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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Dilma reconhece que 2015 será um ano perdido


Brasília (AE) - Em esforço para tentar garantir a governabilidade de uma gestão abalada pelas crises política e econômica, baixos índices de aprovação e ameaça de impeachment, a presidente Dilma Rousseff convocou ontem os governadores de todo o País para ajudá-la a desarmar uma série de bombas fiscais que aumentam os gastos públicos federais e provocam efeito cascata nos estados. Em reunião no Palácio da Alvorada, que durou mais de três horas, a presidente fez uma mea-culpa em relação à crise, avisou que sabe “suportar pressão e até injustiças”, fez uma defesa enfática da democracia e destacou que tem “humildade” para receber críticas. Durante seu discurso de mais de meia hora, Dilma usou 27 vezes a palavra cooperar ou falou em cooperação.Ichiro Guerra/ABR
Dilma abre reunião apresentando balanço sobre conjuntura em que reconhece momento difícil
Dilma abre reunião apresentando balanço sobre conjuntura em que reconhece momento difícil
“Essa é uma reunião que tem um papel muito importante nos destinos e na condução dos caminhos do Brasil. Eu acredito que nós temos um grande patrimônio em comum, expresso no fato de todos nós termos sido eleitos num processo democrático bastante amplo no nosso país. E todos nós temos, então, esse dever em relação à democracia, ao voto democrático e popular”. Com esta fala, a presidente Dilma mandou um recado a setores da oposição que se mobilizam para afastá-la do cargo, ainda que sem fazer referência explícita ao impeachment ou pedir apoio político diretamente ao seu governo.

Ao fazer um balanço da conjuntura econômica, a presidente reconheceu que “sabe que o nosso povo está sofrendo” e “muita coisa tem de melhorar”. Em apelo direto aos governadores, em busca de uma saída para a crise, a presidente fez questão de mostrar que estados e União estão no mesmo barco e precisam se ajudar mutuamente para vencer as adversidades. “Eu não nego as dificuldades, mas eu afirmo que nós todos aqui, e o governo federal em particular, tem condições de superar essas dificuldades de enfrentar os desafios e, num prazo bem mais curto do que alguns pensam, voltar a ter, assistir à retomada do crescimento da economia brasileira”, declarou ela, acrescentando que “não podemos nos dar ao luxo de ignorar a realidade”. 

Dilma sinalizou que 2015 será uma espécie de ano perdido ao fazer todas as projeções de melhoria econômica apenas para 2016 e dizer que este é um ano de “travessia”. Avisou, no entanto, que não lhe falta “energia e determinação” para superar os problemas. Em seguida, a presidente voltou a defender a necessidade de integração entre governos estaduais e federal. “Nós devemos cooperar cada vez mais, independentemente das nossas afinidades políticas. A cooperação federativa é uma exigência constitucional, é uma exigência da forma como nós organizamos o Estado e a sociedade brasileira. Nós também devemos respeitar a democracia e devemos somar forças e trabalhar para melhor atender a população”, disse Dilma, lembrando que essa cooperação tem de ser feita,”independentemente da nossa afinidade política”. Em seguida, a presidente apelou: “eu conto com vocês. Agora quero dizer, assim, do fundo do coração: vocês podem contar comigo. Vocês podem contar comigo”. 

Para mostrar que está atenta aos reclames da ruas, a presidente fez questão de dizer que “tem ouvido e coração abertos” e reconheceu que as queixas existem porque “esse novo Brasil que cresceu, e se desenvolveu e que não se acomoda”. Pouco antes, a presidente lembrou que a situação do País hoje é diferente e menos favorável do que na época da campanha e de quando todos assumiram os governos. Ressalvou, no entanto, que “a economia hoje é bem mais forte, mais sólida e mais resiliente” de quando se enfrentou outras crises.

Tribuna do Norte

Governo bloqueia R$ 2 bilhões do PAC, da Saúde e da Educação


Alexandro Martello Do G1, em Brasília
O governo federal publicou nesta quinta-feira (30) decreto presidencial, em edição extra do "Diário Oficial da União", detalhando o contingenciamento adicional de recursos no orçamento deste ano - cujo valor totaliza R$ 8,6 bilhões, dos quais R$ 8,47 bilhões cabem ao Executivo.


De acordo com o Tesouro Nacional, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que já tinha sofrido bloqueio de R$ 25,7 bilhões em maio deste ano, foi novamente alvo do bloqueio de recursos - sofrendo um corte adicional de R$ 2,05 bilhões. O programa foi o que teve o maior contingenciamento adicional.

Cortes adicionais
Além disso, áreas prioritárias do governo também não foram poupadas. O Ministério da Saúde, por exemplo, sofreu um bloqueio extra de recursos da ordem de R$ 1,7 bilhão em seus gastos correntes (não relacionados com investimentos), informou o Ministério da Fazenda. Foi o segundo maior corte realizado nesta semana. O Ministério da Educação, por sua vez, teve um contingenciamento adicional de R$ 1,16 bilhão nos gastos correntes, informou o Ministério da Fazenda.

Mais cedo, nesta quinta-feira, o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, declarou que todas as áreas estão sendo afetadas pelo corte extra que está sendo feito no orçamento federal, inclusive Saúde e Educação, mas observou que os limites mínimos constitucionais estão sendo mantidos. "Todos sofrerão cortes, mas preservando áreas prioritárias para o governo e respeitando sempre os limites constitucionais. Corte proporcional as áreas. Não tem nenhuma pasta especificamente afetada pelo decreto", declarou o secretário do Tesouro a jornalistas.

Segundo o Ministério do Planejamento, o contingenciamento nos Ministérios da Saúde e da Educação ficou abaixo da média geral. "No caso da Saúde o contingenciamento foi de 1,31%, enquanto que na Educação representou 2,55%. Cabe ressaltar que o orçamento dessas áreas se mantém acima do mínimo exigido pela Constituição", acrescentou.

As emendas parlamentares sofreram um bloqueio adicional de R$ 327 milhões, informou o Ministério do Planejamento. "O bloqueio dos valores primou pela qualidade do gasto público, de modo que não houve um corte linear e alguns Ministérios não foram contingenciados. Também foram consideradas as particularidades de cada política e de cada Órgão, além do ritmo de execução das obras em andamento", informou o Planejamento.

