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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Semana no Congresso terá relatório sobre Cunha e defesa de Dilma


A semana do Congresso será movimentada pela apresentação do relatório final do processo de quebra de decoro parlamentar do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e pela entrega da defesa da presidente afastada Dilma Rousseff à comissão especial do impeachment do Senado.

O relator do caso Cunha no Conselho de Ética, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), pretende entregar nesta terça-feira (31) seu parecer final sobre o processo do presidente afastado da Câmara. Se confirmada a quebra de decoro parlamentar, a punição pode variar de advertência até a cassação do mandato.

Uma sessão para a leitura do relatório deverá ser marcada ainda nesta semana – provavelmente na quarta-feira (1º). A previsão é que seja concedido pedido de vista coletivo (mais prazo para que os deputados possam estudar o conteúdo) pelo período de dois dias úteis. Pelos cálculos do relator, a discussão e a votação deverão ficar apenas para a outra semana.

O processo do Conselho que investiga Cunha foi aberto em 2015 para apurar a suspeita de que o peemedebista mentiu à CPI da Petrobras ao negar ter contas bancárias na Suíça. Ele nega ser o dono das contas, mas admite ser o beneficiário de fundos geridos por trustes (entidades legais que administram bens e recurso).

Impeachment
Vinte dias depois da abertura do processo de impeachment pelo Senado, a presidente afastada Dilma Rousseff deverá entregar na próxima quarta-feira (1º) a sua defesa das acusações de que cometeu crime de responsabilidade ao praticar as chamadas “pedaladas fiscais” e ao editar seis decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso.

No documento, a defesa de Dilma deve alegar que os atos não configuram crime de responsabilidade e que o processo de impeachment tem “vícios de origem” porque teria sido aberto por “vingança” pelo presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Na quinta-feira (2), a comissão especial do impeachment se reúne para discutir o cronograma de atividades do colegiado nesta etapa do processo – chamada de pronúncia –, na qual os parlamentares decidem se a denúncia contra Dilma é ou não procedente e se deve ou não ser levada a julgamento final.

Na semana passada, o relator do caso, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), apresentou uma proposta de cronograma em que o Senado decidiria se vai ou não levar o processo a julgamento entre os dias 1º e 2 de agosto. No entanto, parlamentares que apoiam Dilma Rousseff consideram o prazo de trabalhos desta segunda etapa da comissão está curto. Já senadores a favor do impeachment querem agilizar as atividades e concluir a fase em julho.

Nesta parte intermediária do processo, a comissão realiza diligências, coleta provas e ouve testemunhas de defesa e de acusação para, depois, elaborar um relatório sobre a denúncia.

Sabatina
Na quarta, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deverá realizar uma sabatina com o indicado por Temer para ocupar a presidência do Banco Central, Ilan Goldfajn. A data para que os senadores indaguem o indicado foi anunciada pela presidente da comissão, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Goldfajn foi escolhido pela equipe econômica do presidente em exercício Michel Temer para presidir o Banco Central. Contudo, para assumir a função, o indicado precisa ser sabatinado pela CAE e seu nome precisa ser aprovado pelo plenário do Senado. Segundo Gleisi, é possível que o plenário decida se aprova ou não do nome de Goldfajn já na quarta, mas para isso será necessária a aprovação de um requerimento de urgência.

G1.Com

RN está entre os cinco estados que não atingiram a meta de vacinação contra a gripe


Bras?lia - Av? e netos tomam a vacina no Dia D de mobiliza??o contra a gripe, no Hospital Regional da Asa Norte (Elza Fiuza/Ag?ncia Brasil)
Uma semana depois do fim da campanha nacional de vacinação contra a gripe, cinco estados não conseguiram alcançar a meta de vacinar pelo menos 80% do público-alvo, conforme recomendado pelo Ministério da Saúde. Nacionalmente, o movimento atingiu 92% de cobertura, imunizando 45,7 milhões de pessoas. A campanha nacional terminou no dia 20 de maio, porém, o ministério recomendou que os estados que não atingiram a meta continuassem imunizando.

Dados divulgados hoje (27) mostram que o Acre vacinou 73.9%; Roraima, 75,4%; o Piauí, 74,1%; o Rio Grande do Norte, 78,3%; e Mato Groso, 76,8% dos grupo prioritários indicados pelo governo brasileiro com base na indicação da Organização Mundial da Saúde.

De acordo com o balanço, o Distrito Federal se destacou vacinando quase 100% do público-alvo (98,8%), seguido pelos estados de São Paulo e do Espírito Santo (94%), Paraná e de Santa Catarina (91,6%), e Rondônia (91,3%). Outros estados que tiveram cobertura acima da meta de 80% foram: Amazonas (84,2%); Pará (83,3%); Amapá (88,8%); Tocantins (85,3%); Maranhão (82,3%); Ceará (83,6%); Paraíba (87,2%); Pernambuco (85,8%); Alagoas (88,7%); Sergipe (85,9%); Bahia (83,5%); Minas Gerais (89,4%); Rio de Janeiro (85,6%); Rio Grande do Sul (89,3%); Mato Grosso do Sul (85%) e Goiás (88,5%).

Entre os grupos prioritários para a vacinação, os trabalhadores da saúde mantiveram desde o começo a maior cobertura, com 4,3 milhões de doses aplicadas. Em seguida, estão as puérperas, com 361,9 mil vacinadas (98,6%); os idosos, com 19,1 milhões de imunizados (91,7%); as crianças de 6 meses até 5 anos incompletos, com 10,4 milhões (81,4%) e 1,5 milhão de gestantes (71,2%).

Com 480,1 mil doses aplicadas, 77% dos indígenas foram vacinados. Também foram aplicadas 366,6 mil doses na população privada de liberdade e trabalhadores do sistema prisional.

Gripe
Neste ano, até o dia 14 deste mês, foram registrados 3.501 casos de influenza (gripe) de todos os tipos no Brasil. Deste total, 2.988 foram por influenza A (H1N1), com 588 óbitos.

