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quarta-feira, 16 de março de 2016

Taxa de desemprego foi de 9% no quarto trimestre de 2015 e média do ano fecha em 8,5%


, No 4º trimestre de 2015, a taxa de desocupação para o Brasil (9,0%) mostrou estabilidade em relação ao 3º tri de 2015 (8,9%) e cresceu 2,5 pontos percentuais (p.p.) frente ao 4º trimestre de 2014 (6,5%). Foi a maior taxa da série, iniciada em 2012. Em relação ao mesmo trimestre de 2014, a taxa subiu em todas as Regiões: Norte (de 6,8% para 8,7%), Nordeste (de 8,3% para 10,5%), Sudeste (de 6,6% para 9,6%), Sul (de 3,8% para 5,7%) e Centro-Oeste (de 5,3% para 7,4%). O Amapá mostrou a maior taxa de desocupação (12,5%) e Santa Catarina (4,2%), a menor. Entre os 27 municípios das capitais, Macapá tinha a maior taxa (14,6%) e, empatados, Rio de Janeiro e Campo Grande, a menor (5,2%). Entre as 21 regiões metropolitanas investigadas, Macapá (13,7%) tinha a maior taxa e Curitiba (5,2%) a menor.

A população desocupada no Brasil (9,1 milhões de pessoas) ficou estatisticamente estável em relação ao trimestre anterior e aumentou 40,8% (ou mais 2,6 milhões de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2015. Foi o maior crescimento dessa população, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, na série da PNAD Contínua.

A população ocupada (92,3 milhões) do país ficou estatisticamente estável em relação ao trimestre anterior e recuou (-0,6%, ou menos 600 mil pessoas) em relação ao quarto trimestre de 2014. Cerca de 35,4 milhões de pessoas ocupadas no setor privado tinham carteira de trabalho assinada. Esse contingente ficou estável no trimestre (-0,0%) e recuou no ano (-3,0% ou menos 1,1 milhão de pessoas).

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores (R$ 1.913) caiu (-1,1%) em relação ao trimestre anterior (R$ 1.935) e também recuou (-2,0%) em relação ao mesmo trimestre de 2014 (R$ 1.953). Entre as grandes regiões, o Sudeste (R$ 2.236) mostrou o maior rendimento médio e o Nordeste (R$ 1.276), o menor. Entre as UFs, o Distrito Federal (R$ 3.629) tinha o maior rendimento médio e o Maranhão (R$ 1.016), o menor. Nas capitais, Vitória (R$ 3.951) tem o maior rendimento e Belém (R$ 1.581), o menor. Entre as regiões metropolitanas, São Paulo (R$ 3.008) lidera e a Belém (R$ 1.481) mostrou o menor rendimento médio.

A massa de rendimento real habitual (R$ 171,5 milhões) ficou estatisticamente (-0,6%) estável em relação ao trimestre anterior (R$ 172,7 milhões) e caiu (-2,4%) em relação ao mesmo trimestre de 2014 (R$ 175,7 milhões).

Quanto às médias anuais, a taxa de desocupação média para 2015 foi de 8,5%, acima dos 6,8% de 2014. A população desocupada passou de 6,7 milhões na média de 2014 para 8,6 milhões em 2015 (alta de 27,4%). Já a população ocupada ficou estável em 92,1 milhões. O número de empregados com carteira assinada no setor privado recuou (-2,5%), passando de 36,6 milhões em 2014 para 35,7 milhões em 2015. O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos se manteve estável entre 2014 (R$ 1.947) e 2015 (R$ 1.944). A massa de rendimento real habitual também mostrou estabilidade (de R$ 173.577 milhões para R$ 173.570 milhões).

A publicação completa da PNAD Contínua pode ser acessada aqui.
Taxa de desocupação

A taxa de desocupação, no Brasil, no 4º trimestre de 2015, foi estimada em 9,0%, com estabilidade em relação ao trimestre anterior (8,9%) e alta de 2,5 pontos percentuais contra o 4º trimestre de 2014 (6,5%).

O Nordeste apresentou a maior taxa (10,5%) e o Sul, a menor (5,7%). Destaca-se que no Nordeste, do 4º trimestre de 2014 para o 4º trimestre de 2015, foi observada elevação de 2,2 pontos percentuais na taxa de desocupação e na Região Sul, de 1,9 ponto percentual.
A taxa de desocupação dos jovens de 18 a 24 anos de idade (19,4%) apresentou patamar elevado em relação à taxa média total (9,0%). Este comportamento foi verificado, tanto para o Brasil, quanto para as cinco Grandes Regiões.

População desocupada
Diferente do que foi observado para as pessoas ocupadas, o percentual de mulheres na população desocupada foi superior ao de homens. No 4º trimestre de 2015 elas representavam 51,3% dessa população. Em todas as regiões, o percentual de mulheres na população desocupada era superior ao de homens. Na Região Norte, a participação das mulheres era ainda maior, elas representavam 56,6% das pessoas desocupadas.

O grupo de 14 a 17 anos de idade representava 9,2% das pessoas desocupadas. Os jovens de 18 a 24 anos eram cerca de 32,4% das pessoas desocupadas. A maior parcela era representada pelos adultos de 25 a 39 anos de idade (36,0%). Esta configuração não se alterou ao longo da série histórica da pesquisa.

No 4º trimestre de 2015, 51,5% das pessoas desocupadas tinham concluído pelo menos o ensino médio. Cerca de 26,2% não tinham concluído o ensino fundamental. Aquelas com nível superior completo representavam 9,0%. Importante destacar que estes resultados não se alteraram significativamente ao longo da série histórica disponível.

