de LED vem caindo cerca de 30% por ano no Brasil.

Roizenblatt também aponta que as lâmpadas incandescentes emitem 95% de calor e apenas 5% de luz, o que prejudica o meio ambiente. “É uma lâmpada que tem baixíssima eficiência e vida curta”, explica. Segundo ele, a melhor opção é usar as lâmpadas LED, que são mais eficientes e não contêm metais pesados, como as fluorescentes, que têm mercúrio em sua composição. O uso de lâmpadas LED já é adotado amplamente em outros países como China, Índia, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Cuba, Austrália, Argentina, Venezuela e na União Europeia.

A troca das lâmpadas incandescentes no Brasil começou em 2012, com a proibição da venda de lâmpadas com mais de 150W. Em 2013, houve a eliminação das lâmpadas de potência entre 60W e 100W. Em 2014, foi a vez das lâmpadas de 40W a 60W, e o processo de substituição acaba no dia 30 junho deste ano, com a proibição das lâmpadas com potência inferior a 40W. A partir dos prazos finais estabelecidos, fabricantes, atacadistas e varejistas serão fiscalizados. Os estabelecimentos, importadores e fabricantes serão fiscalizados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), e quem não atender à legislação poderá ser multado.

Segundo a Abilux, se todas as lâmpadas do país fossem substituídas por LED, haveria uma redução de cerca de 10% no consumo de energia elétrica. “Não só o cidadão ganha quando usa uma lâmpada mais moderna, mas o país ganha porque transfere investimentos em geração e distribuição de energia. A diferença de eficiência é tão grande que reflete em todo o país porque não existe lugar onde não se usa uma lâmpada, em ambientes externos e internos. Então, vale a pena”, diz Roizenblatt. Segundo dados da ONU, a substituição das lâmpadas incandescentes no mercado é capaz de economizar anualmente cerca de 5% de toda a energia elétrica utilizada no mundo.

Nas lojas de Brasília, já é difícil encontrar lâmpadas incandescentes para vender, embora ainda haja procura dos consumidores. “Algumas pessoas ainda procuram, se tivéssemos ainda em estoque, com certeza venderíamos”, diz o gerente de vendas de uma loja da capital, Sebastião Pereira Costa.

Segundo ele, as pessoas procuram porque gostam da cor da luz incandescente e não se acostumam com a luz emitida pelas lâmpadas LED. “A qualidade da luz incandescente ainda é a melhor, apesar de ter um maior consumo de energia, esquentar muito e durar pouco”, diz. De acordo com o gerente, existem hoje no mercado opções de lâmpadas LED com luminosidade amarelada, parecida com as incandescentes.

DeFato

Crise: só em maio o Brasil fechou mais de 72 mil postos de trabalho


O Brasil perdeu 72.615 vagas formais de emprego em maio deste ano, informou nesta sexta-feira, o Ministério do Trabalho. O resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) é fruto de 1.209.991 contratações e 1.282.606 demissões no período. Trata-se do décimo quarto mês seguido de fechamento de vagas com carteira assinada.

O saldo divulgado ficou dentro das estimativas de analistas do mercado financeiro consultados pela Agência Estado, que esperavam volume de empregos fechados em maio entre 40 mil e 120 mil. Com isso, a mediana ficou negativa em 88 mil postos.

O número de postos fechados em maio deste ano foi menos intenso do que em igual mês do ano passado, quando foram extintas 115.599 vagas. Porém, superou o fechamento de 62.844 vagas formais de emprego em abril de 2016.

No acumulado deste ano até maio, o saldo de postos fechados é de 448.101 pela série com ajuste, a mais intensa para o período desde o início da série histórica, em 2002. No acumulado dos últimos 12 meses, o país encerrou maio sem 1.781.906 vagas, também com ajuste.

Setores 
O setor de serviços foi o que mais fechou postos de trabalho em maio, com 36.960 vagas extintas no mês passado. As demissões também superaram as contratações nos setores de comércio (-28.885), construção civil (-28.740) e indústria de transformação (-21.162). Houve ainda extinção de vagas na indústria extrativa mineral (-1.195) e nos serviços industriais de utilidade pública (-181).

Por outro lado, a agricultura ampliou a sua mão de obra com 43.117 novos postos, segundo o Caged. Além dela, apenas a administração pública abriu novas vagas, com contratação líquida de 1.391 pessoas.

