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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Saques do Governo no Funfir já somam 70,5% das reservas


Os saques do Governo do Estado junto ao Fundo Financeiro do Rio Grande do Norte (Funfir), que reúne as contribuições previdenciárias dos servidores estaduais, já somam 70,5% do recurso inicialmente disponível. Neste mês, a retirada foi de R$ 51,8 milhões que, segundo o governo, serão utilizados para complementar a folha de pagamento dos aposentados e pensionistas. Este é o 11º saque junto ao fundo, somando R$ 686,8 milhões em retiradas.Emanuel Amaral
José Marlúcio afirma que com a queda nas receitas de ICMS e FPM não há como não fazer os saques
José Marlúcio afirma que com a queda nas receitas de ICMS e FPM não há como não fazer os saques
No final da tarde de ontem (28), o presidente do Instituto de Previdência do Rio Grande do Norte (Ipern), José Marlúcio de Paiva, confirmou que um novo saque já havia sido “aprovisionada” para esta terça-feira (29). “A retirada já está feita para amanhã (hoje), foi aprovisionada”, comentou. “Temos que dar graças a Deus a este fundo. São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, ninguém tinha essa reserva. O RN fez uma economia forçada por todo este tempo, e não vai faltar dinheiro para o pagamento dos aposentados. Daqui para lá (o fim dos recursos disponíveis) o governo vai ter feito economias, pois está se mexendo para diminuir os gastos”, asseverou José Marlúcio.

De acordo com comunicado enviado pelo próprio Governo do Estado, a folha do funcionalismo será pago hoje, para os servidores aposentados. Amanhã (30), quando o Estado recebe o pagamento da terceira parcela do Fundo de Participação dos Estados (FPE), haverá o pagamento dos servidores da ativa.

Com o saque do mês de setembro, somam-se onze retiradas do Fundo Financeiro do Estado, sendo quatro somente em dezembro de 2014 e outros sete ao longo deste ano – os únicos meses isentos de retirada foram maio, junho e julho. O Funfir foi criado a partir da unificação dos fundos previdenciário e financeiro. O primeiro era deficitário, e complementado mensalmente com recursos próprios do governo estadual. O segundo, que reunia as contribuições de servidores que entraram no funcionalismo estadual a partir de 2005, era superavitário, com uma reserva de R$ 973 milhões. De acordo com o presidente do Ipern, caso as retiradas do recurso não tivessem acontecido, o fundo já estaria superavitário em R$ 1,2 bilhão, pois o rendimento do fundo variava entre 5% e 6% ao ano.

“Todo mês, o FPE cai e a arrecadação do ICMS também. Se não há nenhuma mudança no aspecto econômico do país e só aumentam as despesas com a folha, não há como mudar (os saques)”, complementou José Marlúcio de Paiva.

Em um cálculo simples, caso o Estado siga sacando em média R$ 53 milhões – com base no valor retirado em agosto -, sem ressarcir os  cofres, os recursos irão exaurir em mais nove novos saques.

Tribuna do Norte

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