Featured Video

Páginas

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

RN ocupa 23ª posição em ranking da competitividade


Com trinta e sete pontos de um total de 100 possíveis, o Rio Grande do Norte divide com Sergipe e Pará o 23º lugar no ranking dos Estados mais competitivos do Brasil. O ranking, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com a consultoria Tendência e com a Economist Intelligence Unit (EIU) e divulgado pela revista Veja, edição da primeiro semana de janeiro/2016, leva em contra 64 indicadores em áreas como infraestrutura, solidez fiscal, segurança pública, educação e sustentabilidade social.Adriano Abreu
Para empresários, excesso de burocracia e carga tributária tornam RN hostil a investimentos
Para empresários, excesso de burocracia e carga tributária tornam RN hostil a investimentos
O ranking é liderado por São Paulo, que obteve 90 pontos, seguido por Paraná (80), Santa Catarina (77), Distrito Federal (70), Rio Grande do Sul e Minas Gerais (68). Com apenas 25 pontos, Alagoas ocupa o último lugar. O ranking do Nordeste é liderado por Bahia e Pernambuco com 51 pontos.

São vários os fatores que puxam o Rio Grande do Norte para baixo. O reduzido número de voos diretos para o Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante; a qualidade das rodovias que cortam o Estado; o tamanho potencial do mercado; a qualificação do trabalhador e a inserção de jovens no mercado são algumas delas. Na média, o potencial do mercado potiguar, que leva em conta também a taxa de crescimento, foi de 54 pontos, ante 57 da média nacional. 

De acordo com o estudo, o RN até que vai bem na relação servidores/cargos comissionados na administração pública. Ficou com  95 pontos. Já a eficiência do serviço público está lá embaixo: apenas 28 pontos. 

Ao participar no início de dezembro da 17ª Convenção do Comércio e Serviços do RN, realizada em Natal, o presidente da Riachuelo e vice-presidente do grupo Guararapes, Flávio Rocha, classificou o Rio Grande do Norte como o pior estado para quem quer empreender. E entre os obstáculos, ele citou o excesso de burocracia e a carga tributária e trabalhista.

No confronto com os  vizinhos Paraíba e Ceará, o RN perde para os dois em potencial de mercado, infraestrutura, educação e sustentabilidade ambiental. Os três se equivalem com notas muito baixas em inovação e sustentabilidade fiscal. Já o Rio Grande do Norte vence os dois em sustentabilidade social e segurança. No quesito eficiência da máquina pública, o RN vence a Paraíba na margem de erro, mas perde feio para o Ceará, que conseguiu 89 pontos.

“O objetivo da lista é gerar um saudável incômodo nos agentes públicos, para que não se acomodem e busquem melhorar os seus resultados”, disse à Veja o diretor da área de análise setorial da Tendências, Adriano Pitoli, que coordenou o estudo técnico. O ranking deste ano está mais completo. São 64 indicadores, contra 26 das edições passada.

Tribuna do Norte

0 comentários:

Postar um comentário