DeFato

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Policiais presos em operação 'Os intocáveis' são suspeitos da prática de 14 homicídios


Os seis Policiais Militares presos em uma operação "Os Intocáveis" deflagrada nesta quarta-feira (22) em Mossoró são suspeitos da prática de 14 homicídios ocorridos na região.

A informação é da Secretaria de Segurança Pública do Estado (Sesed), que convocou uma coletiva de imprensa para às 16 horas desta quarta. A atividade está marcada para acontecer em Natal, com o fim de detalhar os resultados da operação.

A Sesed adiantou que foram presos seis policiais militares suspeitos de integrarem um grupo de extermínio, que atuava na região e que os investigados são apontados como autores de 14 homicídios. Desde as primeiras horas da manhã desta quarta-feira, 22, agentes da Força Nacional e da Polícia Civil cumpre mandados de prisão e condução coercitivas em vários bairros de Mossoró.

A Operação ‘Intocáveis’ investiga policiais acusados de homicídios no município. Um dos nomes vazados à imprensa, que estaria sendo investigado, é do cabo PM Gomes, mais conhecido como "Quebra ossos". No entanto, até agora a Força Nacional não confirma.

Ao todo, 13 mandados estão sendo cumpridos. São nove de busca e apreensão e quatro conduções coercitivas. Segundo informações de um agente da Força Nacional que não quis se identificar, seis pessoas foram presas, sendo três militares e três não policiais.

O Sargento Alfredo Carneiro, do 2º Batalhão de Polícia Militar, falou com os repórteres na saída da Delegacia Especializada em Homicídios (Dehom), no Centro da cidade, mas não adiantou detalhes da operação informando que ficaria a cargo de seus superiores e disse que os acusados estão sendo ouvidos.

“Com relação a operação não tenho muito a acrescentar. Deixar o comandante falar que ele está mais por dentro das informações. Eles (acusados) estão sendo ouvidos lá dentro”.
As autoridades envolvidas na Operação Intocáveis concederão entrevista coletiva tão logo o trabalho seja concluído, para esclarecer e revelar detalhes da operação. Nela, serão divulgados os nomes dos policiais acusados de homicídio.

A operação contou com forte aparato policial e estrutura. Foram usados helicóptero, viaturas e outros equipamentos de segurança. Trecho em frente a Dehom foi interditado durante toda a manhã.

A coletiva de imprensa para detalhar os resultados da operação “Os Intocáveis” será realizada a partir das 16h.

Foram presos seis policiais militares suspeitos de integrarem um grupo de extermínio, que atuava na região.

A coletiva irá acontecer no miniauditório da Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED/RN), localizado no Centro Administrativo, em Natal.

DeFato

STF aceita denúncia para tornar Cunha réu por contas na Suíça


O Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou nesta nesta quarta-feira (22), por 11 votos a 0, denúncia apresentada contra o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por suposto recebimento e movimentação de propina em contas secretas na Suíça.

Com a decisão, Cunha se torna réu pela segunda vez na Operação Lava Jato. Ele foi denunciado pela suposta prática de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e declaração falsa em documento eleitoral. Em março, quando se tornou réu pela primeira vez,Cunha era acusado de exigir e receber ao menos US$ 5 milhões em propina de um contrato do estaleiro Samsung Heavy Industries com a Petrobras.

A denúncia aceita nesta quarta-feira aponta que o deputado recebeu propina no exterior na compra, pela Petrobras, de um campo de petróleo em Benin, na África. O negócio, fechado em 2011, teria custado R$ 138 milhões à estatal e rendido propina de R$ 5,2 milhões para Eduardo Cunha.

A defesa contesta a acusação e sustenta que "não há indícios minimanente sólidos" das imputações ao deputado afastado. "Não se pode julgar alguém por corrupção sem realização de atos de ofício ligado às suas atribuições constitucionais", disse a advogada Fernanda Tórtima.

Por meio de nota, Cunha disse acreditar que será absolvido e afirmou ver com "inconformismo" a decisão do Supremo de aceitar a denúncia. "Respeito a decisão e confio que, ao fim, serei absolvido. [...] Ressalto ainda o meu inconformismo com a decisão, dando como exemplo que a comprovação feita pela minha defesa de que uma suposta reunião na Petrobras não aconteceu", diz Cunha na nota (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem).

Todos os ministros do Supremo votaram para receber a denúncia. Além do relator do caso, ministro Teori Zavascki,  votaram favoravelmente os ministros Marco Aurélio Mello, Dias Toffoli, Edson Fachin, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.