Meta fiscal
O corte adicional no orçamento faz parte da estratégia do governo para tentar atingir a meta de superávit primário deste ano. Além disso, também aumentou tributos sobre combustíveis, automóveis, empréstimos, importados, receitas financeiras de empresas, exportações de produtos manufaturados, cerveja, refrigerantes e cosméticos e atuou na limitação de benefícios sociais, como o seguro-desemprego, o auxílio-doença, o abono salarial e a pensão por morte, medidas já aprovadas pelo CongressoNacional.

A equipe econômica trabalha para aumentar o nível de confiança na economia brasileira e também, para que a nota brasileira, concedida pelas agências de classificação de risco, permaneça no chamado "grau de investimento" – que é um tipo de recomendação para investimento. Perdendo essa nota, as regras de vários fundos de pensão de outros paísesimpediriam o investimento no Brasil, o que dificultaria a capacidade de o país, e das empresas do setor privado brasileiro, buscarem recursos no exterior – aumentando subsequentemente os juros destas operações.

Campeão brasileiro de concurso de cartas ganha bronze em disputa internacional


O vencedor nacional da 44ª edição do Concurso Internacional de Redação de Cartas, Leonardo Silva Brito, ganhou medalha de bronze na etapa internacional da competição, em uma disputa que envolveu 1,5 milhão de alunos de 65 países. O concurso, promovido pela União Postal Universal (UPU), é realizado no Brasil pelos Correios. Na etapa nacional, a representante do Rio Grande do Norte - Beatriz Cunha Freire, do 9º ano do Colégio CEI Romualdo, ficou em segundo lugar.

Leonardo tem 15 anos e é estudante do 2º ano do Ensino Médio da EEEFM Carlos Drumond Andrade, no município de Presidente Médici, localizado na região central de Rondônia. A redação foi selecionada, na etapa nacional, entre um total de quase 3.700 concorrentes de 2.131 escolas de todo o Brasil. Neste ano, o tema do concurso era “Escreva uma carta para descrever o mundo onde gostaria de crescer”.

O prêmio internacional dado ao aluno brasileiro é uma medalha de bronze cunhada pela União Postal Universal e a publicação do nome do vencedor na revista da entidade. Como prêmio na fase nacional, o estudante recebe televisão, troféu e certificado. A escola do vencedor também ganha uma televisão e um troféu, além de receber uma oficina de modalidade esportiva patrocinada pelos Correios.

Disputa internacional 
A vencedora da medalha de ouro foi uma estudante de 13 anos, do Líbano, que será premiada com uma viagem à Suíça, para conhecer a sede da UPU. Em segundo lugar, ficou uma estudante de 11 anos, da Espanha, que ganhou a medalha de prata. Também foram concedidas menções especiais a nove participantes do concurso.

Assinatura Correios-Rio2016 (release)
Assessoria de Comunicação dos Correios - ASCOM/RN

Telefones: (84) 3220-2405 / 2472

Grupo português anuncia construção de resort no RN


Para reforçar sua presença no Brasil, o grupo português Vila Galé anunciou ontem investimentos de R$ 100 milhões para construção de um resort no litoral do Rio Grande do Norte. A nova unidade, que será construída de frente para o mar de Touros, será composta por 500 quartos, três restaurantes, um SPA Satsanga, um Clube Nep para crianças, centro de convenções com cerca de 1.750 metros quadrados,  centro náutico,  campo de futebol,  campo de tênis e três piscinas exteriores. Em comunicado à imprensa distribuído ontem, a Cunha Vaz Brasil, empresa de relações públicas,  que presta assessoria ao grupo, informa  que  a previsão é de que o resort seja inaugurado em setembro de 2017, a tempo de aproveitar a alta temporada turística daquele ano.  No dia 25 de agosto, o presidente do grupo, Jorge Rebelo de Almeida, virá a Natal.Ana Silva
Resort do Vila Galé, oitava unidade do grupo no Brasil, será construído no litoral de Touros
Resort do Vila Galé, oitava unidade do grupo no Brasil, será construído no litoral de Touros 

O anúncio do  megaempreendimento, num período de turbulência na economia, fortalece o mercado turístico do Rio Grande do Norte, abre caminho para uma maior movimentação no aeroporto internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, e anima a indústria da construção civil, carente de boas notícias desde que o governo puxou o freio de mão na liberação de verbas para habitação popular e aumentou os juros de financiamento do setor imobiliário. 

“Estou sabendo disso agora, por vocês da Tribuna. Numa época em que os empreendimentos locais estão em fase restritiva, uma notícia dessa reforça a confiança no país e amplia as possibilidades do turismo local”, disse o presidente do Sinduscon/RN (Sindicato da Construção Civil), Arnaldo Gaspar Júnior. Ao ser questionado se o resort em Touros poderia ser o primeiro passo para ressuscitar projetos imobiliários no litoral potiguar, atropelados no passado, ele foi enfático: “Espero que desta vez o Idema e o Ibama sejam céleres e objetivos.”

O anúncio do Vila Galé ocorre quase uma década depois de Natal ter sido “invadida” por astros do cinema e do futebol que vieram ao RN como garotos-propaganda de grupos europeus, interessados em tornar as praias do litoral norte, local de veraneio de portugueses, espanhóis, italianos, alemães, holandeses.

Entre 2006 e 2008 foram anunciados pelo menos seis megaprojetos turísticos para o litoral potiguar, num total de 70 mil unidades, entre casas e apartamentos; quase uma dezena de campos de golfe; uma dúzia de campos de futebol e milhões de reais, euros e dólares desembarcando no Rio Grande do Norte. 

Um desses empreendimentos, o Natal Grand Golf, trouxe o ator Antonio Banderas e a mulher dele, Melanie Griffith,  para o lançamento. O jogador Ronaldo “Fenômeno” também esteve por aqui. Um outro astro do futebol,  o  inglês David Beckham, foi  garoto-propaganda de um resort em Cabo de São Roque, litoral  de Maxaranguape. Todos eles, no entanto, foram atropelados pela crise das hipotecas gerada nos Estados Unidos em 2008 e que se espalhou pelo planeta.