A Região Sudeste concentra o maior número de casos (1.604) de influenza A H1N1, dos quais 1.394 no estado de São Paulo.

Outros estados que registraram casos neste ano foram o Rio Grande do Sul (297); Paraná (289); Goiás (192); Pará (129); Santa Catarina (111); Rio de Janeiro (89); Distrito Federal (89); Mato Grosso do Sul (78); Bahia (77); Espírito Santo (66); Minas Gerais (55); Pernambuco (39); Ceará (19); Rio Grande do Norte (13); Paraíba (13); Alagoas (12); Mato Grosso (7); Amapá (6); Rondônia (4); Acre (2); Sergipe (2); Amazonas (1); Roraima (1); Maranhão (1) e Piauí (1).

Quanto ao número de óbitos, São Paulo registrou 271, seguido por Rio Grande do Sul, com 56; Goiás, 34; Paraná, 31; Rio de Janeiro, 30; Santa Catarina, 29; Bahia, 17; Espírito Santo, 17; Minas Gerais, 16; Pará, 16; Mato Grosso do Sul, 15; Pernambuco, 12; Distrito Federal, 10; Paraíba, 8; Ceará, 7; Rio Grande do Norte, 6; Mato Grosso, 4; Amapá, 4; Alagoas, 3; e Maranhão, 1

DeFato

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Ronaldo Soares corre risco de ser preso por desviar mais de R$ 100 mil do Bolsa Família


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O pré-candidato a prefeito Gustavo Soares e o deputado George Soares, não se pronunciaram sobre a conduta do seu pai
O Programa Bolsa Família que atende às famílias que vivem em situação de pobreza e de extrema pobreza em Assú, foi alvo de ataque fraudulento nos anos de 2007 e 2008, durante a gestão do ex-prefeito Ronaldo Soares, pai do atual pré-candidato a prefeito do PR, Gustavo Soares e do deputado estadual George Soares, segundo denúncia do procurador da República Victor Queiroga, encaminhada a Justiça Federal.
No total, o ex-prefeito que quer ver seu filho Gustavo Soares, administrando a cidade, desviou com o apoio de comparsas uma fortuna no valor de R$ 107.253,50 de verbas públicas do programa Bolsa Família em proveito de terceiros, entre 18 de maio de 2007 e 30 de novembro de 2008, segundo do procurador da República Victor Queiroga.
De acordo com a denúncia, Ronaldo Soares que exercia o cargo de gestor determinou a emissão de pagamento lastreadas em recursos do Bolsa Família para despesas cartoriais de particulares, somando R$ 52.937,50.
Com a contratação uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) em 2008, sem prévia licitação e sem observar as formalidades pertinentes à dispensa ou à inexigibilidade, a manobra fraudulenta do então prefeito Ronaldo Soares, resultou no desvio de R$ 54.316, 00 do programa Bolsa Família. A entidade contratada foi a "Valer – Capacitação, Pesquisa e Assessoria para o Desenvolvimento Local Sustentável".
Por dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses previstas em lei, ou deixar de observar as formalidades pertinentes à dispensa ou à inexigibilidade, o ex-prefeito Ronaldo Soares pode ser condenado a prisão de 3 (três) a 5 (cinco) anos, e multa. Já por desvio do dinheiro do Bolsa Família, o ex-prefeito pode ser punido com a pena de reclusão, de dois a doze anos.
Post: BlogdoVT

Prefeito do Assú Ivan Júnior destaca ações de fortalecimento para o homem do campo


A Prefeitura do Assú realizou nesta quarta-feira, 25 de maio, o 2º Dia de Campo, através da Secretária de Desenvolvimento Rural (SMDR). O evento foi realizado em lote do Assentamento Professor Mauricio do Oliveira com o apoio do: SEBRAE, Banco do Nordeste, Emater, Senar e Emparn, voltado para produtores rurais, estudantes, técnicos e demais interessados.

O prefeito Ivan Junior em seu discurso destacou todas as ações planejadas executadas ao longo desses 7 anos de sua gestão a frente do município, buscando formas mais sustentáveis para fortalecer o agronegócio local, aumentando sua rentabilidade e produtividade.

" nossa gestão fez um duro e minucioso trabalho para fortalecer o homem do campo, desenvolvendo projetos com capacitaçao para que o homem do campo siga com suas próprias pernas, e excluindo aquela politica assistencialista que impedia o desenvolvimento e o crescimento dos pequenos produtores".   Ivan júnior também reiterou seu compromisso com as melhorias de acesso as comunidades rurais e ressaltou a importância dos parceiros em todo esse processo que tem fortalecida a cadeia produtiva da região.

A prefeitura do Assú ainda explanou sobre o selo de inspeção municipal e mostrou o interesse da gestão em expandir esse selo para toda a região, contando com a participação e apoio dos prefeitos para um trabalho em conjunto. 

O Dia de Campo que teve como tema: Técnicas e Tecnologias Empreendedoras para Incentivar o Agronegócio (Módulo II - Custo de Produção), também contou com a presença do presidente da Câmara Municipal Breno Lopes, gerente do Sebrae, Fernando de Sá Leitão, vereadores, representantes das instituições parceiras e secretários municipais.

SEACOM - PMA 

Governador do RN tira 12 dias de licença do cargo; vice assume


Do G1 RN

O governador do Rio Grande do Norte Robinson Faria (PSD) está tirando 12 dias de licença a partir desta quinta-feira (25) para uma viagem em família. O vice-governador Fábio Dantas (PCdoB) assume o cargo até 6 de junho.

Gravações indicam ação de políticos do PMDB para prejudicar Lava Jato


Do G1, com informações do Jornal da Globo
Gravações feitas pelo ex-senador e ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, que teve acordo de delação premiada homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), indicam articulações entre ele e políticos do PMDB para prejudicar as investigações da operação Lava Jato.

