Featured Video

Páginas

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Fabricante da Nutriday demite 150


Em meio a processo de recuperação judicial, a Multdia Indústria e Comércio S/A, fabricante dos produtos Nutriday, no Distrito Industrial de Macaíba, demite 150 dos cerca de 220 funcionários, nesta quinta-feira (17). O desligamento em massa foi confirmado pelo diretor presidente da Companhia, Eduardo Castelão, à TRIBUNA DO NORTE como parte inicial do plano de recuperação judicial da indústria. O executivo ressalta que a empresa não encerrará as atividades no Rio Grande do Norte, mas que elas ficarão suspensas por tempo indeterminado.caninde soares
Imagem mostra produção na indústria, em 2007: A Nutriday tem desde farinha láctea a achocolatado
Imagem mostra produção na indústria, em 2007: A Nutriday tem desde farinha láctea a achocolatado
Com faturamento anual de R$ 50 milhões e em operação há 12 anos, a empresa suspendeu as atividades desde outubro passado e aguardava o trâmite do processo para dar desdobramento. Hoje, a Multdia tem como sócio majoritário a Rio Bravo Investimentos.

“O desligamento foi a única alternativa encontrada para a redução dos custos da empresa, com pessoal, dentro do processo de recuperação. Não tínhamos como manter”, explica o diretor presidente, Eduardo Castelã, que não detalhou o motivo do pedido e nem as demais etapas do plano. “A ideia é voltarmos com as atividades o quanto antes, mas não temos como saber em quanto tempo”, completa o CEO da Multdia.
O pedido de recuperação foi ajuizado no dia 20 de novembro junto a Comarca de Macaíba, Região Metropolitana de Natal, onde fica a empresa, e aguarda para esta semana o deferimento. O mecanismo da recuperação judicial representa uma segunda chance para a empresa buscar dar continuidade aos negócios e evitar o desemprego. No início deste mês, a empresa publicou no Diário Oficial do Estado avisos de convocação de assembleia de acionistas para deliberar sobre o ajuizamento do pedido. “A decisão só pode ser tomada com a autorização do conselho administrativo, presidência e direção da companhia”, explica Castelão.

Empregados

Segundo informações de funcionário que preferiu não se identificar, ontem a Companhia convocou todos os empregados  - que já estavam em casa há 60 dias - para comunicar os desligamentos e marcou para hoje o início das assinaturas das demissões, um processo que deverá se estender até a próxima segunda-feira (21). A folha de pagamento de  novembro e a primeira parcela do décimo que estavam atrasadas em cerca de 15 dias, segundo a fonte ouvida pela TN, foi regularizada no dia 14 deste mês. 

“Eles quitaram o atrasado, marcaram para amanhã [hoje] os exames demissionais, a baixa na carteira, mas já avisaram que o pagamento  sairá até março, porque depende da venda de um terreno”, disse o trabalhador. 

O prazo de três dias de homologação das rescisões contratuais (17, 18 e 21 de dezembro) foi confirmado pela direção da Multdia, que  não comentou sobre os prazos para o pagamento das rescisões, alegando 'questão de confidencialidade'. Pela mesma razão, o diretor não respondeu sobre uma possível negociação com o grupo gaúcho Parati, do ramo de alimentos, tampouco sobre a possibilidade de venda e arrendamento de terreno e  planta industrial. “Não vamos especular o mercado”, disse.

A TRIBUNA DO NORTE entrou em contato com um dos sócios proprietários, o empresário Eduardo Patrício, que confirmou o processo de recuperação judicial, mas disse não ter conhecimento de demissão em massa. A TN não conseguiu contato com o Sindicato dos Trabalhadores. Por meio da assessoria de imprensa, a Rio Bravo Investimentos informou que a companhia é investida por um fundo administrado pela Rio Bravo Investimentos – que administra 29 fundos - e que não se manifestará, uma vez que a empresa ajuizou um pedido de recuperação judicial.

Considerada o ‘guarda-chuva’ da Multdia, a Nutriday vendia os produtos - misturas para bolos, achocolatados, cereais em flocos, linha infantil de farinha láctea e mingau, shakes e iogurtes - em mais de 30 mil pontos de vendas em todo o país, até 2013.

Tribuna do Norte

0 comentários:

Postar um comentário