O recebimento da denúncia não significa que Cunha é culpado ou inocente. A condenação ou absolvição no caso só será decidida no fim do processo. Até lá deverão ser coletadas novas provas contra o deputado ou a favor dele. Testemunhas ainda precisarão ser ouvidas, perícias serão realizadas e a defesa terá novas chances para contestar as acusações.

Voto do relator
Ao anunciar seu voto nesta quarta-feira, o ministro Teori Zavascki considerou que a acusação contra o parlamentar contém indícios suficientes de ocorrência e autoria dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e declaração falsa em documento eleitoral.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Oi: Ações da Oi despencam após anúncio de pedido de recuperação


As ações da Oi operam em forte queda nesta terça-feira (21), chegando a desabar 30% na mínima da sessão, após a empresa anunciar na véspera que entrou com pedido de recuperação judicial. A Justiça ainda precisa aceitar o pedido. Por conta da forte queda, a BM&F Bovespa chegou a suspender as negociações dos papéis da empresa na bolsa no início dos negócios, por aproximadamente 1 hora.

Após a abertura das negociações, os papéis daOi entraram em um leilão para ser definido o preço inicial das ações, às 11h. Isso ocorre, pelas regras da bolsa, quando um fato novo é anunciado antes do início dos negócios, como foi o caso do anúncio de recuperação judicial na véspera.

Até as 12h, os papéis já tiveram 5 leilões, anunciados após forte oscilação de preço, segundo a BM&F Bovespa. Há possibilidade de novos leilões, conforme as regras da bolsa para casos de forte variação das ações.

Perto das 15h36, as ações preferenciais da empresa caíam 21,21%, cotadas a R$ 0,78. Os acionistas que possuem esses papéis têm preferência na distribuição de dividendos. Na mínima do dia, o preço da ação chegou a R$ 0,68. Já as ações ordinárias (que dão ao acionista direito a voto em assembleias da empresa) caíam 18,25%, a R$ 1,03. Na mínima do dia, o preço chegou a R$ 0,98.

Com o tombo desta terça-feira, as ações da Oi acumulam em 2016 desvalorização de cerca de 60%, segundo a Reuters.

Com Informações do G1.Com

Câmara aprova MP que libera controle estrangeiro de empresa aérea no país


Fernanda CalgaroDo G1, em Brasília
A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (21) uma medida provisória que retira qualquer restrição para que estrangeiros possam assumir cargos de direção e o controle acionário de empresas aéreas brasileiras. Na prática, companhias estrangeiras poderão deter 100% das ações.

Os deputados ainda analisam destaques que poderão alterar o teor do texto. A proposta segue depois para análise do Senado.

O texto original, enviado pelo Executivo ao Legislativo no final de fevereiro, antres do afastamento da presidente Dilma Rousseff, previa que o teto máximo de capital estrangeiro com direito a voto nas empresas aéreas nacionais subiria de 20% para 49%.

A MP também previa que a participação estrangeira poderia chegar aos 100% nos casos em que houvesse acordo de reciprocidade. Isso quer dizer que teriam direito ao controle apenas grupos sediados em países que também permitissem a brasileiros controlar empresas aéreas locais.

Quando a proposta passou por comissão, foi retirada qualquer restrição ao capital estrangeiro. Entretanto, os parlamentares recuaram alegando que iria afetar a soberania nacional e mantiveram o texto prevendo o limite de 49%.

Mas nesta terça, no plenário, os deputados aprovaram uma emenda retirando, novamente, qualquer limite ao capital estrangeiro em aéreas brasileiras.

Planalto comemora

A medida foi comemorada pelo Palácio do Planalto. O líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), disse que a liberação do capital estrangeiro ajudará o setor e terá reflexos nos preços das passagens.

“Era um ponto importante para o governo aumentar o capital estrangeiro para 100%, mesmo porque a crise econômica do país hoje nos obriga a isso. Quando nós estamos aumentando o capital estrangeiro de 49% para 100% não é porque o governo queria aumentar, é porque a necessidade nos impõe isso pela crise econômica incompetente, equivocada e corrupta do PT”, disse Moura.

Segundo ele, a mudança na lei “vai permitir que o setor tenha mais investimento, passagens mais baratas, nova tecnologia, novas aeronaves, com mais segurança, com mais conforto”.

“Quem ganha com isso é o passageiro, é o usuário. Talvez, se não estivéssemos nessa crise que o PT nos colocou, talvez não houvesse necessidade disso”, afirmou.