Diálogos gravados por Machado com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e com o ex-presidente da República e ex-senador José Sarney (PMDB-AP) mostram supostas tentativas de assegurar que Machado não fosse preso e de alterar leis para favorecer políticos investigados.

Renan e Sarney negam que os diálogos tivessem por finalidade interferir na Lava Jato, que investiga desvio de recursos de contratos da Petrobras.

Sérgio Machado era considerado pelos investigadores o caixa da cúpula do PMDB, mas ele afirmou em várias conversas que não havia provas que ligassem nenhum dos líderes do partido ao suposto esquema.

Ele pediu ajuda para evitar que novas delações surgissem ou que o juiz Sérgio Moro o pressionasse a falar. Em uma conversa de 10 de março, o ex-presidente José Sarney (PMDB) disse que ajudaria Machado a não ser preso.

SARNEY – Isso tem me preocupado muito porque eu sou o único que não estive num negócio desses, sou o único que não estive envolvido em nada. Vou me envolver num negócio desse.

MACHADO – Claro que não, o que acontece é que a gente tem que me ajudar a encontrar a solução.

SARNEY – Sem dúvida.
MACHADO – No que depender de mim, nem se preocupe. Agora, eu preciso, se esse p**** me botar preso um ano, dois anos, onde é que vai parar?

SARNEY – Isso não vai acontecer. Nós não vamos deixar isso.

Um dia depois, numa conversa com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Sérgio Machado reclama do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e diz que ele trabalha para que Machado seja julgado pelo juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal em Curitiba. Renan diz que isso não pode acontecer.

MACHADO – O que eu quero conversar contigo... Ele não tem nada de você, nem de mim... O Janot é um filho da **** da maior, da maior.

RENAN – Eu sei. Janot e aquele cara da... Força tarefa...

MACHADO – Mas o Janot tem certeza que eu sou o caixa de vocês. Então o que ele quer fazer... Não encontrou nada e nem vai encontrar nada. Então, quer me desvincular de você. [...] Ele acha que no Moro, o Moro vai me prender, e aí quebra a resistência, e aí f****. Então, a gente precisa ver. Andei conversando com o presidente Sarney, como a gente encontra uma... Porque, se me jogar lá embaixo, eu tou fo****.

RENAN – Isso não pode acontecer.

Tentativa de influenciar Teori
Em outro trecho das gravações, também em 10 de março, Sérgio Machado sugere que o grupo se aproxime do relator da Lava Jato no Supremo, ministro Teori Zavascki.

Sarney cita o nome do ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Cesar Asfor Rocha, como alguém que, segundo Sarney, teria proximidade com Teori, e diz que vai falar com ele sobre isso.

MACHADO – Porque realmente, se me jogarem para baixo aí... Teori ninguém consegue conversar.

SARNEY – Você se dá com o Cesar. Cesar Rocha.
MACHADO – Hum?

SARNEY – Cesar Rocha.

MACHADO – Dou, mas o Cesar não tem acesso ao Teori não. Tem?

SARNEY – Tem total acesso ao Teori. Muito muito muito muito acesso, muito acesso. Eu preciso falar com Cesar. A única coisa com o Cesar, com o Teori é com o Cesar.

Machado também gravou uma conversa em que estavam presentes, juntos, Sarney e Renan, em 11 de março. O tema ainda é como ter acesso ao Teori. Desta vez, por meio do advogado Eduardo Ferrão, que também seria amigo do ministro.

SARNEY – O Renan me fez uma lembrança que pode substituir o Cesar. O Ferrão é muito amigo do Teori.

RENAN – Tem que ser uma coisa confidencial.

MACHADO: Só entre nós e o Ferrão.
O fato de que Sérgio Machado se viu obrigado a fazer uma delação premiada para escapar da cadeia é indicativo de que não surtiram efeito as tentativas de influenciar Teori Zavascki por meio de Cesar Asfor Rocha e Eduardo Ferrão.

Tentativa de alterar medida provisória
As conversas também mostram que houve negociações para alterar leis e tentar prejudicar a Lava Jato como um todo. Com Sérgio Machado, Sarney fala de uma medida provisória sobre acordo de leniência que o governo Dilma Rousseff editou para facilitar que empresas admitam culpa e possam voltar a fazer negócios com o setor público.

Depois de protestos do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público, a medida provisória foi substituída por um projeto de lei bem mais rigoroso.

MACHADO – Outro caminho que tem que ter é a aprovação desse projeto de leniência na Câmara o mais rápido possível, porque aí livra o criminal. Livra tudo.

SARNEY – Tem que lembrar o Renan disso. Para ele aprovar o negócio da leniência.

Renan e Sarney conversaram também sobre proibir que pessoas presas façam delações premiadas, ideia que prejudicaria a operação Lava Jato, já que algumas delações foram fechadas por suspeitos presos.

SARNEY – O importante agora, se nós pudermos votar, que só pode fazer delação, é só solto.

RENAN –  Que só pode solto, que não pode preso. Isso é uma maneira sutil, que toda sociedade compreende que isso é uma tortura.

Segundo investigadores, as tentativas de mudança na lei das delações premiadas e a medida provisória da leniência faziam parte de um plano para enfraquecer a Lava Jato.

Em outra conversa com Sérgio Machado, em que foi discutida a delação de executivos da Odebrecht, o ex-presidente José Sarney cita uma tentativa de acordo geral para barrar a operação.

SARNEY –  A Odebrecht [...] vão abrir, vão contar tudo. Vão livrar a cara do Lula. E vão pegar a Dilma. Porque foi com ele quem tratou diretamente sobre o pagamento do João Santana foi ela. Então eles vão fazer. Porque isso tudo foi muito ruim pra eles. Com isso não tem jeito. Agora precisa se armar. Como vamos fazer com essa situação. A oposição não vai aceitar. Vamos ter que fazer um acordo geral com tudo isso.

MACHADO –  Inclusive com o supremo. E disse com o Supremo, com os jornais, com todo mundo.

SARNEY  –  Supremo ... Não pode abandonar.