EXPANSÃO
As sete unidades hoteleiras que o Grupo Vila Galé detém atualmente no Brasil - e que estão espalhadas pelos estados do Ceará, de Pernambuco, da Bahia e do Rio de Janeiro - oferecem um total de 5.000 camas em três hotéis de cidade e quatro resorts “all inclusive”. Este último segmento ainda é pouco explorado no Brasil, razão pela qual o Grupo decidiu avançar com um plano de expansão que passa por este tipo de investimentos. 

“O novo resort de Touros será importante para preencher uma lacuna em Natal que, apesar de bem servida de hotéis, não tem resorts com esta dimensão, com excelentes condições tanto para férias em família como para grandes congressos ou outros eventos”, explica Jorge Rebelo de Almeida. 

O grupo Vila Galé é responsável pela gestão de 27 unidades hoteleiras, sendo 20 em Portugal e 7 no Brasil, e conta hoje em dia com cerca de 2.500 funcionários. Sua missão é definida com a frase “Sempre perto de você” que, aliada aos seus valores, tem mantido a Vila Galé um dos melhores grupos hoteleiros do mundo ao longo de seus 29 anos de existência.

Tribuna do Norte

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Correios vão abrir concurso público para cerca de 2 mil vagas


Os Correios ainda não informaram quando o edital do concurso será publicado, portanto ainda não há informações sobre prazo de inscrições e data das provas. Segundo órgão, a previsão é que os demais detalhes do concurso sejam divulgados até o final do próximo mês.

As oportunidades serão para os estados de Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e no Distrito Federal.
Agência dos Correios Perdizes (Foto: Raphael Rios/G1)Agência dos Correios Perdizes
(Foto: Raphael Rios/G1)
Do total de vagas, 10% serão reservadas para pessoas com deficiência (PCD) e 20% para pessoas pretas e pardas (PPP). (Os termos preto e pardo são os utlizados oficialmente pelo IBGE).

Os candidatos aprovados nas provas de conhecimento serão submetidos a teste de esforço e, posteriormente, o exame médico admissional.

O salário inicial para os operadores de triagem e transbordo, somado à gratificação (GIP), chega a R$ 1.284. No caso dos carteiros, soma-se ainda o adicional de distribuição, elevando a remuneração para R$ 1.620,50.

Os admitidos terão benefícios como vale-alimentação/refeição (de R$ 971,96 a R$ 1.092,48), vale-transporte, auxílio-creche ou auxílio babá, além de adicionais - de acordo com o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) - e a possibilidade de adesão ao Plano de Previdência Complementar.

Último concurso
O último concurso dos Correios foi realizado em 2011 para 9,1 mil vagas em cargos de nível médio e formação de cadastro de reserva, sendo 2.272 para atendente comercial, 5.060 para carteiro e 1.014 para operador de triagem e transbordo. O salário era de R$ 807,29. A organizadora responsável pela seleção foi o Cespe/UnB.

O concurso teve 1.120.393 de inscritos. O cargo com maior número de inscritos foi o de atendente comercial, com 667.798 candidatos, seguido de carteiro, com 296.719. A concorrência para atendente comercial é de 293,93 candidatos por vaga.

Em junho de 2012, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) autorizou osCorreios a ampliar o quadro de pessoal com a contratação de 9.904 funcionários. A empresa pode contratar os aprovados do concurso realizado em 2011 que estavam em cadastro de reserva para os cargos e localidades em que houve necessidade.

A autorização previa que o preenchimento das vagas fosse de forma escalonada, sendo 3.302 vagas para contratação imediata, a partir de 1º de julho, 3.301 a partir de 1º de janeiro de 2013 e 3.301 a partir de 1º de abril de 2013. Dessa forma, todas vagas oferecidas no concurso de 2011 foram preenchidas.

Do G1, em São Paulo

Prefeitura do Assú paga funcionalismo a partir desta quarta, 29v


A Prefeitura do Assú, através da Secretaria de Planejamento e Finanças, iniciou hoje a liberação da folha de pagamento referente ao mês de julho.

Os proventos serão liberados de acordo com o seguinte cronograma:

Quarta-feira, 29 – Secretaria de Governo; Secretaria de Administração e Recursos Humanos; Secretaria de Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente; Secretaria de Desenvolvimento Rural; Secretaria de Infraestrutura; Secretaria de Juventude, Esportes, Eventos e Turismo; Secretaria de Planejamento e Finanças; Secretaria de Tributação e Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação.

Quinta-feira, 30 – Secretaria de Educação e Cultura.

Sexta-feira 31– Secretaria de Saúde.

O prefeito Ivan Júnior destacou que, apesar da crise enfrentada pelos municípios, que sofrem com as constantes perdas na arrecadação, o executivo municipal está trabalhando para manter o calendário de pagamento em dia, “medida que além de beneficiar os servidores públicos municipais, que recebem regularmente seus salários, também beneficia diretamente a economia local”, salientou o prefeito.

SEACOM - PMA

MP: Inquérito vai investigar possível facilitação de fugas em presídios do RN


O Ministério Público instaurou inquérito para esclarecer se houve facilitação em fugas nos presídios do Rio Grande do Norte em 2015. Após diversos casos que resultaram na saída de aproximadamente 80 detentos das unidades prisionais potiguares neste ano, o MP quer esclarecimento sobre o andamento de sindicâncias e a responsabilização dos servidores que porventura tenham colaborado com as saídas dos detentos.Júnior Santos
Alcaçuz teve a maior quantidades de fugas dentre os presídios do RN
Alcaçuz teve a maior quantidades de fugas dentre os presídios do RN
Para instaurar o inquérito, o promotor Márcio Cardoso Santos argumentou que cabe ao MP o acompanhamento das atividades dos órgãos correcionais do quadro de pessoal penitenciário do Rio Grande do Norte, além de afirmar que também compete à Comissão Especial de Processo Administrativo (CEPA) a apuração de irregularidades e de infrações disciplinares envolvendo Agentes Penitenciários.