Oposição critica

A medida provisória, porém, foi criticada por deputados da oposição. “É uma questão de soberania do país”, argumentou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Líder do PSOL, o deputado Ivan Valente (SP) rebateu o argumento de que o aumento da participação estrangeira irá ampliar a malha aérea para cidades hoje menos atendidas.

“A empresa estrangeira terá o poder de monopolizar enorme por conta da capacidade competitiva dela. E elas vêm para o Brasil para ter mais lucros, não é para aumentar a malha. Eles querem o filé, é óbvio”, disse Valente.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Conselho de Medicina veta cesáreas antes de 39 semanas de gestação


Mateus Vidigal Do G1 DF
Segundo o CFM, o bebê pode sofrer problemas no desenvolvimento antes de 39 semanas. A norma será publicada ainda nesta semana no Diário Oficial da União e vale para todos os casos em que não houver uma razão médica clara para a antecipação.

A orientação seguida pelo CFM era de que fossem considerados fetos maduros aqueles entre 37 e 42 semanas de gestação. Nesta nova resolução, muda-se para o mínimo de 39 semanas até que se torne seguro o parto cesariano, considerando aval médico. Além disso, o prontuário da grávida deverá conter obrigatoriamente a informação da opção pelo parto cesáreo em linguagem de fácil compreensão, algo que não era claramente exigido até o momento.

De acordo com estudos apresentados pelo conselho, promover partos antes da 39ª semana pode acarretar problemas nos pulmões, fígado e cérebro, provocando desconfortos respiratórios, icterícia e até lesões cerebrais.

De acordo com o presidente do CFM, Carlos Vital, a nova resolução servirá principalmente para assegurar a integridade do feto. "A autonomia do paciente já é estabelecida. A finalidade dessa resolução de 39 semanas é uma ênfase e uma instituição de um limite o qual deverá ser feita a cesariana a pedido da paciente. A norma se distingue na segurança do feto", explica.

Segundo o coordenador da Câmara Técnica de Ginecologia e Obstetrícia, José Hiran Gallo, a medida reforça a decisão da mulher e o amparo jurídico para a proteção do feto. "O médico tem a obrigação de explicar quais procedimentos devem ser adotados para a paciente. O conselho quer resguardar a autonomia da mulher brasileira", afirma.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou nesta segunda-feira (20) uma nova resolução que determina que o parto cesáreo só pode ser realizado a partir de 39 semanas de gestação. Antes, a entidade estabelecia em 37 semanas o período liberado para o procedimento. De acordo com a entidade, trata-se de uma resolução de "caráter ético" que busca assegurar a integridade do feto.


A membra da Câmara Técnica de Ginecologia e Obstetrícia e conselheira do CFM, Adriana Scavuzzi, reforçou que a opção pelo parto cesáreo pode ser alterado a qualquer momento pela mulher, uma vez que a segurança médica do bebê esteja assegurada.

"É muito comum as pacientes já chegarem trazendo o próprio desejo para o parto, mas os prós e os contras têm que ser construídos durante o pré-natal. A paciente tem total direito de mudar de opinião durante esse processo."

Estados deixarão de pagar R$ 50 bilhões à União até 2018, diz Meirelles


Alexandro Martello Do G1, em Brasília
Os estados deixarão de pagar cerca de R$ 50 bilhões ao governo federal até 2018 por conta da renegociação de suas dívidas, informou nesta segunda-feira (20) o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

De acordo com o ministro, R$ 20 bilhões deixam de ser pagos só em 2016. O acordo anunciado nesta segunda prevê a suspensão total das parcelas das dívidas de todos os estados até dezembro.

O valor da renúncia diminui a partir de 2017, quando os estados voltam a fazer pagamentos - mas em parcelas com desconto. Para o ano que vem, e para 2018, segundo Meirelles, o governo federal deixa de receber R$ 15 bilhões.

Segundo o ministro, o governo já incluiu, na previsão de déficit de R$ 170,5 bilhões nas contas públicas para 2016, esses R$ 20 bilhões que deixará de receber dos estados.

Acordo
O presidente em exercício Michel Temeranunciou nesta segunda, por meio de sua conta no microblog Twitter, o acordo que prolonga as dívidas estaduais com a União por mais 20 anos.

"O que estamos anunciando hoje, na verdade, é uma situação emergencial. Estamos fazendo isso em caráter de emergência para, depois, consolidarmos uma grande reforma federativa no país", disse o presidente em exercício, Michel Temer. O anúncio foi feito durante reunião com governadores no Palácio do Planalto.

