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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Grécia: Risco de calote na Grécia pode desestabilizar Mercado Europeu


Os bancos da Grécia amanheceram fechados nesta segunda, para evitar que a população continue sacando tudo o que tem nas contas e quebre as instituições.

O país tem até terça para pagar € 1,6 bilhão ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e depende de um empréstimo dos outros países europeus para fazer esse pagamento. Mas, no fim de semana, o primeiro-ministro grego decidiu que vai fazer um referendo no próximo dia 5 para saber se aceita as condições desse empréstimo, que incluem alta de impostos e cortes nas aposentadorias. Com isso, o país deve dar o calote no FMI e pode acabar deixando a zona do euro.

Bolsas europeias
Na Europa, as bolsas têm um dia de fortes quedas, com os bancos do sul do continente sendo particularmente muito atingidos, depois que a Grécia fechou seus bancos e impôs controles de capital, como limites para saques.

Às 8h19 (horário de Brasília), o índice das principais ações europeias FTSEurofirst 300 tinha queda de 2,57%, a 1.533 pontos. O índice de blue chips da zona do euro Euro Stoxx 50 caía 3,92% para 3.479 pontos, recuperando-se da queda de cerca de 4% que marcou a mais grave perda percentual desde o final de 2011.

Ásia
Os índices acionários asiáticos registraram fortes quedas nesta segunda-feira, com investidores assustados pelo espectro do calote da Grécia.

Às 7h51 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão caía 2,1%. O índice tocou, com uma queda de 3%, a mínima de cinco meses.

Com informações do G1.Com

Ações da Petrobras caem apos anuncio de corte nos investimentos


Do G1, em São Paulo
O principal índice da Bovespa ampliava as perdas no início da tarde desta segunda-feira (29), alinhado ao quadro desfavorável no exterior com desdobramentos ligados à Grécia, conforme as ações da Petrobras perdiam o fôlego e operavam voláteis em meio à divulgação do Plano de Negócios e Gestão 2015 e 2019.

Às 13h10, o Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, caía 1,83%, aos 53.027 pontos. Quase todas as ações que compõem o indicador operavam em baixa. Veja cotação
Por volta do mesmo horário, as ações preferenciais da Petrobras recuavam 3,10%, e as ordinárias caíam 3,28%, depois que a estatal divulgou um plano de investimentos 37% menor para o período 2015-2019, em comparação com o plano anterior, de 2014 a 2018. A companhia planeja investir R$ 130,3 bilhões no período. Mais cedo, os papéis chegaram a subir quase 3%, mas perderam o fôlego.

"Algumas coisas são mais fáceis de dizer do que fazer, ou seja, a paridade de preços e o grande plano de desinvestimento, que pode ser difícil de alcançar se a sociedade não aceitar vender o controle de alguns ativos. Mas a mensagem é tão boa e realista quanto se pode alcançar", disse o analista do BTG Antonio Junqueira em nota a clientes.

Na sexta-feira, o Ibovespa fechou em alta de 1,58%, a 54.016 pontos.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Governo propõe reajuste de 21,3% a servidores do Executivo


O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão apresentou a 49 entidades classistas a primeira proposta de reajuste salarial para os servidores do Poder Executivo. O governo ofereceu 21,3%, divididos em parcelas de 5,5% em 2016, 5% em 2017, 4,75% em 2018 e 4,5% em 2019. Para os servidores, a proposta está aquém do ajuste pedido, linear de 27,3%.

"Acho que a proposta é bastante razoável. Usamos projeções que não são do governo, são do mercado, e trouxemos a proposta em um contexto, que esperamos provisoriamente, muito desfavorável de aumento de desemprego, queda de salário no setor privado", disse o secretário de Relações de Trabalho, Sérgio Mendonça, que esteve reunido com representantes das entidades. 

"Trazer essa proposta em parâmetros de mercado é defensável. Não posso dizer se vamos adiante dela, vamos esperar o que as entidades vão conversar", acrescentou. Uma nova reunião está marcada para o dia 7 de julho. 

Entre as entidades que estiveram com o secretário está a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra). Os servidores da Fasubra estão em greve desde o dia 28 de maio. "Para nós, significa perder até o final dessa década", disse o coordenador-geral da federação, Rogério Marzola. "Vamos propor para a categoria, mas com certeza ela não vai aceitar. Estamos com perda de 27%, e o governo nos propõe esquecer isso."