No primeiro momento, o MP quer informações sobre as sindicâncias, principalmente sobre a que apura a fuga de 32 presos da penitenciária estadual de Alcaçuz. Porém, o objetivo é ter informações acerca de todas as investigações que apuram responsabilidades nas fugas dos detentos, que foram constantes após as rebeliões que ocorrerem neste ano.

O promotor deu prazo de dez dias úteis para que Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania (Sejuc) e a CEPA encaminhem informações sobre os procedimentos (sindicância e/ou processo administrativo disciplinar) que foram instaurados para apurar eventual irregularidade ou infração cometida por agentes penitenciários nas várias episódios de fugas ocorridas no ano, indicando o número e a sua atual fase.

Tribuna do Norte

terça-feira, 28 de julho de 2015

LATAM: Critério para eleger o hub será técnico


‘O tamanho do aeroporto, os seus custos, a capacidade das pistas e o tempo de construção” são os critérios que a companhia aérea TAM vai analisar para definir onde irá implantar um centro de conexões de voo no Nordeste - investimento conhecido como “hub” e que é disputado pelos aeroportos de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, de Recife (PE) e Fortaleza (CE). Esse foi um dos pontos destacados pelo CEO da LATAM (grupo formado pela TAM Linhas Aéreas e pela chilena LAN Airlines), Ignacio Cueto, em entrevista ao jornal chileno El Mercurío. Ele reafirmou a continuidade do estudo de viabilidade do centro de conexões, mesmo com a recém-anunciada redução de operações da companhia aérea no Brasil. A escolha do local, confirmou ele, será mesmo feita ainda este ano.Adriano Abreu
O tamanho do aeroporto e as pistas estão entre os pontos analisados pela companhia, em estudos
O tamanho do aeroporto e as pistas estão entre os pontos analisados pela companhia, em estudos
Na entrevista publicada pelo periódico chileno no último domingo (26), Ignacio Cueto afirmou que o grupo LATAM permanecerá consolidando o Hub Guarulhos, o centro de conexões “mais importante” do Brasil, e reiterou a “evolução” do plano de estudo para implementação do Hub Nordeste. “O mais importante é ter um aeroporto com estrutura suficiente para que realmente possamos operar como hub, e para isso temos que ver o tamanho do aeroporto, seus custos, as pistas e o tempo de construção”, explicou o CEO. 


Ele não falou sobre prazos para implantação do hub. Mas a TAM havia anunciado que, com a definição da cidade que receberá o Hub, as obras de implementação do centro devem começar em seguida. A previsão é que as operações sejam iniciadas em dezembro de 2016. O investimento disputado pelas três cidades nordestinas alcança o valor de U$ 1,5 bilhão. Entre os atrativos e expectativas governamentais, estão oportunidades para novos voos, destinos, rotas e conexões para todas as regiões brasileiras, além de voos internacionais para a Europa e América do Sul. 

Ajustes
Apesar das perspectivas geradas a partir do novo hub, Cueto reconheceu que serão necessários cortes, principalmente, para manter a saúde financeira da LATAM. De acordo com ele, a economia brasileira não tem conseguido decolar e o tráfego aéreo do país segue desacelerado. Na semana passada, a TAM anunciou que as operações no Brasil serão reduzidas entre 8% e 10% até o final do ano, o que impactará em demissões (2% dos cerca de 28 mil trabalhadores) e exclusão de voos, por exemplo, além de colaborar para contenção de U$ 800 milhões até 2018. 

Segundo o CEO, contudo, os brasileiros podem ficar tranquilos. “Nós não estamos retirando nenhuma rota. A companhia seguirá levantando voo e aterrizando nos mesmos 46 destinos, mas, com alguns ajustes de frequencia”, comentou Cueto. As mudanças mencionadas dizem respeito, em especial, às rotas noturnas, que são mais caras para operar. Na prática, as reduções visam os trajetos que possuem duas ou três frequências diárias. 

Ainda conforme Cueto, até o final deste ano, a LATAM vai receber a sua primeira aeronave A350 – pioneira na economia de combustível – e no próximo mês de outubro começará a operar voos para Barcelona. Toda essa reorganização operacional, porém, tem um único objetivo: melhorar os números da empresa. Conforme Cueto, a companhia teve um primeiro trimestre com perdas “principalmente não operacionais” de U$ 39 milhões, bem distantes dos U$ 329,8 milhões negativos no mesmo período de 2013, mas, que ainda assim expõem um resultado ruim. 

A projeção para o futuro, entretanto, é tímida. “Os avanços e mudanças que estamos implantando têm se dado ao longo de um período de baixos retornos. Após a fusão, 48% de nossa receita vem do Brasil e, naquela época, ele crescia 5,5% ao ano. Hoje, o país tem uma queda de quase 2% ao ano”, disse. E completou: “Mas, se alguém quer grandes resultados, teremos que esperar dois ou três anos”.

Tribuna do Norte

Lava Jato: Executivo da Andrade Gutierrez Energia é detido em nova fase da Lava Jato


O presidente Global da Andrade Gutierrez Energia, Flávio Barra, foi alvo da 16ª fase da Operação Lava Jato na manhã desta terça-feira (28) e teve prisão temporária decretada. Ele será levado para a superintendência da Polícia Federal em Curitiba.


A 16ª fase da Lava Jato, batizada de Radioatividade, mira contratos da Eletronuclear, estatal ligada à Eletrobras, e tem como base delação premiada feita por executivos da Camargo Corrêa. O principal ponto da ação indica suposta corrupção em contratos da Usina Nuclear de Angra 3.

No início deste ano, em delação premiada, o empreiteiro Dalton Avancini, diretor-presidente da Camargo Corrêa Construções e Participações, revelou a existência de cartel nas contratações e pagamentos relativos às obras da usina.

A Andrade Gutierrez integra o consórcio UNA 3, um dos vencedores para montagem da usina. Os contratos para execução da montagem eletromecânica da usina foram Angra 3 (Queiroz Galvão; Empresa Brasileira de Engenharia - EBE; e Techint Engenharia) e UNA 3 (Andrade Gutierrez; Norberto Odebrecht; Camargo Correa; e UTC Engenharia).