Veja os principais pontos do acordo:
– Alongamento do prazo das dívidas dos estados com a União por mais 20 anos;
– Suspensão do pagamento das parcelas mensais da dívida até o fim de 2016;
– Cobrança a partir de janeiro de 2017 com aumento gradual de 5,5 % por 18 meses;
– Alongamento por 10 anos, com 4 anos de carência, de cinco linhas de crédito do BNDES;
– Pagamento da parcela cheia pelos estados a partir de meados de 2018.

A negociação entre o governo federal e os estados demorou quatro meses e teve início ainda antes do afastamento da presidente Dilma Rousseff, pelo Senado.

No final de março, o então ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, enviou ao Congresso uma proposta um projeto de lei que estendia o prazo de pagamento das dividas dos Estados com a União por mais 20 anos e fixava contrapartidas que os governadores deveriam cumprir, entre elas a proibição de concessão de novos aumentos salariais para os servidores estaduais e de novos benefícios fiscais para empresas.

Teto de gasto público
Pelo acordo fechado nesta segunda, a contrapartida exigida, explicou Temer, é a inserção dos estados na proposta enviada ao Congresso e que limita o aumento de gastos públicos a partir de 2017.

"Ficou estabelecido que haveria limitação dos gastos estaduais tal como ocorre na chamada proposta de emenda à Constituição fixadora de teto para os gastos da União. Evidentemente, vamos cuidar de inserir esta fórmula na emenda em tramitação", disse Temer, em áudio divulgado pelo Twitter.

A proposta de emenda constitucional sobre esse assunto, que já foi enviada ao Congresso Nacional, prevê que as despesas do governo, em um ano, não podem crescer mais do que a inflação do ano anterior.

Liminares na Justiça
O presidente em exercício informou ainda que os estados que conseguiram recentemente liminares (decisões provisórias) na Justiça para reduzir o valor de suas dívidas com a União, deverão transferir ao governo federal os valores que deixaram de pagar nos últimos meses. Esse pagamento será feito em um prazo de 24 meses.

As liminares permitiam aos estados corrigir suas dívidas com a União usando no cálculo juros simples, ao invés dos juros compostos previstos em contrato. Essa medida levou à redução do montante devido.

Depois que o governo recorreu dessas liminares, o Supremo Tribunal Federal (STF) deu prazo de 60 dias para que estados e União chegassem a um acordo sobre o pagamento das dívidas. O prazo venceria no fim de junho.

O acordo anunciado nesta segunda, portanto, atende ao pedido do STF e, segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, acaba com as disputa entre União e estados na Justiça.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Câmara aprova em segundo turno PEC que prorroga DRU até 2023


Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília
A Câmara aprovou nesta quarta-feira (8), em segundo turno, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga até 2023 a permissão para que a União utilize livremente parte de sua arrecadação, a chamada Desvinculação de Receitas da União (DRU). A aprovação se deu por 340 votos a favor e 96 contrários.

O primeiro turno de votação na Câmara ocorreu no dia 2 de junho. Pelo regimento da Câmara, seria preciso aguardar um prazo de cinco sessões no plenário para votar o segundo turno. No entanto, os deputados aprovaram nesta terça (7) um requerimento que autoriza encurtar esse intervalo.

O texto amplia de 20% para 30% o percentual que pode ser remanejado da receita de todos os impostos e contribuições sociais federais. O restante da arrecadação é vinculado a despesas definidas no Orçamento. Pelo texto, a medida poderá ser aplicada de maneira retroativa desde 1º de janeiro deste ano.

A DRU é considerada essencial pelo governo Michel Temer para evitar o engessamento das despesas previstas no Orçamento, já que a grande maioria dos recursos arrecadados tem gasto vinculado, por determinação da legislação brasileira.

A PEC, agora, será encaminhado para análise do Senado, onde também será votado em dois turnos antes de ser promulgada.

Estados e municípios
A PEC também cria mecanismo semelhante para estados, Distrito Federal e municípios, batizado de Desvinculação de Receitas dos Estados, Distrito Federal e dos Municípios (DREM).

Pela proposta, ficam desvinculadas 30% das receitas relativas a impostos, taxas e multas. Nesses casos, a proposta especifica que a regra não se aplica às receitas destinadas à saúde e à educação, que não poderão ser alteradas. Em relação à União, não há essa previsão.

Tanto no caso da DRU quanto da DREM não muda, porém, a regra que estabelece os gastos mínimos para educação (18% para União e 25% para estados e municípios) e saúde (15% para a União, 12% para estados e 15% para municípios) nem as transferências constitucionais de impostos para estados e municípios.