População ocupada
As mulheres eram maioria na população em idade de trabalhar, todavia, entre as pessoas ocupadas, verificou-se a predominância de homens (57,2%). Este fato foi confirmado em todas as regiões, sobretudo na Norte, onde os homens representavam 61,3% dos trabalhadores no 4º trimestre de 2015. Ao longo da série histórica da pesquisa este quadro não se alterou significativamente.

Entre os ocupados, 13,2% eram jovens de 18 a 24 anos. Já os adultos, nas faixas de 25 a 39 anos e 40 a 59 anos de idade, representavam 77,6% e os idosos somavam 6,9%.

No Brasil, entre as pessoas ocupadas, 30,1% não tinham concluído o ensino fundamental, 54,2% tinham concluído pelo menos o ensino médio e 17,3% concluíram o nível superior.

Posição na ocupação e categoria do emprego
No 4º trimestre de 2015, a população ocupada era composta por 68,3% de empregados, 4,3% de empregadores, 24,8% de pessoas que trabalharam por conta própria e 2,5% de trabalhadores familiares auxiliares. Ao longo da série histórica da pesquisa essa composição não se alterou significativamente.

Parte expressiva dos empregados estava alocada no setor privado (72,1%), 18,0% no setor público e os demais no serviço doméstico (9,9%). Nas Regiões Norte (32,4%) e Nordeste (31,1%) o percentual de pessoas que trabalharam por conta própria era superior ao observado nas demais regiões.

Cerca de 77,9% dos empregados no setor privado tinham carteira de trabalho assinada, 0,2 pp acima do 4º trimestre de 2014. Nas comparações anuais, se observa um movimento de aumento contínuo da participação do trabalho com carteira de trabalho assinada. Entre os trabalhadores domésticos, a pesquisa mostrou que 33,3% tinham carteira de trabalho assinada no 4º trimestre de 2015, no mesmo trimestre do ano passado, eram 32,1%. Os militares e servidores estatutários correspondiam a 69,1% dos empregados do setor público.

O percentual de empregados com carteira assinada no setor privado mostrou cenários distintos: Norte (62,8%) e Nordeste (63,0%) apresentaram-se em patamares inferiores aos das demais regiões. Na comparação do 4º trimestre de 2015 com o mesmo trimestre de 2014, houve um aumento maior deste indicador no Sudeste: de 82,9% para 83,6%.

Grupamentos de Atividade
O grupamento de atividade do Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas possuía a maior proporção de trabalhadores (19,2%), seguido dos grupamentos da Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (17,0%) e da Indústria Geral (13,4%). Os grupamentos com as menores participações foram: Transporte, armazenagem e correio (4,9%); Alojamento e alimentação (5,0%); e Outros serviços (4,5%).

No Norte (18,0%) e no Nordeste (15,5%) era elevada a participação do grupamento da Agricultura, pecuária, produção de florestas, pesca e aquicultura, enquanto no Sudeste, a participação foi de apenas 5,4%. A Indústria geral, no Sul, continha 18,5% das pessoas ocupadas e no Nordeste, 9,4%. Norte e Sudeste se destacaram, mais uma vez, no grupamento da Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: na primeira região, a participação dessa atividade (5,1%), foi a menor dentre as cinco grandes regiões e na segunda (13,2%), superior à média nacional.

Nível da ocupação
O nível da ocupação no Brasil, no 4º trimestre de 2015, foi estimado em 55,9%. Este indicador ficou estável em relação ao trimestre anterior e registrou queda de 1,0 ponto percentual em comparação com igual trimestre de 2014 (56,9%). As regiões Sul (60,8%) e Centro-Oeste (60,0%) tinham os maiores percentuais de pessoas trabalhando entre aquelas em idade de trabalhar. O Nordeste apresentou o menor nível da ocupação (50,7%).

População fora da força de trabalho
No Brasil, 38,6% das pessoas em idade de trabalhar foram classificadas como fora da força de trabalho, ou seja, aquelas que não estavam ocupadas nem desocupadas na semana de referência da pesquisa.

O Nordeste apresentou a maior parcela de pessoas fora da força de trabalho (43,4%), enquanto Sul (35,5%) e Centro-Oeste (35,2%) tiveram os menores percentuais. Esta configuração não se alterou significativamente ao longo da série histórica disponível. Mais da metade desta população (55,2%) não tinha concluído o ensino fundamental e pouco mais de um quarto tinha concluído pelo menos o ensino médio (25,7%). Os idosos constituíram a maior parcela das pessoas fora da força de trabalho e tinham nível de instrução mais baixo.

Rendimento médio real habitual em todos os trabalhos
No 4º trimestre de 2015, o rendimento médio real de todos os trabalhos, habitualmente recebido por mês, pelas pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, com rendimento de trabalho, foi estimado em R$ 1.913,00. Este resultado foi menor em 1,1% do que o trimestre imediatamente anterior (R$ 1.935,00) e 2,0% menor do que o mesmo trimestre do ano anterior (R$ 1.953,00).

Massa de rendimento real habitual
No 4º trimestre de 2015, a massa de rendimento médio real de todos os trabalhos, habitualmente recebido por mês, pelas pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, com rendimento de trabalho, foi estimada em R$ 171.543 milhões, registrando estabilidade em relação ao trimestre anterior (R$ 172.649). Na comparação com o mesmo trimestre de 2014 (R$ 175.714), houve retração de 2,4%.


Fonte: IBGE

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