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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Novo secretário de Cultura participou de ato contra extinção do MinC no Rio


Do G1 Rio


Anunciado na tarde desta quarta-feira (18) como o novo secretário nacional de Culturado governo do presidente em exercício Michel Temer, Marcelo Calero, de 33 anos, participou, na última segunda-feira (16), de um ato realizado por artistas e coletivos em Botafogo, na Zona Sul do Rio.

Durante o ato, artistas assinaram uma carta aberta que pedia a volta do Ministério da Cultura. A Secretaria de Cultura é, agora, subordinada ao Ministério da Educação.

Segundo a Secretaria Municipal de Cultura do Rio, Calero aceitou convite da Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro(APTR) para comparecer ao ato e ouvir as demandas da classe artística.

Histórico
Nascido no Rio, Marcelo Calero estudou no Colégio Santo Inácio e se formou em Direito na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Tem passagens pela CVM e pela Petrobras. Em 2007, passou a atuar como diplomata e chegou a trabalhar na embaixada do Brasil no México.

Na Prefeitura do Rio trabalhou na Assessoria Internacional e chegou a acumular a Secretaria Municipal de Cultura e a presidência do Comitê Rio450, órgão criado para organizar a celebração do aniversário da cidade.

Ao "O Globo", em fevereiro de 2015, pouco após assumir o cargo de secretário ele afirmou que "toda política pública ligada à cultura tem que dar espaço à experimentação, ao desenvolvimento de linguagens, às novidades".

Cultura
Até a semana passada, a Cultura tinha um ministério próprio, que era comandado por Juca Ferreira. No último dia 12, contudo, após assumir como presidente em exercício, Michel Temer editou uma medida provisória (726/2016) na qual determinou mudanças na composição do governo.

Entre essas mudanças, a pasta foi incorporada pelo Ministério da Educação, que voltou a ser o Ministério da Educação e Cultura - nome que teve até 2003, quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva separou as duas pastas. O ex-líder do DEM na Câmara Mendonça Filho (PE) assumiu a pasta a convite de Temer.

Após a publicação no “Diário Oficial”, uma medida provisória passa a valer como lei, e o Congresso tem até 120 dias para mantê-la ou derrubá-la.

A decisão do presidente em exercício Michel Temer de extinguir o Ministério da Cultura e transferir as atribuições da pasta para a Educação gerou diversos protestos de artistas e servidores da pasta nos últimos dias.

Com a repercussão negativa, Temer anunciou que toda a estrutura da Cultura atual será mantida e transferida para uma secretaria – sem o status de ministério.

Antes de indicar Calero, a intenção do peemedebista era nomear uma mulher para a comandar a área e, assim, responder às críticas pelo fato de o primeiro escalão do governo não ter nenhuma mulher no comando de pastas.

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