Avancini também citou em delação o nome do almirante Otthon Luiz Pereira da Silva, licenciado desde abril do cargo de diretor-presidente da Eletronuclear. O empreiteiro disse ter "ouvido dizer" que havia uma promessa de propina para o militar.

Barra, da Andrade Gutierrez, será levado para Curitiba. A prisão temporária tem prazo de cinco dias, podendo ser convertida pelo juiz responsável pelo caso, Sérgio Moro, em prisão preventiva. Desde o início da Operação, a Andrade Gutierrez tem reiterado que seus executivos não têm relação com a prática de atos ilícitos.

Estadão Conteúdo/Tribuna

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Planalto recorre a Estados para escapar de pedaladas


Brasília (AE) - O Palácio do Planalto colocou em prática ontem um movimento em busca de apoio para tentar dissipar a crise e garantir algum fôlego político à presidente Dilma Rousseff. Um dos principais pontos dessa estratégia é a aproximação com os governadores. Em conversas reservadas, ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) admitem que a possível rejeição do balanço de 2014 apresentado por Dilma preocupa não apenas a Presidência, mas também os Estados.José Cruz
Eliseu Padilha e Nelson Barbosa dão entrevistas sobre contas do governo da presidente Dilma
Eliseu Padilha e Nelson Barbosa dão entrevistas sobre contas do governo da presidente Dilma
O motivo da apreensão dos governadores é que, se o TCU reprovar as contas do governo federal em agosto, haverá brechas para questionamentos semelhantes nos Estados. Com o ambiente político conturbado e manifestações de rua programadas para o próximo mês contra “tudo que está aí”, o temor é que haja um “efeito cascata” da rejeição de contas, primeiro passo para a abertura de impeachment.

Ciente das dificuldades dos Estados, o Planalto espera contar com o apoio dos governadores. Um levantamento produzido pelo Planalto mostra que ao menos 17 governadores praticaram, em maior ou menor grau, operações idênticas às manobras no Orçamento conhecidas como “pedaladas fiscais”, atrasando repasses de recursos a bancos públicos para conseguir cumprir programas sociais.

Diante desse quadro, se o TCU der parecer contrário à prestação de contas de Dilma – cenário que, embora inédito, é considerado hoje o mais provável –, criará precedentes que podem ser usados pelas Cortes estaduais. Integrantes dos tribunais de contas dos Estados têm conversado com ministros do TCU para manifestar essa preocupação. Segundo apurou o Estado, dois governadores de oposição, o de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e o de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), encontram dificuldades para atingir a meta fiscal das contas públicas e enxergam com simpatia o movimento do Planalto.

A pressão dos governadores sobre o TCU, uma corte de contas com forte vínculos com políticos, seria uma arma importante para o Planalto. O governo não revela quais Estados enfrentam problemas para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal para não se indispor com os governadores. As conversas, quando houver interesse de ambas as partes, serão reservadas. Na quinta-feira, a presidente se reunirá com governadores em busca de “sustentação”.

Escalado pelo governo para entrevistas, juntamente com o colega Nélson Barbosa, o  ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, disse haver "coincidência de interesses" entre o Palácio do Planalto e os 27 governadores, chamados para reunião com a presidente Dilma nesta semana.   "Os governadores fizeram reuniões regionais com posições de trazer ao governo central a preocupação com a governabilidade. Essa é a preocupação central do Poder Executivo federal, então há uma coincidência de interesses", disse Padilha, em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto depois da reunião de coordenação política com a presidente Dilma.

Pedaladas em benefício social duraram 21 meses
Brasília (AE) - O governo Dilma Rousseff atrasou por 21 meses, desde que assumiu a Presidência, repasses do Tesouro Nacional para a Caixa realizar o pagamento do seguro-desemprego, deixando o saldo do programa no vermelho. Essa manobra, chamada de "pedalada fiscal", foi intensificada na pré-campanha, em 2013, e só interrompida em outubro de 2014, às vésperas de a reeleição ser definida. O período com saldo negativo é superior ao dos dois presidentes que a antecederam, que tiveram, inclusive, mais tempo de mandato do que Dilma até aqui. Nos oito anos de gestão do petista Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), as pedaladas com o seguro-desemprego ocorreram em 7 meses. Já nos dois governos do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), o saldo do seguro-desemprego ficou negativo na Caixa em seis meses. 

Ao todo, o governo Dilma repassou R$ 34,2 bilhões menos em recursos obrigatórios para a Caixa pagar programas sociais, como Bolsa Família, seguro-desemprego e abono salarial entre o início de 2011 e o mês de abril deste ano. Esses atrasos foram cobertos pela Caixa, que precisou usar recursos próprios. 

As "pedaladas fiscais" estão hoje no centro de um cabo de guerra entre Dilma e o Tribunal de Contas da União (TCU), que avaliará se as irregularidades ensejam uma reprovação das contas de 2014. A oposição espera um parecer da corte pela rejeição para embasar um pedido de impeachment da presidente.

Os dados sobre os saldos dos programas foram repassados pela Caixa e pelo Banco Central ao deputado federal Mendonça Filho (PE), líder do DEM na Câmara, por meio de um requerimento de informação. Segundo o líder, o governo praticou "uma clara pedalada eleitoral" devido à intensificação da medida às vésperas da disputa presidencial. "As pedaladas tinham duas motivações: manipular as contas e facilitar a reeleição da Dilma", disse o líder do DEM.

Tribuna do Norte

IFRN abre concurso para preencher 75 vagas de professor


O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) abriu concurso para preencher 75 vagas de professores na carreira de Magistério de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico. As inscrições vão de 6 a 21 de agosto, no site da Fucern, e custam R$ 75.

As vagas são para Administração financeira (2), Biologia (1), Desenvolvimento de jogos digitais (1), Design, multimídia, construção de personagens e narrativas para jogos digitais (1), Didática (4), Educação física (5), Eletroeletrônica (3), Engenharia ambiental (1), Equipamentos biomédicos (4), Física (5), Gestão ambiental (1), Gestão organizacional, Cooperativismo, Terceiro Setor e Empreendedorismo (1), História (5), Língua espanhola (1), Língua portuguesa e literatura brasileira (6), Matemática (8), Mecânica (4), Mecatrônica (1), Mineração (4), Moda e produção de vestuário (2), Química (4), Sistemas de computação (1), Sistemas de informação (9) e Tecelagem plana e de malharia (1).

