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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Texto assinado por 33 deputados do PT critica condução da economia


Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília
Documento assinado por 33 dos 63 deputados federais do PT e que será lido nesta sexta-feira (12) no 5º Congresso do partido, em Salvador, classifica a atual política econômica do governo de “recessiva” e diz que as medidas adotadas até agora podem gerar “desaceleração” da economia e “desemprego”.

O texto, divulgado nesta quinta (11), na Câmara, por parlamentares petistas, afirma ainda que o PT abriu mão do “protagonismo da elaboração de propostas para o país” e pede mudanças no modelo de escolha dos dirigentes da sigla. O 5º Congresso do PT, que começou nesta quinta na capital baiana, tem como principal finalidade unir a militância, após os desgastes provocados pelo ajuste fiscal comandado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

No entanto, o manifesto assinado pela maioria da bancada do PT na Câmara revela a dificuldade que a direção do partido terá para conciliar posições. “O PT foi, gradual e aceleradamente, perdendo a capacidade de formular e de pautar, por si mesmo, o debate nacional, a disputa política e ideológica na sociedade. A ponto de ser comum a cobrança da militância frente à nossa incapacidade de interferir nos rumos dos nossos governos”, afirma o documento, intitulado "Mudar o PT para continuar mudando o Brasil".

Os parlamentares que assinam o texto afirmam que as “recentes decisões do governo no sentido de reorganizar a economia” modificam o modelo de desenvolvimento econômico que, segundo eles, “permitiu resultados positivos” no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Este reposicionamento adota políticas de caráter recessivo, com aumento de juros que provoca desaceleração econômica e desemprego. Este é um debate que o PT precisa fazer de forma profunda, responsável e solidária, sem se omitir para ser ouvido”, afirma o documento.

Os parlamentares concluem o texto pedindo seis providências. Uma delas é a convocação de um Congresso Constituinte, a ser realizado em novembro, para revisar a organização interna e eleger nova direção partidária. Eles desejam ainda substituir o modelo de processo interno para escolha das direções. O documento requer também a criação de um sistema compartilhado de finanças do PT e que todos os dados sejam disponibilizados na internet, para garantir maior transparência.

Outro ponto reivindicado é a exclusão do partido de todos os filiados que estejam “comprovadamente envolvidos em processo de corrupção”. Os parlamentares pedem a continuidade da luta contra o financiamento empresarial e uma campanha mais intensiva em prol de uma “efetiva reforma política”. Por fim, o documento pede que o PT reavalie sua política de alianças para 2016 e 2018, “de forma a garantir identidade programática”.

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