A proposta faz parte de uma rodada de reuniões para definir os reajustes de 2016 a 2019. O último acordo foi feito em 2012 e vigorou até este ano. Segundo o ministério, a expectativa é que a negociações terminem até o fim de julho. As reuniões começaram em março. 

Na proposta, o governo usou as expectativas de inflação do boletim Focus. Segundo o secretário, as porcentagens não são indexadas, ou seja não variam, caso variem as projeções. Com isso, o governo mantém nos próximos anos o gasto com pessoal constante, equivalente a 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país). 

Segundo o governo, esse é o ponto de partida para discutir também os benefícios, como auxílio-creche, auxílio-alimentação e auxílio-médico. "É um pacote, o governo não consegue se mover sem fazer todas as contas, os impactos e o que isso significa", disse o secretário. "Não dá para ignorar que [o pagamento aos servidores] é parte da estratégia macroeconômica fiscal e de combate à inflação que a política econômica está usando. Não podemos perder o controle fiscal e não podemos perder o controle dos pagamentos."

Com informações da Agência Brasil/Tribuna

Fies: Mais juros e restrições


São Paulo (AE) - O Ministério da Educação (MEC) anuncia nesta sexta-feira, 26, as alterações no Financiamento Estudantil (Fies) que valerão no segundo semestre e nos próximos anos. Os juros do financiamento vão aumentar e o limite de renda dos beneficiados será menor. O programa terá oferta máxima de vagas por ano. Além disso, os tipos de cursos financiados e os indicadores de qualidade serão mais restritos.Emanuel Amaral
Os tipos de cursos financiados com Fies serão mais restritos
Os tipos de cursos financiados com Fies serão mais restritos
Os juros do financiamento vão passar dos atuais 3,4% ao mês para em torno de 6%, segundo o Estado apurou. Mesmo com a mudança, a taxa continua abaixo da inflação média dos últimos anos, o que significa que o programa continuará sendo subsidiado pelo governo.

O ministério quer financiar o estudo de 310 mil a 350 mil pessoas anualmente nos próximos anos. O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, deve anunciar hoje quantas vagas serão oferecidas no segundo semestre - em 2015 já foram fechados 252 mil contratos. Os novos financiamentos deverão ser centralizados em um sistema do MEC, a exemplo do que ocorre no Programa Universidade Para Todos (ProUni) e com as vagas das federais pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

O limite de renda para quem busca o Fies será reduzido, como o ministro já havia afirmado em entrevistas. Hoje, estudantes com renda familiar de até 20 salários mínimos (R$ 15.760) podem acessar o programa, e dados do Fies mostram que a taxa de matrícula dos alunos com mais de R$ 5 mil de renda foi a que mais aumentou.

Medidas tomadas pelo governo no primeiro semestre serão oficializadas. Cursos em áreas consideradas estratégicas para o País, como Engenharia, Saúde e formação de professores, terão prioridade. Os critérios de qualidade também serão refinados e os cursos com nota 5, índice máximo na escala de qualidade do MEC, serão privilegiados. 

Apesar de o ministério ter trabalhado neste ano com esses critérios, eles não haviam sido oficializados. As regras do Fies definem quais cursos com notas a partir de 3 podem participar.

Limites
No ano passado, o Fies teve 732 mil novos contratos, chegando a um volume acumulado de 1,9 milhão de alunos no programa. O gasto com o programa ultrapassou os R$ 13,7 bilhões. Com o esfriamento da economia, o governo tomou uma série de medidas restritivas já no fim do ano passado como forma de economizar com o Fies. Limitou o número de contratos, impôs desempenho mínimo no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para os interessados e estipulou teto de 6% para o reajuste das mensalidades.

As mudanças de agora alteram as regras decididas em 2010 e que permitiram a popularização do programa. Reportagens publicadas pelo Estado desde fevereiro revelaram que, apesar desse aumento de contratos e custos, o ritmo de matrículas no ensino superior caiu. Muitas instituições particulares passaram a incentivar alunos já matriculados a não pagar a mensalidade e entrar no Fies. Com isso, o valor médio das mensalidades subiu. Em março, a presidente Dilma Rousseff admitiu que o governo "errou" com o Fies ao permitir que o controle das matrículas ficassem nas mãos das instituições privadas. As mudanças atuais foram pactuadas com representantes das instituições ontem à tarde.