De acordo com o edital, os salários são correspondentes a uma remuneração inicial do cargo de Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico. O regime de trabalho é de dedicação exclusiva.

Tribuna do Norte

Lava Jato contribui para frear economia, avalia governo


por Cristiana Lôbo- G1.com
Em reunião no Palácio do Planalto, na tarde desta segunda-feira (27), o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, mostrou números da economia do país que, segundo ele, tem sido fortemente afetada pela Operação Lava Jato. 

Segundo o ministro, a cadeia de gás e petróleo e mais a de construção, que representam 15% do PIB do país, foram paralisadas com as investigações nas principais empreiteiras do país e isso provocou forte impacto na economia brasileira, que reflete num recuo de 1% no Produto Interno Bruto (PIB). A presidente Dilma Rousseff comentou esse forte impacto da Lava Jato na economia.

Convocado pela presidente para falar aos colegas sobre o ajuste fiscal, Barbosa mostrou a importância das medidas tomadas, o que ele chamou de “ajuste no ajuste”, com a redução da meta de superávit para 0,15% do PIB e disse que a cautela de empresas tem provocado ainda maior queda na arrecadação do país. 

Segundo ele, revelando números da Receita Federal, apenas a desaceleração da economia não teria impacto tão forte da arrecadação do país. Mas, segundo afirmou, junto com a desaceleração, muitas empresas têm tomado a decisão de não recolher regularmente os impostos para não se descapitalizarem.

Segundo a Receita, a decisão de não pagar regulamente os impostos é tomada unilateralmente pelas empresas que podem, depois, parcelar os tributos e voltar à adimplência. Assim, não precisam recorrer a bancos em caso de necessidade, em especial neste período de juros tão altos. Um dos desafios do governo é reverter o pessimismo que, segundo o ministro, tomou conta especialmente das empresas que acabaram por suspender os investimentos.

Depois da apresentação do ministro do Planejamento, a presidente Dilma falou da necessidade de os partidos aliados barrarem as chamadas “pautas-bomba”, a fim de evitar mais gastos para o governo. A preocupação dela é criar as condições para a retomada do crescimento da economia e, para isso, precisa dos aliados no Congresso.

"O governo deve estar preparado para as ações do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Ele vai querer polarizar com o governo, mas não devemos entrar nesse jogo", disse um ministro depois da reunião. 

Segundo ele, o governo deve estar preparado para reagir a essas iniciativas e contar, também, com a ajuda dos governadores. 

Um exemplo citado na reunião foi o do aumento do Judiciário: se provoca impacto nas contas federais, isso iria também ter reflexo para os governadores, pois o reajuste provocaria aumentos em cascata também nos Estados.

A presidente  vai se reunir com os governadores na próxima quinta-feira para discutir parcerias com os Estados. É mais uma iniciativa a fim de reunir mais apoios políticos para a travessia deste período de dificuldades econômicas e de enfrentamento por parte do presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Minha Casa, Minha Vida: 'A situação chegou a um colapso


As dívidas do Governo Federal com as construtoras do programa Minha Casa Minha Vida no Rio Grande do Norte chegam à quase R$ 30 milhões. Entre as obras que estão sendo feitas apenas em Natal, o débito está entre R$ 12 milhões e 15 milhões. A informação é do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon/RN).Magnus Nascimento
O presidente do Sinduscon/RN fala sobre atrasos nos repasses ao programa, sobreconsequências e perspectivas das construtoras
O presidente do Sinduscon/RN fala sobre atrasos nos repasses ao programa, sobreconsequências e perspectivas das construtoras
Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, o presidente do Sinduscon/RN, Arnaldo Gaspar Júnior, falou sobre os problemas que as empresas têm enfrentado no programa e os reflexos deles. Um deles foi a redução do corpo de trabalho entre 30% e 40%, desde o início do atraso nos repasses, ainda no ano passado. Além disso, Arnaldo falou também sobre as perspectivas para o mercado geral, a falta de lançamentos futuros, que preocupa o setor, e a queda constante na geração de empregos, que não deve ser recuperada. 

O Sinduscon anunciou que o Governo Federal devia em torno de R$ 15 milhões para as construtoras. Valor este que já foi superior. Como está a situação?
O Minha Casa Minha Vida é dividido em algumas faixas. O Faixa 1 é praticamente uma obra pública. Ele tinha todo um programa de desembolso, pagamentos, que até outubro do ano passado você recebia com 10 ou 15 dias, depois que faturava para o Governo Federal. Hoje, você leva 60 dias, 70 dias. Aqui no Estado você teve seis ou sete construtoras de porte médio que pegaram um volume grande de obras, porque o giro era imediato. Fazia, recebia, comprava. E esse ciclo foi quebrado. Em maio, foi a hora mais aguda, com atrasos de 90 dias. De lá para cá, algumas coisas mudaram, mas, o pagamento não voltou a ser como foi pactuado.  

Quanto é a dívida hoje? 
Só em Natal, temos um giro em torno de R$ 12 milhões à R$ 15 milhões. Em todo o Estado, com Mossoró e outras cidades, vai para perto dos R$ 30 milhões. Em 30 de junho, o Governo assegurou para a direção da Cbic que iria colocar em dia até 30 de agosto e pediu um pouco de paciência para o setor. Faltava um bom tempo ainda, mas, garantiram que semanalmente iam passar recursos para ir matando o débito. No Brasil todo, a dívida chega à 1,6 bilhão, em 30 de junho. O problema é que passaram um valor muito pequeno e as empresas continuaram trabalhando e emitindo nota fiscal. 