Marcha para Jesus bloqueia vias de SP nesta quinta-feira; veja interdições


Do G1 São Paulo

Evento gospel liderado pela Igreja Renascer em Cristo, a 24ª edição da Marcha para Jesus deve reunir milhares de pessoas no Centro e Zona Norte de São Paulo nesta quinta-feira (26). De acordo com a organização, 500 denominações cristãs participarão do evento este ano. Em 2015, o evento reuniu 340 mil pessoas, segundo dados da Polícia Militar.

A marcha sairá da Estação Luz do Metrô às 10h, e seguirá em direção à Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira, próximo ao Campo de Marte, na Zona Norte, com cerca de 10 trios elétricos.

A partir das 11h, o palco montado na Praça Heróis da FEB receberá cantores e cantoras do segmento gospel, dentre eles: Renascer Praise, Thalles Roberto, Ao Cubo, Leonardo Gonçalves, Bruna Karla, Damares, Kastbarnea, Gabriela Rocha, Banda Dopa, Marcelo Aguiar, Soraya Moraes, Ministério Perdas Vivas, Eyshila, Gui Rebustini, Filipe Lancaster, Juliana Santiago, Flordelis, Nana Shara, Brás Adoração, Milena e Xuxu e Tonzão.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) vai monitorar o trânsito nas vias do Bom Retiro e de Santana, das 23h de quarta-feira (25) às 1h de sexta-feira (27), para realização do evento.

Veja as interdições no trânsito: 

• Praça da Luz, em ambos os sentidos, das 23h de quarta-feira (25) às 10h30 de quinta-feira (26).

• Avenida Santos Dumont, ambos os sentidos, entre as avenidas Pedro Leon Schneider e Braz Leme, das 00h01 do dia (26) à 01h00 do dia (27)

• Avenida Tiradentes, pista local, sentido Aeroporto, entre a Praça da Luz e a Rua dos Bandeirantes, a partir das 6h de quinta-feira (26), de forma a permitir a concentração de público e o posicionamento dos carros de som que participarão do evento.

• Avenida Tiradentes, pistas expressa e local, sentido Aeroporto, entre a Avenida do Estado e o Túnel Tom Jobim, a partir das 8h de quinta-feira (26), para o desenvolvimento da Marcha. Não está autorizada a ocupação de pista do sentido Santana, ficando o tráfego de passagem liberado.

• Avenida Santos Dumont, sentido Aeroporto, entre a Rua dos Bandeirantes e a Avenida do Estado, das 8h30 às 14h de quinta-feira (26).

• Avenida Santos Dumont, ambos os sentidos,  entre as avenidas do Estado e Pedro Leon Schneider, das 9h às 15h de quinta-feira (26).

Serviço:
Marcha Para Jesus 2016
Quando: 26 de maio
Onde: Saída da Estação Luz do Metrô
Shows: Praça Heróis da FEB
Caminhada tem ínicio às 10h e shows a partir das 11h.
Previsão de término: 21h30

Veja as cidades que mais demitiram e as que mais contrataram em abril


Do G1, em São Paulo
Pelo 13º mês seguido, houve mais demissões que contratações de trabalhadores com carteira assinada em abril. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram perdidos, no mês, 62,84 mil postos de trabalho formais.

As grandes capitais dominaram o ranking: só em São Paulo, foram fechadas mais de 10 mil vagas de trabalho. No Rio de Janeiro, foram 6,3 mil postos a menos. Já em Salvador e Belo Horizonte, -3,6 mil e -2,5 mil, respectivamente.

Já Juazeiro, na Bahia, pode comemorar: a cidade ganhou 1,982 mil novos postos no mês passado. Em Pontal (SP), foram 1,894 mil; e em Goianésia (GO), 1,219 mil.

Entre as cidades que mais contrataram, apenas Brasília aparece entre as capitais, com 1.202 novas vagas, a maioria nos serviços e na construção civil.

VEJA ABAIXO AS CIDADES QUE MAIS DEMITIRAM E AS QUE MAIS CONTRATARAM
As 20 cidades que mais demitiram:
São Paulo (SP): -10.761
Rio de Janeiro (RJ): -6.319
Salvador (BA): -3.695
Belo Horizonte (MG: -2.538
Coruripe (AL): -2.290
Recife (PE): -1.995
Campinas (SP): -1.986
Manaus (AM): -1.935
Barueri (SP): -1.768
São Luís (MA): -1.704
Jundiaí (S)P): -1.575
São Bernardo do Campo (SP): -1.528
Niterói (RJ): -1.367
Curitiba (PR): -1.320
Macaé (RP): -1.305
Natal (RN): -1.217
Vacaria (RS): -1.189
Maceió (AL): -1.141
Caxias do Sul (RS): -1.126
Teotônio Vilela (AL): -1.096
As 20 cidades que mais contrataram:
Juazeiro (BA): 1.982
Pontal (SP): 1.894
Goianésia (GO): 1.219
Brasília (DF): 1.202
Alfenas (MG): 986
Morrinhos (GO): 953
Formosa (GO): 917
Itapetininga (SP): 771
Pitangueiras (MG): 767
Eunápolis (BA): 721
Franca (SP): 671
Itapemirim (ES): 585
Brotas (SP): 584
Araraquara (SP): 538
Três Lagoas (MS): 518
Matão (SP): 516
Patos de Minas (MG): 491
Cristalina (GO): 467
Canoas (RS): 452
Araras (SP): 425

terça-feira, 24 de maio de 2016

Temer consultou situação de Alves, relata ministro, após queda de Jucá


O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta terça-feira (24), em entrevista ao programa Bom Dia Rio Grande, da RBS TV, que o presidente em exercício Michel Temer consultou o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, sobre se ele desejaria deixar o cargo antes de um eventual "bombardeio" pelo fato de o peemedebista ser investigado na Operação Lava Jato.


