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terça-feira, 20 de outubro de 2015

Ao explicar entrega dos cargos, grupo de Fátima critica o governo e o PSD-RN


Uma nota da tendência do PT Avante, que tem a senadora Fátima Bezerra com uma das lideranças nacionais e principal representante no Rio Grande do Norte, faz uma série  de críticas ao governo Robinson Faria. As críticas foram feitas ao explicar de forma mais detalhada, na tarde desta terça-feira (20), os motivos para a entrega dos cargos da Fundação José Augusto, que era ocupado por integrantes da corrente petista. A nota afirma que a FJA acumula dificuldades administrativas, que o governo não conseguiu dialogar com os professores da UERN em greve e que o PSD-RN, partido presidido pelo governador Robinson Faria, adotou práticas que não são de parceiros políticos na disputa de cargos federais com representação no Estado.

“Em virtude de dificuldades e divergências que se acumulam nesses 10 meses de relações político-administrativas com o governo do PSD estamos disponibilizando os cargos ocupados por nossos militantes Rodrigo Bico e Laissa Costa, diretor presidente e diretora administrativa, respectivamente da Fundação José Augusto”, destaca a nota, ao mostrar logo na abertura do texto que há conflitos políticos entre os petistas liderados pela senadora e o partido do governador.
Junior Santos
Nota detalha os motivos da entrega dos cargos da FJA
Nota detalha os motivos da entrega dos cargos da FJA
Segundo a nota, houve, por parte do governo, insistência na ocupação dos prédios da Pinacoteca do Estado “para outros fins que não a cultura”. Além disso, aponta os militantes da Avante, o presidente da Fundação José Augusto não conseguiu ser recebido pelo governador “para discutir a implementação do projeto de cultura defendido no processo eleitoral e que foi fruto de ampla discussão com os segmentos artísticos”. 

A nota, que foi publicada nas redes sociais, afirma que há divergência também na condução das relações com os professores e servidores da UERN em greve. O documento afirma que o governo “não conseguiu fazer prosperar o diálogo para pôr fim a mais longa paralisação na instituição”. 

A exoneração da secretaria adjunta de Educação, Socorro Batista, há pouco mais de um mês, é lembrada. Os petistas ligados a Fátima destacam que o afastamento foi sem qualquer comunicado, antes ou depois da publicação do ato de exoneração, à senadora ou à própria professora que teve que deixar o cargo. “A comunicação foi feita pelo Diário Oficial do Estado”. lamenta.

“Tudo que sabemos até hoje são notícias da mídia que dão conta da insatisfação do governo com a defesa que a mesma fez da categoria em greve na UERN. Cabe esclarecer que Socorro Batista foi atuante dirigente sindical da categoria e dela ninguém poderia esperar postura diferente”.  Para a Avante, corrente de Fátima Bezerra, trata-se de “mais um equívoco por parte do governo na condução do processo”.

O caso que envolveu a substituição do superintendente da CBTU-Natal mereceu destaque na nota. O documento afirma que João Maria Cavalcanti fazia um trabalho de recuperação de viabilidade econômica e de credibilidade junto aos usuários de um serviço publico. Mas, as tentativas de negociação que mobilizaram o deputado Mineiro e a senadora Fátima, não demoveu o PSD/RN de substituí-lo. 

“Entenderam [o PSD e suas lideranças] que o legítimo seria a ocupar a superintendência da CBTU pelo fato da empresa estar ligada ao Ministério das Cidades, cujo ministro é do partido. Estranho esse argumento, uma vez que não é essa a regra aplicada em nenhuma secretaria ou órgão do governo do Estado administrado pelo PSD, pelo que se tem notícia”, critica os militantes da corrente que é liderada por Fátima Bezerra.

A nota também responde, indiretamente, ao deputado Fernando Mineiro que na manhã desta terça-feira afirmou que a decisão de Fátima Bezerra foi unilateral e equivocada: “Esclarecemos que essa decisão é coletiva, de uma Tendência Petista com representatividade no partido, e não apenas da senadora Fátima Bezerra, apesar dela também compor o coletivo”.

Apesar do tom de oposição, a nota afirma que não há decisão oficial do PT para rompimento, nem houve a discussão interna sobre essa definição. “Nosso comunicado não significa ou pretende que o partido inicie a partir dele qualquer discussão de rompimento ou afastamento do governo do PSD”, disse.

Mesmo assim, as críticas políticas e administrativas ao governo do Estado e ao  PSD-RN devem aumentar o clima de animosidade entre a senadora e o governador Robinson Faria. As discussões internas no PT também devem ficar mais intensas. As tendências lideradas por Fernando Mineiro e pelo vereador Hugo Manso preferem ficar na base aliada do governo estadual e com as indicações que possuem no primeiro escalão, como as Secretarias de Educação e de Juventude.

Tribuna do Norte

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