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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Custo da seca supera R$ 13 milhões


O agravamento da crise de abastecimento de água por conta do quarto ano de seca já levou a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) a acumular um  impacto financeiro de R$  13,59 milhões este ano. Esse custo representa cerca de 30% do valor previsto para investimentos este ano, R$ 45,95 milhões. Do total do impacto financeiro da seca, 35% – R$ 4,74 milhões – são de perdas comerciais pela suspensão de faturamento em 17 municípios que estão em situação de colapso ou onde a água não está chegando com boa qualidade à população urbana de algumas cidades no interior do Estado.Emanuel Amaral
Marcelo Toscano disse que se não houver aporte federal será preciso “dividir o custo da seca”
Marcelo Toscano disse que se não houver aporte federal será preciso “dividir o custo da seca 
O diretor presidente da Caern,  Marcelo Toscano, informou, entretanto, que a maior parte dos recursos – R$ 8,85 milhões (65%), destina-se a despesas de ações para minimizar os efeitos da seca em 12 cidades que estão em colapso de água ou nas 42 que enfrentam rodízios no abastecimento de água. 

Mais da metade dos recursos direcionados às ações contra a seca – R$ 4,81 milhões (54%), segundo Marcelo Toscano, serve para o custeio de caminhões-pipa para garantir água à população urbana de municípios em situação de colapso de água, número que pode subir a 19 dentro de um mês. Atualmente, o 13º município nessa situação – Alexandria, tem o sistema de abastecimento gerenciado pelo Serviço Autônomo de Águas e Esgotos (SAEE).


“A gente não deixa de atender. Da maneira que a gente pode, atende a população, muitas vezes usa caixa d’água e chafariz dentro da cidade a fim de distribuir água nas áreas urbanas”, disse Toscano. No caso de Currais Novos, que deixou de receber água do açude Gargalheiras (Acari), a empresa está colocando água trazida de carreta-pipa do município de Florânia, e lançada diretamente em um ponto de captação no açude Dourado. A água é captada em ponto da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, no Vale do Açu.

Toscano disse que o custo da Caern com a seca no ano passado “mal chegou a R$ 1 milhão”, porque havia águas em alguns reservatórios. Ele afirmou que esses custos vêm aumentando gradativamente, mas não sabe, ainda, a quanto pode chegar, “porque a seca é progressiva”. Porém, o presidente da Caern declarou que “todo dia aparece uma novidade, a empresa tem um custo programado e os recursos já estão no limite”.

Para Toscano, a esperança da empresa é que o Ministério da Integração Nacional (MI) repasse os R$ 63 milhões pleiteados pelo Governo do Estado para minimizar os efeitos da estiagem na região semiárida “para então cair os custos da Companhia com a seca”. Segundo Toscano, a continuar essa situação “a saída será dividir o custeio da seca também com os municípios, porque nenhum ente pode arcar com essas despesas sozinho”.

Com a falta de água, Toscano disse que não tem como fazer melhorias em alguns sistema de abastecimento de água, mas a Caern está trabalhando para atender, principalmente, hospitais e escolas. Ao custear ações emergenciais contra a seca, Marcelo Toscano disse que a Caern está diminuindo ou deixando de investir recursos e em algumas áreas, como a substituição das tubulações de amianto que existem há 40 anos em Natal. “Isso tudo é investimento que estamos deixando de executar por estar se investindo na seca”.
Tribuna do Norte

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