Segundo Padilha, a conversa veio após a decisão do então ministro do Planejamento, Romero Jucá, de pedir exoneração do cargo. A saída de Jucá do governo ocorreu um dia depois de o jornal "Folha de S.Paulo" divulgar conversa em que ele sugere um "pacto" para barrar a Lava Jato ao falar com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Polícia Federal cumpre a 30ª fase da Operação Lava Jato


Adriana Justi e Camila Bomfim Do G1 PR e da TV Globo, em Brasília
A Polícia Federal (PF) cumpre, desde a mdrugada desta terça-feira (24), a 30ª fase da Operação Lava Jato. Serão cumpridos dois mandados de prisão preventiva, 28 de busca e apreensão e 9 de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento. A ação foi batizada de Operação Vício.

Segundo a PF, as investigações estão inseridas diretamente no já revelado esquema de corrupção e lavagem de ativos decorrentes de contratos firmados com a Petrobras. Trata-se da apreciação de vários contratos e correspondentes repasses de valores não devidos ocorridos entre empresas contratantes da Petrobras e funcionários da estatal e agentes públicos e políticos.

Ainda conforme a PF, três grupos de empresas são investigados por terem se utilizado de operadores e de contratos fictícios de prestação de serviços para repassar, notadamente, à Diretoria de Serviços e Engenharia e Diretoria de Abastecimento da Petrobras.

29ª fase
A 29ª fase foi deflagrada nesta segunda-feira (23) e prendeu o ex-tesoureiro do Partido Progressista (PP), João Claudio Genu, e o sócio dele, Lucas Amorim Alves.

Os dois são suspeitos de receber propina de valores desviados da Petrobras. Contra Genu, o juiz federal Sérgio Moro expediu um mandado de prisão preventiva, ou seja, com prazo indeterminado. Já o mandado contra Alves foi em caráter temporário, por cinco dias, podendo ser prorrogada pelo mesmo tempo ou transformada em preventiva. Quem decidirá isso será o juiz, baseado nos pedidos da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF).

A 29ª fase da Lava Jato apura o recebimento de propina e lavagem de dinheiro por parte de Genu e Alves. Também foi expedido um mandado de prisão contra o empresário Humberto do Amaral Carrilho, que está no exterior e é considerado foragido. Ele afirmou, no entanto, que vai se entregar.

Concurso: Prefeitura de Nísia Floresta, RN, lança edital de concurso para 563 vagas


A Prefeitura de Nísia Floresta, cidade da Grande Natal, lançou um edital de concurso público para todos os níveis de escolaridade. Ao todo, são 563 vagas e os salários chegam a R$ 2.082. As inscrições começam no dia 20 de junho e seguem até 20 de julho e serão feitas pela internet, através do site da Comperve (clique AQUI).

A taxa de inscrição para o nível fundamental é de R$ 45, para o médio é de R$ 75 e para o ensino superior, R$ 105. Para o nível fundamental, há vagas para agente comunitário de saúde (10), agente de combate às endemias (5), auxiliar de serviços gerais – merendeira (50), auxiliar de serviços gerais – servente (90), coveiro (8), encanador (2), eletricista (3), gari (10), motorista D (30), operador de máquinas (3), pedreiro (3), pintor (3), tratorista (3), vigilante (30).

Já para o nível médio, as vagas são para agente administrativo (80), desenhista cadista (1), fiscal ambiental (2), fiscal de obras (2), fiscal de transporte (2), fiscal de vigilância sanitária (2), técnico em administração ou contabilidade (1), técnico em edificações (1), técnico em enfermagem (20), técnico em laboratório (1), técnico em segurança (1), técnico em turismo (1), técnico em vigilância em saúde (2), topógrafo (1).

Para o nível superior, há vagas para auditor fiscal (3), professor de educação básica (Ed. Infantil – 49), professor de educação básica (Ed. Fundamental – 45), prof. ensino fundamental anos finais – Artes (6), prof. ensino fundamental anos finais – biologia (5), prof. ensino fundamental anos finais – educação física (8), prof. ensino fundamental anos finais – ensino religioso (4), prof. ensino fundamental anos finais – geografia (11), prof. ensino fundamental anos finais – história (14), prof. ensino fundamental anos finais – inglês (11), prof. ensino fundamental anos finais – matemática (20), prof. ensino fundamental anos finais – português (20).

A prova terá 35 questões e será aplicada no dia 21 de agosto em Nísia Floresta. O local de realização das provas também será divulgado no site da Comperve. O concurso será válido por 2 anos, podendo ser prorrogável ou não uma única vez por igual período a critério da administração municipal.

Instituições financeiras projetam inflação de 7,04% este ano


Da Agência Brasil
A projeção de instituições financeiras para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), neste ano foi ajustada 7% para 7,04%. Para 2017, a projeção foi mantida em 5,5%. As projeções fazem parte de pesquisa feita todas as semanas pelo Banco Central (BC) com instituições financeiras.

As estimativas estão acima do centro da meta de inflação, de 4,5%. O limite superior da meta de inflação é 6,5% este ano e 6% em 2017. É fução do Banco Central fazer com que a inflação fique dentro da meta. Um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic.

Quando o Comitê de Política Monetária do Banco Central aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação.

O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

A projeção das instituições financeiras para a Selic, ao final de 2016, passou de 13% para 12,75% ao ano. Para o fim de 2017, a expectativa passou de 11,50% para 11,38% ao ano. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano.

A estimativa de instituições financeiras para o encolhimento da economia, este ano, foi levemente ajustada. A projeção para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi alterada de 3,88% para 3,83%. Para 2017, a estimativa de crescimento foi mantida em 0,50%.

Congresso prevê votação nesta terça da nova meta fiscal


Do G1, em Brasília
O Congresso Nacional deve votar nesta terça-feira (24) a proposta de revisão da meta fiscal para 2016. A sessão está marcada para começar às 11h. Mais cedo, às 10h, a Comissão Mista de Orçamento discutirá a matéria, mas o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), convocou o plenário para votar o texto ainda que o colegiado não tenha votado o texto.

