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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Polícia apreende documentos e fotos que comprometem delegado


A Delegacia Especializada em Crimes Contra a Ordem Tributária (Deicot) apresentou provas do esquema fraudulento que resultou na prisão do delegado Olavo Dantas e mais quatro pessoas,detidos na operação "Prata da Morte" por suspeita de forjarem uma união estável entre uma mulher e um auditor fiscal falecido para dividirem valor referente a pensão. Nesta sexta-feira (10), delegados apresentaram documentos utilizados como provas da fraude e, inclusive, davam poderes a membros da quadrilha sobre os bens do auditor morto.Cedida
No apartamento do delegado preso também foram encontrados documentos de irmã de Maria Cosme, que seria usada como laranja no esquema
No apartamento do delegado preso também foram encontrados documentos de irmã de Maria Cosme, que seria usada como laranja no esquema
Em depoimentos, a advogada Thayana de Moura Macedo, presa por suspeita de participação, confessou a fraude e disse que o delegado Olavo Dantas era o mentor do esquema criminoso. Além dela, José Laércio, filho do ex-auditor fiscal, também admitiu o crime, mas indicou que Thayana e o delegado Olavo Dantas eram os 'cabeças' da quadrilha. Maria Cosme, a beneficiada com a pensão, confessou o crime e garantiu que era ameaçada por Olavo Dantas caso revelasse o esquema fraudulento para a concessão da pensão. Além dos depoimentos, provas materiais foram encontradas.

No apartamento de Olavo Dantas, a polícia encontrou fotos editadas através de programa de edição. A imagem era de Maria Cosme, que teria sido "envelhecida" com o auxílio de programa de computador. Segundo os delegados, a foto seria utilizada para contribuir com a fraude, dando a impressão de que Maria Cosme tivesse idade próxima à do auditor fiscal morto.
Cedida
Polícia apreendeu em apartamento de delegado fotos de Maria Cosme tratadas em programa de edição
Polícia apreendeu em apartamento de delegado fotos de Maria Cosme tratadas em programa de edição

Ainda no apartamento do delegado preso, a Polícia encontrou documentos da irmã de Maria Cosme, que seria utilizada como "laranja" no esquema criminoso. Não foi relatado, no entanto, em que momento a laranja era utilizada pela quadrilha. 

De acordo com a Polícia Civil a escritura pública de união estável de Maria Cosme e do auditor morto, além de ser falsa, teria sido produzida anos depois de uma junta médica atestar que o então auditor aposentado era acometido por alienação mental, o que fazia dele incapaz legalmente para assinar termos dessa natureza. 

Sobre os bens do auditor morto, a Polícia também identificou que houve uma fraude. Sem a anuência da filha do aposentado, a quadrilha fez com que Maria Cosme, apontada como meeira, tivesse direito a 100% dos bens deixados pelo servidor público. O filho, José Laércio, assinou a cessão dos direitos a Maria Cosme, enquanto o delegado Olavo Dantas assina como procurador da outra filha do auditor falecido. Segundo a Polícia, a filha não tinha conhecimento sobre o esquema.

Em depoimentos à Polícia Civil, o delegado Olavo Dantas e Ana Cláudia de Oliveira, que se passava por advogada e é suspeita de tratar das fraudes de documentos, negaram o crime.

PrisõesCom os depoimentos e os documentos colhidos nas buscas aos imóveis dos suspeitos, os delegados responsáveis pela investigação estão trabalhando no pedido de conversão de prisão temporária em prisão preventiva, para garantir a ordem pública e assegurar que os suspeitos não atrapalhem as investigações. A Polícia justifica que há fartas provas da autoria e materialidade dos crimes 

Enquanto estão detidos, os cinco suspeitos seguem separados. A advogada Thayana de Moura Macedo conseguiu direito à prisão domiciliar por não haver cela especial no Sistema Prisional potiguar. O delegado Olavo Dantas está custodiado em sala de uma delegacia de Natal, enquanto os demais envolvidos estão detidos em outras unidades do sistema prisional do Rio Grande do Norte.

O caso 
A Polícia Civil prendeu ontem (8) cinco pessoas suspeitas de fraude de, no mínimo, R$ 600 mil no Instituto de Previdência do Rio Grande do Norte (Ipern). Uma fraudadora recebia R$ 18 mil por mês como se fosse esposa de um ex-servidor estadual falecido em 2010. 

Apesar da comprovação momentânea de apenas uma fraude, há a suspeita de que parte da quadrilha tenha atuação em pelo menos mais 30 casos semelhantes que seguem em investigação pela Polícia Civil.

Tribuna do Norte 

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