Nada mudou?
Nada. A insatisfação está muito grande. Em nível nacional, tenho recebido diversas reclamações, porque não houve mudança de postura. Hoje, estamos com serviços feitos em abril, maio e junho que não foram pagos. Três notas fiscais emitidas e não liquidadas. E já fizemos a medição de junho, com nota fiscal para ser emitida até o final do mês. O Governo propôs alongar os pagamentos, pedindo 30 dias, para empresas que faturaram até R$ 48 milhões em 2014, que classificavam como pequeno porte. Com 45 dias para quem faturou entre R$ 48 milhões e R$ 90 milhões, e 60 dias acima de R$ 90 milhões. Teoricamente, em agosto teremos um pagamento assegurado, que foi a proposta do Governo. 

Vai ter novas reuniões entre o setor e o Governo Federal? 
O pessoal da Cbic é que está nessa luta, mas, oficial até agora nada. Mas, tem que ter. O pior de tudo é que eles não conseguiram fazer superávit, tão anunciando mais contingenciamento. Contingenciamento do que? Ficamos nos perguntando. 

Podemos falar em lucro para as empresas a partir dos empreendimentos da Faixa 1? 
É uma obra pública, só que com uma margem de lucro bem reduzida, muito pequena, que se conseguia fazer por causa do giro. As construtoras compravam,  produzia e recebia. Nos casos das empresas de Natal, temos que elogiar, houve um grande ganho de produtividade. Eles trouxeram técnicas construtivas que permitiram com que fizessem mais rápido, à um custo menor, para poder se adequar ao preço que o Governo Federal pagava. Não sendo isso, não teríamos alguma margem. Por isso, que esse atraso, na hora que você tem um dinheiro a receber, não consegue, e tem que se financiar, de alguma forma, a sua planilha de custos já tem uma coisa que não existia, que são os juros. 

As obras foram paralisadas? O Governo se manifestou sobre esta possibilidade? 
Não. Do Governo nada. Houve paralisação em alguns Estados porque as empresas quebraram, não conseguiram se financiar. Então, não conseguiam mais colocar dinheiro na obra sem receber. Chegou à um colapso. Nós tememos é que isto se acelere. No Estado, tivemos a da zona Norte, em Pajuçara. Mas, houve em outros locais também. E aí você já tem uma quantidade grande de demissão, muito daqueles avisos-prévios estão vencendo.  

O impacto maior foi as demissões? 
Isso. No conjunto das cinco empresas aqui de Natal, por exemplo, a queda foi torno de 30% à 40% de pessoal. Por exemplo, de aproximadamente 1 mil profissionais hoje trabalhamos com 600. Mais ou menos que rodaram, desde o início dos atrasos, em novembro. 

Permanecendo este cenário de atrasos e pouca margem de lucro. A tendência seria finalizar os investimentos neste tipo de empreendimentos do MCMV?
Se não houver um reajuste nos preços, com certeza.  O próprio Governo já está anunciando que deverá, na fase 3 do programa, contemplar um aumento entre 10% à 11%. Quer dizer, ele próprio reconhece que teve inflação neste período. Embora eu ache que este percentual é muito pequeno, porque da data que estes preços foram estabelecidos para hoje dá mais de 20%. Esses preços são de 2012. 

E a Fase 3 do Minha Casa, Minha Vida, seria positiva para as construtoras? 
A fase 3 ainda está sendo discutida e, em tese, vai ser suspensa. Adiaram, disseram que vão lançar no final de agosto, mas, não vão. O que eu acho bastante salutar. Se eu não estou pagando o que eu devo, como é que vou contratar coisas novas?  Com a Faixa 1, que possui processo burocrático mais rápido, no RN, você tem sete construtoras, mas, as grandes empresas de obras públicas e do setor imobiliário não fazem. Mas, mesmo que quisessem fazer, iam encontrar dificuldades, porque eles sete investiram em métodos construtivos e produtividade na Faixa 1, não querem fazer. Não vão contratar sabendo que estão sofrendo agora. Então, eu que estou fora, observando problemas, vou querer entrar? Lançar, o Governo pode lançar. Não vai haver receptividade. 

O que precisa mudar para deixar o mercado do MCMV mais sustentável?
Primeiro o Governo Federal tem que honrar os pagamentos, como era antes.  O desafio era criar margem, que foi aceito e realizado pela maioria das empresas. O Faixa 1 teve e tem uma importância muito grande, porque temos um déficit de habitação social muito grande. Então, seria muito importante que continuasse, mas, com regras claras. O Governo não deveria abandonar  ou arroxar o programa, até porque ele é a cara deste Governo, a cara boa deste Governo. 

As obras ainda estão sendo tocadas, mesmo com redução de pessoal. Já há um atraso de entrega oficial? 
Vai mudar, com toda a certeza. O cronograma era para novembro. É impossível. Mas, ainda não foi discutido com a Caixa, até porque estamos aguardando esta situação dos pagamentos. Claro que, uma vez restabelecido o fluxo normal, as empresas poderão acelerar o ritmo e contratar mais operários, gerando algum emprego a mais. A não ser que digam para permanecer no ritmo atual. 

Sobre o mercado geral, qual o cenário atual de empregos? A tendência é fechar com saldo negativo? 
É. Dificilmente isso será revertido. A tendência dos últimos meses mostra isso claramente. Isto permeia a atividade econômica como um todo. Em janeiro, tínhamos 5.932 e hoje temos 4.432. 

A causa destas demissões seria apenas a retração do consumo e da demanda das famílias e empresas? 
As causas dessas demissões um pouco são os atrasos de repasses do Governo Federal para o MCMV, assim como nas obras públicas. Até a Copa mantivemos um ritmo pequeno de perda de empregos. O acentuamento foi depois, que ficou muito difícil. O ajuste fiscal talvez seja a causa disso. Mas, não podemos olhar pontualmente. Quando se fala em ajuste fiscal, ele é necessário. O que discordo é da forma como ele está sendo feito. O Governo deveria cuidar de seus gastos, da sua máquina. E não dos gastos dos investimentos. 