A proposta de revisão da meta fiscal de 2016 prevê um déficit (despesas maiores do que receitas) das contas públicas de até R$ 170,5 bilhões. Inicialmente o governo da presidente afastada, Dilma Rousseff, havia pedido uma revisão da meta fiscal para autorizar déficit de R$ 96.65 bilhões. Na última sexta (20), porém, a equipe econômica do presidente Michel Temer apresentou projeto defendendo o déficit maior.

Se deputados e senadores não aprovarem a nova projeção, o governo terá de cumprir a meta enviada por Dilma, com previsão de superávit de R$ 24 bilhões. Na prática, em meio a um momento de crise econômica e diante de um cenário em que o governo deve gastar mais do que arrecadar, isso pode paralisar o governo.

Nesta segunda-feira (23), o presidente em exercício Michel Temer foi ao Congresso para entregar ao presidente do Congresso Nacional a nova proposta de revisão da meta fiscal. Ele foi à reunião acompanhado do ministro afastado Romero Jucá (Planejamento), além de Henrique Meirelles (Fazenda), Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e Eliseu Padilha (Casa Civil).


Após o encontro, Renan Calheiros falou rapidamente com jornalistas na entrada do gabinete da presidência do Senado. O peemedebista disse que fará "o possível" para que o Congresso aprove a redução da meta porque, o que está "em jogo" não é o governo Temer, mas, sim, disse, o "interesse nacional".

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Temer, sobe vais, leva ao Congresso projeto de revisão da meta fiscal


Filipe Matoso e Laís Alegretti Do G1, em Brasília
O presidente em exercício Michel Temer foi ao Congresso nesta segunda-feira (23) para entregar ao presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), a proposta de revisão da meta fiscal prevista para este ano. Temer foi recebido com vaias e gritos de "golpista".

Ele foi à reunião acompanhado dos ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Romero Jucá (Planejamento), Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e Eliseu Padilha (Casa Civil).

Nesta segunda, o jornal "Folha de S.Paulo" divulgou trechos de um diálogo entre Jucá (PMDB) e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, no qual sugere um "pacto" para tentar barrar a Operação Lava Jato.

A chegada do presidente em exercício foi marcada por tumulto e gritos de "golpistas" e "fora, Temer". Ele entrou no gabinete de Renan Calheiros por volta de 16h30 e saiu às 16h50, sem falar com a imprensa.

No início da noite, Temer divulgou nota na qual afirma que solicitou afastamento de Jucá do cargo, "até que sejam esclarecidas as informações divulgadas pela imprensa". Ele disse que o peemedebista continuará, "neste período, auxiliando o Governo Federal no Congresso de forma decisiva, com sua imensa capacidade política".

Após gravação, PSOL aciona PGR para pedir prisão de Romero Jucá


Fernanda CalgaroDo G1, em Brasília
O PSOL ingressou nesta segunda-feira (23) com uma representação na Procuradoria Geral da República para pedir a prisão preventiva do ministro do Planejamento, Romero Jucá, por suposta tentativa de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.

Reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” da edição desta segunda revelou o teor de uma gravação na qual Jucá sugere ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado um "pacto" para tentar barrar a Lava Jato.

'Não devo nada', diz Jucá ao afirmar que não pretende deixar ministério


Alexandro Martello Do G1, em Brasília
O ministro do Planejamento, Romero Jucá, afirmou nesta segunda-feira (23), em entrevista coletiva, que não tem "nada a temer" e que não deve "nada a ninguém".

Ele convocou a entrevista devido à divulgação, pelo jornal "Folha de S.Paulo", de trechos de um diálogo entre ele e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, no qual sugere um "pacto" para tentar barrar a Operação Lava Jato.

"Não tenho nada a temer, não devo nada a ninguém. Se tivesse medo, se tivesse telhado de vidro, não teria assumido a presidência do PMDB num momento de confronto com o PT para ajudar a afastar a presidente da República. Se tivesse medo de briga, não estaria nesse processo da forma como entrei", declarou Jucá.

As conversas reveladas pelo jornal ocorreram em março deste ano, mas as datas não foram divulgadas (leia ao final desta reportagem trechos da conversa). Segundo o jornal, as gravações estão em poder da Procuradoria-Geral da República.

Inquéritos abertos e delação
Senador licenciado e primeiro vice-presidente do PMDB, Jucá é alvo de dois inquéritos no STF. Ele é suspeito de receber propina do esquema na Petrobras.

Sérgio Machado foi citado nas delações premiadas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do senador cassado Delcício do Amaral (sem partido-MS). O Ministério Público Federal apurou que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), teria recebido propina de contratos da Transpetro durante a gestão de Machado, indicado pelo PMDB para ocupar o cargo.

Após as primeiras denúncias, em 2014, Machado se licenciou da Transpetro, que é a subsidiária da Petrobras responsável pelo processamento de gás natural e transporte de combustíveis. Em fevereiro de 2015, ele pediu demissão.

No início da tarde, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que não tinha “nada a declarar”, ao ser questionado se Sérgio Machado negocia um acordo de delação premiada. “Qual delação?”, respondeu, ao ser questionado por jornalistas, após participar de reunião do Conselho Superior do Ministério Público Federal.

No início deste mês, Janot pediu para incluir o nome de Machado no maior inquérito sobre a Lava Jato que está no STF.

Cargo na Esplanada
Jucá disse que não pretende deixar o cargo de ministro e que se reuniu, antes da entrevista, com o presidente em exercício Michel Temer. No encontro, segundo ele, Temer pediu que "prestasse os esclarecimentos necessários". "Não tem nada que eu possa me envergonhar, nada que eu possa ter feito que é criminoso ou mal visto", afirmou.
Jucá disse que reafirmava o "compromisso" com o Ministério do Planejamento e que não pretendia entregar o cargo.

