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quarta-feira, 8 de julho de 2015


A Agência Nacional de Águas (ANA) pretende investir R$ 10 milhões para monitorar eventos críticos de seca no Nordeste e norte de Minas Gerais. O projeto pretende obter informações diárias do volume de água disponível nos principais açudes e, quando necessário, da vazão de entrada e saída dos açudes do Semiárido.

A reunião que definiu as ações aconteceu durante toda a quarta-feira (8) em Brasília. A iniciativa está prevista para entrar em operação em novembro deste ano e 522 pontos devem ser monitorados, sendo 83 no Rio Grande do Norte, em parceria com os estados nordestinos - exceto Maranhão e Ceará -, Minas Gerais, Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs) e Serviço Geológico do Brasil (CPRM).

Para contratar empresas que façam a instalação das estações e a orientação dos observadores para transmissão dos dados via celular, a ANA realizará licitações divididas por área a partir de setembro. O Rio Grande do Norte está na área 1, junto com o Piauí. A área 2 é o estado da Paraíba, a 3 Pernambuco, Alagoas e Sergipe e a 4 a Bahia e o norte de Minas Gerais.

Para o monitoramento, observadores locais irão acompanhar diariamente o nível dos açudes e enviarão os dados via SMS para a ANA através de aplicativo específico ou por telefone – a partir de então os dados serão divulgados pela Agência na internet. No caso das estações para medição de vazão, os observadores deverão acompanhar duas vezes por dia a variação da água que entra e que sai dos açudes. Os observadores irão receber a partir de R$ 198 pelo trabalho e serão contratadas e remuneradas pelo CPRM.

Os estados deverão apoiar a instalação das estações pelas empresas contratadas pela Agência. Também cabe às instituições estaduais e ao Dnocs acompanhar o posicionamento das réguas, referenciais de nível e o referenciamento deles em relação ao nível do mar e ao ponto de sangria dos açudes. Os estados e o Dnocs também deverão enviar seus técnicos para o curso sobre acompanhamento da instalação das estações, marcado para outubro em dois açudes da Paraíba a serem definidos. 

Para que a ANA possa realizar ou não o pagamento pelos serviços prestados pelas empresas, as instituições devem informar a Agência sobre a qualidade da instalação das estações. Nos pontos de monitoramento que não contam com sinal de celular, os estados e o Dnocs deverão instalar estações telemétricas, tecnologia que permite o envio dos dados automaticamente por satélite.

Outro trabalho previsto é a manutenção corretiva das réguas, estações telemétricas e referenciais de nível do projeto. A cada três meses, no mínimo, as instituições deverão realizar medições nas estações de entrada e saída dos açudes que contarem com os equipamentos. 

Com o projeto, a ANA quer promover a instalação de réguas feitas com material reciclável, o que evitará o uso de aproximadamente 455 metros cúbicos de madeira.

Tribuna do Norte

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