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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Renan vai rejeitar decisão de anular impeachment dada por interino da Câmara


BRASÍLIA — O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse a senadores que rejeitará o pedido do presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão, que anulou a aprovação do impeachment pela Câmara e pediu que o Senado devolvesse o processo. Ele irá ao Senado anunciar sua decisão em plenário. Sua chegada estava prevista para 16h. O Senado já abriu a sessão desta segunda-feira, ainda sem nenhuma decisão tomada sobre o andamento do processo de impeachment.

Renan ficou sabendo da decisão de Maranhão ao desembarcar em Brasília e ficou "estupefato", segundo senadores que se reuniram com ele. Renan esteve com o segundo vice-presidente do Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e com o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

Presidente do PMDB, Romero Jucá classificou a decisão de Maranhão como "patetada" e "esdrúxula". O senador não quis informar qual será a decisão de Renan, mas defendeu que o Senado mantenha o processo, alegando que ele é "correto juridicamente e equilibrado politicamente".

— O presidente Renan virá dizer sua posição. Mas eu defendo que o processo continue. Foi uma decisão esdrúxula. Não é por causa de uma patetada e uma decisão esdrúxula que vamos mudar o nosso rito. Foram três patetas, vamos saber quem são até o final do dia — disse Jucá.

A interpretação dos líderes que se reuniram com Renan Calheiros é de que será mantido o cronograma da votação do processo do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Caso isso se concretize, a leitura do relatório da decisão da comissão especial, que aprovou o afastamento de Dilma na última sexta-feira, ocorrerá na tarde desta segunda-feira. Assim, começa o prazo de 48 horas para votação no plenário do Senado, prevista inicialmente para a próxima quarta-feira.

Reunido com vários senadores em sua residência oficial, entre eles o líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), para quem a decisão de Maranhão não tem valor. Os defensores do impeachment defendem que Renan ignore o presidente interino da Câmara, não devolva o processo à Câmara e, em vez disso, dê prosseguimento a ele.

— Segue absolutamente normal. Não há nenhuma razão jurídica para não seguir. Eu quero tranquilizar o Brasil, Essa decisão tumultuou a economia brasileira, o processo político. Não foi bom para o Brasil. Temos que ter responsabilidade, a calma e, sobretudo, a serenidade para não criar nenhum fato novo para complicar a vida brasileira. Não tem nenhuma eficácia. Hoje (o processo de impeachment) pertence ao Senado Federal — avaliou o presidente da comissão do impeachment no Senado, Raimundo Lira (PMDB-PB).


— A tendência é Renan chegar às 16h e manter a leitura do relatório, mesmo que haja contestação do outro lado. Isso foi um desatino. Desafiaram o Senado Federal. Eu perguntei ao Renan: em todas as suas presidências, você presenciou um ato de hostilidade tamanha ao Senado? Ele respondeu: não. Isso é ousadia de quem está por trás do Waldir Maranhão — disse o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (DEM-RN).

Conteúdo: G1.Com

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