Mobilidade
A DRU foi adotada em 1994, na implementação do Plano Real, e tem sido prorrogada desde então, com o objetivo de dar ao governo federal mais mobilidade nos gastos com os impostos arrecadados.

Em 2011, o Congresso aprovou a extensão até o dia 31 de dezembro de 2015. Pelo que estava em vigor, o percentual que o Executivo podia usar livremente era 20%.

O governo Dilma Rousseff enviou ao Legislativo em fevereiro do ano passado a PEC prorrogando o mecanismo de desvinculação.

Com um apoio frágil no Congresso, o Executivo conseguiu que a proposta passasse pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) apenas em novembro. A comissão especial foi criada em seguida, mas 2015 terminou sem que a DRU fosse estendida.

Os trabalhos na comissão também caminharam a passos lentos, mas, com a mudança de governo, a tramitação do texto, considerado prioridade pelo governo Michel Temer, ganhou ritmo. Para acelerar a tramitação do tema, o Senado também tenta votar uma proposta que prorroga a DRU.

Lava Jato: Operador que teria abastecido conta de João Santana faz delação premiada


Camila Bomfim Da TV Globo, em Brasília
Réu na Lava Jato sob a acusação de intermediar propinas do esquema de corrupção que atuava na Petrobras, o engenheiro Zwi Skornicki assinou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). Preso desde fevereiro, ele deve começar a prestar depoimentos aos procuradores da República nos próximos dias. Ao final dos depoimentos, a Justiça irá avaliar se homologa o acordo.
Skornicki foi detido na 23ª fase da Lava Jato, batizada de Acarajé. Na mesma etapa da operação, foi preso o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, responsáveis pelas campanhas presidenciais de Dilma Rousseff em 2010 e 2014.

Segundo o Ministério Público Federal, João Santana recebeu US$ 4,5 milhões de Skornicki entre 2013 e 2014. O novo delator da Lava Jato é representante no Brasil do estaleiro Keppel Fels e, ainda de acordo com os procuradores da República, foi citado por delatores do esquema como elo de pagamentos de propina.

Investigadores consideram que a delação de Zwi Scornicki pode revelar se existe ligação entre os repasses do operador para João Santana e para a campanha presidencial petista de 2014.

Conforme as investigações, o patrimônio de Zwi Skornicki aumentou 35 vezes em 10 anos. Informações obtidas pelo Jornal Nacional mostram que o patrimônio declarado do engenheiro passou de R$ 1,8 milhão para R$ 63 milhões no período.

A TV Globo entrou em contato com a defesa de Skornicki, mas até a última atualização desta reportagem não havia obtido resposta.

Tesoureiro do PT
Skornicki se tornou réu na Lava Jato em abrilacusado de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Na denúncia apresentada à Justiça Federal do Paraná, o Ministério Público Federal afirmou que o engenheiro era responsável por repasses ao PT por meio do ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto, preso desde 2015.

“Esses valores que eram repassados a Mônica Moura e João Santana eram deduzidos, eram contados como uma parcela da propina que deveria ser paga ao Partido dos Trabalhadores. A remessa dos valores era feita por orientação de João Vaccari, que era a pessoa que coordenava o repasse dos valores no interesse do Partido dos Trabalhadores”, afirmou à época a procuradora da República Laura Tessler, uma das integrantes da força-tarefa da Lava Jato.

Com a delação premiada, a eventual pena de Zwi Skornicki pode vir a ser reduzida se ele colaborar com os investigadores do esquema de corrupção que agia na estatal do petróleo.

Japonês da Federal é preso em Curitiba


Yahoo Notícias

O agente federal Newton Ishii, chamado de Japonês da Federal e que ficou conhecido em fotos de prisões da Operação Lava Jato, foi preso na terça-feira (7) em Curitiba. O mandado foi expedido pela Vara de Execução Penal Justiça Federal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, informou o portal G1.

Ele está detido na Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense. Até 9h57 a Polícia Federal não havia informado o motivo da prisão.
Nome citado na Lava Jato

O nome de Newton Ishii foi citado na gravação que levou à prisão o senador Delcídio Amaral, em Brasília. No áudio, o senador fazia tratativas com o chefe de gabinete dele, Diogo Ferreira, o advogado Edson Ribeiro e o filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, Bernardo, buscando um plano de fuga para Cerveró, que estava preso na carceragem da PF em Curitiba.