"O cargo de ministro é uma decisão do presidente Michel Temer. Vou exercê-lo na plenitude enquanto entender que tenho a confiança do presidente. Há muita coisa para fazer e eu vou fazê-lo até o dia que ele entender que eu tenho condição de atender esse papel. Minha função não é de ministro do Planejamento. Eu estou ministro. Minha função é de senador da República", disse.

Segundo Jucá, o cargo pertence ao presidente em exercício Michel Temer. "Não nasci ministro do Planejamento e não vou morrer ministro do Planejamento. Não vejo nenhum motivo para pedir afastamento. Não me sinto atrapalhando o governo, me sinto ajudando. [...] Da minha parte, não vejo motivo para tomar qualquer decisão. Não posso falar pela decisão do presidente", complementou.

Jucá disse também que o diálogo reproduzido pelo jornal faz parte de uma conversa extensa e que foram divulgadas "frases soltas". "Não estou dizendo que houve descontextualização de tudo. As frases que estão ali são frases que, dentro do contexto da economia e da política, eu tenho repetido isso abertamente", afirmou Jucá.

Gravações
De acordo com a reportagem da "Folha", Romero Jucá sugeriu na conversa com o ex-presidente da Transpetro que uma "mudança" no governo federal resultaria em um pacto para "estancar a sangria" representada pela Lava Jato.

O peemedebista foi um dos principais articuladores do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

No diálogo divulgado pela "Folha de S.Paulo", Sérgio Machado diz ao ministro que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, queria pegar Jucá e outros parlamentares do PMDB investigados na Lava Jato.

"O Janot está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho. Ele acha que sou o caixa de vocês", disse Sérgio Machado.

Ainda conforme a reportagem, o ex-presidente da Transpetro fez uma ameaça velada e pediu que fosse montada uma estrutura para protegê-lo.

Em outro trecho, de acordo com a "Folha de S.Paulo", Sérgio Machado voltou a dizer: "Então, eu estou preocupado com o quê? Comigo e com vocês. A gente tem que encontrar uma saída".

O ex-dirigente da Transpetro disse que novas delações na Lava Jato não deixariam "pedra sobre pedra". E Jucá concordou que o caso de Sérgio Machado não poderia ficar nas mãos do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância.

Na gravação, ainda segundo o jornal, Jucá acrescentou que um eventual governo Michel Temer deveria construir um pacto nacional com o Supremo Tribunal Federal.
Machado disse que "aí parava tudo". E Jucá respondeu que, a respeito das investigações, "delimitava onde está".

Jucá disse que havia mantido conversas com ministros do Supremo, sem citar nomes.
O ministro do Planejamento ressaltou ao ex-dirigente da Transpetro que são "poucos" os magistrados do STF aos quais ele não tem acesso. Um deles é Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, que Jucá considerou "um cara fechado" e "burocrata".

Na entrevista, Jucá disse que não fez nenhuma audiência com ministros do STF para tratar da Lava Jato. “Quando encontro com eles em eventos sociais, digo que é importante julgar rapidamente parlamentares. Cheguei a discutir a lei que dá prioridade a processos contra políticos. Porque, quando se põe a dúvida sobre alguém, é dúvida, mas quando se põe a dúvida sobre político, é mácula”, afirmou.

Sobre a citação ao ministro Teori Zavascki, Jucá disse que relatou a Sérgio Machado que o magistrado "é muito fechado, que não daria espaço para pedir pressa [nas investigações da Lava Jato]".

'Algo banal'
Mais cedo, em entrevista à GloboNews, ele havia dito que considerava "algo banal" a gravação do diálogo, no qual ele sugere um "pacto" para tentar barrar a Operação Lava Jato.

O ministro disse ainda que não se sente "tolhido para trabalhar" e que, portanto, não pedirá para deixar o cargo.

O ministro disse que entendia e entende, na conversa que teve com Sérgio Machado, que o governo do presidente Temer tem de ser de “salvação nacional”, e que “estanque a sangria da economia, da crise política que ocorre”.

“Para retomar o rumo do Brasil, é preciso base parlamentar sólida, medidas econômicas e sociais que mudem a expectativa da economia”, acrescentou.

Ele disse ainda que sempre defendeu a operação Lava Jato, que nunca tentou gerar obstáculos para as investigações, e que apoiou a recondução de Rodrigo Janot na Procuradoria Geral da República.

“Sempre reafirmei que considero a Operação Lava Jato uma mudança positiva na política brasileira, uma mudança de paradigma na relação partidos políticos, candidatos, empresas e campanha”, disse. Acrescentou, ainda, que nunca tentou qualquer tipo de ação para paralisar as investigações.

Jucá nega tentar barrar a Lava Jato
Na entrevista coletiva, assim como havia dito à GloboNews, Romero Jucá disse que em nenhum momento teve a "intenção de 'melar' a Lava Jato" e que o "pacto nacional" a que se referiu era para resolver a questão econômica do país.

O ministro negou ainda que o "pacto" ao qual se referiu com o Supremo teria como resultado atrapalhar a Operação Lava Jato, mas, sim, apressar as investigações a fim de acabar com a "nuvem negra" que, segundo ele, está "pairando" sobre a classe política.

"O governo do PT estava submetido à Lava Jato e era comandado. De certa forma, reagia apenas aos estímulos da Lava Jato. [...] A Lava Jato não pode ser a pauta única do governo. Em nenhum momento naquela conversa eu falei de impedir a Lava Jato. A minha intenção, e a minha cobrança, é que a Lava Jato seja apressada na investigação para separar o joio do trigo, definir quem tem culpa e quem não tem culpa", disse Jucá ao telefone.

"O Supremo precisa votar rapidamente os políticos que estão lá sendo investigados para dizer quem tem culpa e quem não tem. Por exemplo, eu me sinto incomodado, fui citado irresponsavelmente, eu não cometi nenhuma irregularidade, e o Ministério Público e o Supremo têm que apreciar rapidamente essa questão. [...] Eu defendo que o julgamento seja rápido", completou.