Qual a maior preocupação do setor? 
Eu não sou economista, mas, a subida dos juros do jeito que está e a baixa arrecadação faz com que a dívida pública suba em relação ao PIB, o que é muito ruim. Mas, a subida dos juros termina sendo necessário, mesmo sendo altamente danosa, porque nós temos que controlar um dragão, que é a inflação. Temos que debelar este custo inflacionário, custe o que custar. Não podemos abrir mão dessa relativa estabilidade, de saber que a variação dos preços de um mês para o outro é palatável. Estamos tendo uma inflação absurda de quase um 1% ao mês, que é muito alta, mas nós tínhamos de 12% à 15% ao mês antigamente. Temos que manter a estabilidade da nossa moeda. Esse, para mim, é o imposto mais pernicioso que poderíamos ter na nossa população mais carente. O que é ruim para a economia é a incerteza, por isso, o Governo tem que dizer o que realmente quer, faça escolhas e cumpra. 

Qual a perspectiva do setor, em termo de vendas e lançamentos? 
Não estamos vislumbrando um futuro claro que permita com que nós possamos fazer lançamentos e correr riscos no futuro. Por outro lado, a nossa venda continua robusta, menor que o ano passado, claro, mas, mostrando que existe um mercado. O nosso IVV, que significa em quanto tempo os imóveis disponíveis serão zerados, quando temos um IVV de 4% são 25 meses. Se nós levamos 48 meses para aprovar um projeto, construir e entregar, podemos ver que o estoque está mais que adequado à realidade. Mas, os indicadores mostram um futuro não promissor, porque, quando estas obras ficarem prontas, você vai ter mais desemprego, menor oferta de imóveis, preços mais altos. 

A FGV publicou pesquisa recente mostrando que a confiança das companhias que trabalham com obras do MCMV e do PAC caiu 25%. O recuo foi de 21,7% para quem está fora desse grupo. Isto reflete no RN? Existe o mesmo sentimento? 
Completamente. Estamos em uma incerteza. Não sabemos se vamos receber. Essa insegurança do que vem pela frente é a coisa mais danosa que pode acontecer. E o consumidor fica preocupado. Como um todo, ele fica preocupado com a manutenção do emprego dele, que as coisas estão mais difíceis. Que houve aumentos de preços, que eram necessários, como o da energia, e que afeta diretamente o bolso dele. Então, de uma forma geral é um arrocho nacional. 

Quem
Arnaldo Gaspar Júnior tem 53 anos e é presidente do Sindicado da Indústria da Construção Civil (Sinduscon/RN) há cinco anos. Ele foi reeleito em 2014 e tem mais três anos de gestão pela frente. Engenheiro Civil formado pela UERJ, também é proprietário da Construtora A.Gaspar SA.

Tribuna do Norte

Fernando Freire chega a Natal e é levado para o quartel da PM


O ex-governador Fernando Freire já chegou em Natal e está sendo conduzido para o quartel do Comando Geral da Polícia Militar. O avião que trouxe ele do Rio de Janeiro para Natal pousou no Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, por volta das 12h20.

Freire, que estava acompanhado de dois delegados, não desembarcou pelo saguão junto os outros passageiros. Após averiguação, ele saiu em um carro preto pelo terminal de cargas do aeroporto.
Magnus Nascimento
Ex-governador saiu pelo terminal de cargas e foi conduzido para quartel da PM
Ex-governador saiu pelo terminal de cargas e foi conduzido para quartel da PM
De acordo com a Sesed, a segurança do preso é prioridade máxima neste momento do desembarque e condução do depoimento. Uma coletiva de imprensa está marcada para às 14h30, com a presença do Procurador Geral de Justiça do RN, Rinaldo Reis Lima.

Condenado por supostos desvios de recursos públicos entre fevereiro e novembro de 2002, o ex-chefe do Executivo estadual foi preso no último sábado (25) na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Ele estava morando na capital fluminense há três meses.
Marcelo Barroso
Ex-governador Fernando Freire foi preso sábado no Rio de Janeiro
Ex-governador Fernando Freire foi preso sábado no Rio de Janeiro
Conforme o Ministério Público do RN, a operação policial que culminou com a prisão do ex-governador foi fundamentada em três pedidos de prisão preventiva (30 dias, renovável por mais 30 dias), expedidos a partir de condenações por desvio de dinheiro público. Em 2007, Fernando Freire já havia sido preso, quando foi acusado de estar “manobrando para impedir a realização do seu interrogatório, evadindo-se do distrito da culpa”.

Em matérias publicadas pela TRIBUNA DO NORTE no início deste ano foi noticiado que o ex-governador possui ao menos duas condenações. Uma de 13 anos e quatro meses de reclusão, inicialmente em regime fechado, e 400 dias-multa, por distribuição de recurso público sem respaldo e peculato. E outra de 19 anos e 11 meses de reclusão, a partir da operação “Ouro Negro”, que investigou desvio de verbas públicas envolvendo concessão e manutenção de tributos. 

Tribuna do Norte

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Reitor da UFERSA José de Arimatéia Matos assegura implantação da Unidade de Medicina Assú


O reitor da UFERSA, professor José da Arimateia Matos, participou na manhã desta sexta-feira (24), do programa radiofônico Café com Notícias, da rádio Nova 89FM, quando assegurou à população de Assú e Região a implantação da unidade de Ciências da Saúde no município de Assú/RN.

Arimateia Matos, que esteve nos estúdios da emissora em companha do Secretario Municipal de Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, do Assú, Paulo Morais esclareceu que inicialmente a primeira turma prevista par iniciar no primeiro semestre de 2016, em virtude dos transtornos advindos da atual crise econômica, somente deverá iniciar no segundo semestre do mesmo ano.

Ainda de acordo com o reitor Arimatéia Matos, em função do retardamento do inicio das obras do prédio sede da unidade, as aulas iniciais deverão ser ministradas nas instalações da UERN, campus Assú/RN.

Também participou da entrevista, por telefone, o reitor da UERN, o professor Doutor Pedro Fernandes, que ratificou as palavras de seu colega, professor Arimatéia Matos.


Dr. Pedro teceu elogios aos esforços de prefeito Ivan Júnior, do reitor da UFERSA e da senadora Fátima Bezerra para implantação do curso de Medicina em Assú, bem como para manter a UERN e implantar novos cursos no Campus da Assú, bem como de outros políticos do estado e da região.