O agente é citado durante a conversa quando o grupo discute quem estaria vazando informações para revistas. Delcídio chega a chamar um policial que seria ele de “japonês bonzinho”, sendo tratado como o responsável pela carceragem da PF em Curitiba, para onde são levados os presos da Lava Jato.

A Polícia Federal disse, na ocasião, que iria apurar se o nome citado na conversa era o do agente.

Réu na Operação Sucuri
O agente é réu em uma ação que surgiu a partir da Operação Sucuri. As investigações mostraram que os agentes facilitavam a entrada de contrabando no país, pela fronteira com o Paraguai, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. O caso tramita sob segredo de Justiça.
Fama

Com a deflagração da Operação Lava Jato, o agente passou a ser conhecido em todo o Brasil. A cada fase da operação nestes mais de dois anos, Newton Ishii aparecia ao lado empreiteiros, operadores financeiros, políticos e funcionários públicos que eram presos.

A fama se expandiu pelo Brasil se tornando, inclusive, tema de marchinha da carnaval.Em fevereiro deste ano, o agente foi à Câmara dos Deputados e foi tietado por parlamentares. Ishii fez fotos com deputados, assessores e servidores nos corredores e no plenário. Ele havia ido a Brasília para participar da posse da nova diretoria da Federação Nacional dos Policiais Federais.

Foto: Divulgação

Governador dá posse a Getúlio Ribeiro como secretário de Relações Institucionais


O Governador Robinson Faria deu posse, na tarde desta quarta-feira (08), ao novo secretário de Relações Institucionais, Getúlio Ribeiro. A solenidade foi realizada no auditório da Governadoria, na presença de secretários, prefeitos e lideranças políticas. Ribeiro agradeceu ao governador pela confiança e adiantou o compromisso de trabalhar para o enfrentamento da crise, a partir do estreitamento da relação com os demais poderes.

 Link para download: https://goo.gl/40d4oz

IMAGENS DE APOIO 1'51''

SONORA ROBINSON FARIA - GOVERNADOR DO ESTADO 1'20''

SONORA GETULIO RIBEIRO - SEC. DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS 00'53''

VT INTERNET - COM BRASÃO 1'37''

VT INTERNET - SEM BRASÃO 1'31''

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Assecom-RN
(84) 3232-5204 / 5152
Site oficial: 
www.rn.gov.br
Twitter oficial: @governodorn

UERN abre 116 vagas para técnicos e docentes; salário chega a R$ 3,5 mil


Do G1 RN
A Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) publicou nesta quarta-feira (8) dois editais de concurso público. Ao todo são 116 vagas, sendo 76 para docentes e 40 para técnicos de nível médio e superior. As inscrições começam às 14h desta quinta-feira (9) e seguem até 7 de julho pela internet, através do site do Idecan.

Os salários para professores variam de R$ 2.339,17 a R$ 3.508,75. Há vagas para enfermagem, educação física, comunicação social, serviço social, ciências econômicas, gestão ambiental, turismo, ciências contábeis, pedagogia, letras, letras estrangeiras e vernáculas, música, ciências sociais e políticas, geografia, filosofia, história, direito, matemática e estatística, ciências biológicas, química, física, ciências biomédicas, ciências da religião, ciências e tecnologia, odontologia, economia e administração. Confira o edital completo AQUI.

Já para técnicos, os salários variam de R$ 1.556,89 a R$ 2.498,27. São 11 vagas para agente técnico administrativo e 29 para técnico nível superior. Há vagas para analista de sistemas, arquiteto e urbanista, atividades administrativas, bibliotecário, contador, engenheiro de segurança no trabalho, engenheiro eletricista, jornalista, psicólogo educacional, psicopedagogo, técnico de laboratório da faculdade de cências da saúde, técnico de laboratório da faculdade de ciências exatas e naturais do departamento de ciências biológicas,  técnico de laboratório da faculdade de ciências exatas e naturais do departamento de química e técnico de laboratório da faculdade de enfermagem. Confira o edital completo AQUI.

A taxa de inscrição para os cargos de professor é de R$ 200. Para técnico de nível superior, R$ 70. Já para o nível médio, a inscrição custa R$ 50. Será permitida ao candidato a realização de mais de uma inscrição no concurso para cargos/cursos e turnos distintos. As provas serão aplicadas no dia 14 de agosto.

Pela 7ª vez seguida, BC mantém juro em 14,25%, maior taxa em 10 anos


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reuniu nesta quarta-feira (8) e decidiu manter, mais uma vez, os juros básicos da economia em 14,25% ao ano - o maior em quase dez anos.