Eduardo Cunha
Sobre o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente afastado da Câmara dos Deputados, que no diálogo é classificado como “morto” por Jucá, o ministro afirmou que o peemedebista tem seus próprios problemas, e que não teria como interferir no processo de impeachment e ascensão de Michel Temer.

“Penso diferente, que [Cunha] está com os problemas dele, que não vai interferir nesse processo [de ascensão de Temer]. Está morto, não está interferindo nesse processo. Acho que está em uma situação difícil, complicada, e que tem de se explicar ao STF”, declarou.
Questionado o que ele quis dizer quando citou que teria de haver um “boi de piranha”, Jucá afirmou que tem que é “pegar alguém que tem culpa no cartório e resolver”.

“Boi de piranha que falei é alguém que via pagar o preço, quem tem culpa. Não pode pegar toda a classe política e comprometer por conta de quem tem culpa, macular a classe política não resolve problema da crise do Brasil, agrava a crise brasileira”, afirmou.

O diálogo gravado
Leia trechos dos diálogos divulgados pelo jornal "Folha de S.Paulo"

SÉRGIO MACHADO - Mas viu, Romero, então, eu acho a situação gravíssima.

ROMERO JUCÁ - Eu ontem fui muito claro. [...] Eu só acho o seguinte: com Dilma não dá, com a situação que está. Não adianta esse projeto de mandar o Lula para cá ser ministro, para tocar um gabinete, isso termina por jogar no chão a expectativa da economia. Porque se o Lula entrar, ele vai falar para a CUT, para o MST, é só quem ouve ele mais, quem dá algum crédito, o resto ninguém dá mais credito a ele para porra nenhuma. Concorda comigo? O Lula vai reunir ali com os setores empresariais?

MACHADO - Agora, ele acordou a militância do PT.
JUCÁ - Sim.
MACHADO - Aquele pessoal que resistiu acordou e vai dar merda.
JUCÁ - Eu acho que...
MACHADO - Tem que ter um impeachment.
JUCÁ - Tem que ter impeachment. Não tem saída.
MACHADO - E quem segurar, segura.
JUCÁ - Foi boa a conversa mas vamos ter outras pela frente.
MACHADO - Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar.
JUCÁ - Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo e a Odebrecht vão fazer.
MACHADO - Odebrecht vai fazer.
JUCÁ - Seletiva, mas vai fazer.
MACHADO - Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que... O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho.
[...]
JUCÁ - Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. [...] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra... Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria.
[...]
MACHADO - Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].
JUCÁ - Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. 'Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha'. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.
MACHADO - É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.
JUCÁ - Com o Supremo, com tudo.
MACHADO - Com tudo, aí parava tudo.
JUCÁ - É. Delimitava onde está, pronto.
[...]
MACHADO - O Renan [Calheiros] é totalmente 'voador'. Ele ainda não compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele. Então quanto mais vida, sobrevida, tiver o Eduardo, melhor pra ele. Ele não compreendeu isso não.
JUCÁ - Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem.
*
MACHADO - A situação é grave. Porque, Romero, eles querem pegar todos os políticos. É que aquele documento que foi dado...
JUCÁ - Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura, que não tem a ver com...
MACHADO - Isso, e pegar todo mundo. E o PSDB, não sei se caiu a ficha já.
JUCÁ - Caiu. Todos eles. Aloysio [Nunes, senador], [o hoje ministro José] Serra, Aécio [Neves, senador].
MACHADO - Caiu a ficha. Tasso [Jereissati] também caiu?
JUCÁ - Também. Todo mundo na bandeja para ser comido.
[...]
MACHADO - O primeiro a ser comido vai ser o Aécio.
JUCÁ - Todos, porra. E vão pegando e vão...
MACHADO - [Sussurrando] O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele ser presidente da Câmara? [Mudando de assunto] Amigo, eu preciso da sua inteligência.
JUCÁ - Não, veja, eu estou a disposição, você sabe disso. Veja a hora que você quer falar.
MACHADO - Porque se a gente não tiver saída... Porque não tem muito tempo.
JUCÁ - Não, o tempo é emergencial.
MACHADO - É emergencial, então preciso ter uma conversa emergencial com vocês.
JUCÁ - Vá atrás. Eu acho que a gente não pode juntar todo mundo para conversar, viu? [...] Eu acho que você deve procurar o [ex-senador do PMDB José] Sarney, deve falar com o Renan, depois que você falar com os dois, colhe as coisas todas, e aí vamos falar nós dois do que você achou e o que eles ponderaram pra gente conversar.
MACHADO - Acha que não pode ter reunião a três?
JUCÁ - Não pode. Isso de ficar juntando para combinar coisa que não tem nada a ver. Os caras já enxergam outra coisa que não é... Depois a gente conversa os três sem você.
MACHADO - Eu acho o seguinte: se não houver uma solução a curto prazo, o nosso risco é grande.
*
MACHADO - É aquilo que você diz, o Aécio não ganha porra nenhuma...
JUCÁ - Não, esquece. Nenhum político desse tradicional ganha eleição, não.
MACHADO - O Aécio, rapaz... O Aécio não tem condição, a gente sabe disso. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB...
JUCÁ - É, a gente viveu tudo.
*
JUCÁ - [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem 'ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca'. Entendeu? Então... Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.
MACHADO - Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito. [referência possível ao pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP e à condução coercitiva ele para depor no caso da Lava jato]
JUCÁ - Os caras fizeram para poder inviabilizar ele de ir para um ministério. Agora vira obstrução da Justiça, não está deixando o cara, entendeu? Foi um ato violento...
MACHADO -...E burro [...] Tem que ter uma paz, um...
JUCÁ - Eu acho que tem que ter um pacto.
[...]
MACHADO - Um caminho é buscar alguém que tem ligação com o Teori [Zavascki, relator da Lava Jato], mas parece que não tem ninguém.
JUCÁ - Não tem. É um cara fechado, foi ela [Dilma] que botou, um cara... Burocrata da... Ex-ministro do STJ [Superior Tribunal de Justiça].