Essa foi a sétima reunião seguida em que o Copom manteve estável a Selic, após uma série de altas que foi interrompida em setembro do ano passado. A decisão confirmou a expectativa dos economistas do mercado financeiro, que apostavam que a taxa permaneceria em 14,25%.

A reunião foi a última comandada pelo atual presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Ele deixará o cargo nesta semana, substituído por Ilan Goldfajn, indicado pelo novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Ao subir os juros ou mantê-los elevados, o BC encarece o crédito. O objetivo é reduzir o consumo no país para conter a inflação que mostrou resistência no ano passado e no início de 2016. Entretanto, os juros altos prejudicam a atividade economica e, consequentemente, inibem a geração de empregos.

Ao fim do encontro desta quarta, o BC divulgou o seguinte comunicado: "O Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 14,25% a.a., sem viés. O Comitê reconhece os avanços na política de combate à inflação, em especial a contenção dos efeitos de segunda ordem dos ajustes de preços relativos. No entanto, considera que o nível elevado da inflação em doze meses e as expectativas de inflação distantes dos objetivos do regime de metas não oferecem espaço para flexibilização da política monetária".

Cenário da economia
Atualmente, a economia brasileira passa pela maior recessão de sua história. No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) teve retração de 3,8% e, para este ano, o mercado financeiro já prevê um tombo de semelhante intensidade.

Se confirmado, será a primeira vez na história com dois anos seguidos de encolhimento do PIB.

Com a economia patinando, o desemprego cresce. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o desemprego ficou em 11,2% no trimestre encerrado em abril - o maior índice da série, iniciada em 2012. Esses fatores contribuem, teoricamente, para o controle da inflação.

Porém, ainda influenciada pelo alto patamar do ano passado, a inflação brasileira segue elevada. Nos cinco primeiros meses deste ano, já soma 4,05%, já próximo da meta central de inflação para 2016, que é de 4,5%.

Em 12 meses até maio, a inflação totaliza 9,32%. Com isso, continua acima também do teto de 6,5% do sistema de metas brasileiro para 2016.

Corte dos juros
Em meio à forte recessão que castiga a economia brasileira, o mercado acredita que a tendência é de queda dos juros nos próximos meses. As futuras decisões sobre a taxa de juros serão tomadas por Ilan Goldfajne pela próxima diretoria do Banco Central.

Nesta terça-feira, em sabatina no Senado Federal, ele declarou que vai cumprir "plenamente a meta de inflação estabelecida pelo CMN [Conselho Monetário Nacional], mirando o seu ponto central [de 4,5%]".

"Os limites de tolerância servem para acomodar choques inesperados que não permitam a volta ao centro da meta em tempo hábil", afirmou na ocasião.

Para o próximo ano, entretanto, a estimativa do mercado financeiro, atualmente, é de que o IPCA some 5,5% - ou seja, ainda distante da meta central de 4,5%, embora esteja abaixo do teto de 6% do sistema de metas vigente para o próximo ano. Com isso, argumentam economistas, a expectativa é de que o processo de redução dos juros tenham início mais para o fim deste ano.

Juros reais e poupança
Com a decisão desta quarta-feira, o Brasil permanece na liderança do ranking mundial de juros reais (calculados com abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses), compilado pelo MoneYou e pela Infinity Asset Management, com uma taxa de 7,54% ao ano.

Em segundo lugar, aparece a Argentina, com juros reais de 3,7% ao ano, seguida pela Rússia (2,78% ao ano) e pela Indonésia (2,35% ao ano). Na média das 40 economias pesquisadas, a taxa está negativa em 1,4% ao ano.

A decisão do BC sobre a taxa de juros também influencia a rentabilidade da caderneta de poupança. Cálculos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) apontam que, com os juros básicos atualmente em 14,25% ao ano, as aplicações em renda fixa, como os fundos de investimento, ganham mais atratividade e ganham da poupança na maioria das situações.

A poupança continua atrativa somente para fundos com taxas de administração acima de 2,5% ao ano.

Isso ocorre porque o rendimento dos fundos de renda fixa sobe junto com a Selic. Já o rendimento das cadernetas, quando a taxa de juros está acima de 8,5% ao ano, como atualmente, está limitado em 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR).

Neste ano, por conta do baixo rendimento e do cenário de recessão na economia brasileira, a poupança já perdeu mais de R$ 38 bilhões - um recorde para os cinco primeiros meses de um ano.