OAB protesta contra cortes nas universidades
São Paulo (AE) - A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) enviou um ofício ao Ministério Público Federal (MPF) contra o corte de 47% em investimentos nas universidades federais em 2015. No documento, enviado na segunda-feira, 22, a entidade pede providências da Procuradoria-Geral da República para livrar o orçamento das instituições do ajuste fiscal do governo federal. A medida só foi noticiada ontem.

Como o jornal O Estado de S.Paulo mostrou na semana passada, a redução representa cerca de R$ 1,2 bilhão a menos para gastos com obras e compra de equipamentos - de R$ 2,59 bilhões previstos para esse tipo de despesa. O corte foi confirmado pelo Ministério da Educação (MEC) somente neste mês.

A pasta informou que discutirá com os gestores de cada uma das 63 federais sobre quais investimentos serão preservados. A ideia é terminar obras já em andamento e privilegiar projetos de cursos que já funcionam. No orçamento de custeio, as instituições poderão usar 4% a mais do que foi reservado para gastos (empenhado) durante 2014, segundo o ministério.

No ofício, a OAB sugere ao Ministério Público Federal uma recomendação ou um Termo de Ajustamento de Conduta com o MEC para reverter os cortes. O risco, segundo o documento, é "desperdiçar uma geração de brasileiros que pretende participar da construção de uma nação justa e próspera". O pedido é assinado pelo presidente do conselho federal da Ordem, Marcus Coelho. A assessoria de imprensa do Ministério Público Federal informou que o ofício chegou ao órgão na quarta-feira, 24. A solicitação da OAB ainda será analisada.

Na UFRN, o MEC propõe corte de 50% nos investimentos e de 10% no custeio neste ano. Duas outras instituições serão atingidas no RN: a Ufersa teme perder 46% e o IFRN R$ 21 milhões. O anúncio definitivo é esperado para o próximo mês.

Tribuna do Norte

RN quer privatizar quatro projetos


Quatro grandes projetos de infraestrutura para o Rio Grande do Norte poderão ser concedidos à iniciativa privada. A ampliação do Porto de Natal e a construção de um novo terminal marítimo em Porto do Mangue, município da região salineira do Estado; a duplicação da BR-304 e a criação de uma rede ferroviária para transporte de cargas são projetos que o Governo do Estado almeja enxertar na segunda etapa do Programa de Investimentos em Logística (PIL 2), lançado oficialmente no início deste mês. Entre os dias 6 e 7 julho, o Governo do Estado apresentará projetos básicos e estudos de viabilidade técnica sobre os projetos. Somados, os investimentos chegam a R$ 12,1 bilhões.Junior Santos
O titular da Sedec/RN, Paulo Roberto Cordeiro, afirmou que pelo menos três grupos chineses já estariam em contato com o Estado, com uma nova rodada de negociação prevista para o próximo dia 30
O titular da Sedec/RN, Paulo Roberto Cordeiro, afirmou que pelo menos três grupos chineses já estariam em contato com o Estado, com uma nova rodada de negociação prevista para o próximo dia 30

A única obra de infraestrutura do RN concedida à iniciativa privada é o Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante. Por duas vezes, porém, o estado ficou “de fora” do Programa de Investimentos em Logística, que prevê a concessão de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias: na primeira etapa, lançada em 2013, e na segunda, anunciada em 8 de junho. Entretanto, o governo estadual defende que não foi avisado ou procurado pela União para o encaminhamento de projetos. 

“Não tínhamos (projetos) porque não fomos prioridade do governo federal e não houve articulação do governo anterior para incluir”, defendeu o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Paulo Roberto Cordeiro. Após pressão da bancada federal e do executivo estadual, o Ministério do Planejamento abriu brecha para que o Estado apresentasse projetos. “Não existe essa possibilidade de não aceitar, o Governo Federal vai aceitar. Nós estamos levando projetos para a iniciativa privada e o nosso trabalho será que os investidores nos escolham”, asseverou. Pelo menos três grupos chineses já estariam em contato com o Estado, com nova rodada de negociações prevista para o dia 30 de junho.

De acordo com o titular da Sedec, o Estado apresentará cinco projetos, três deles para o Porto de Natal: um do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), um da Companhia de Docas do Rio Grande do Norte (Codern) e um da Federação da Indústria do Rio Grande do Norte (Fiern). A escolha, segundo Cordeiro, será do mercado. “Cada um vende seu peixe, nós vamos vender todos. Mesmo que se neste PIL não peguem o nosso projeto e eles fiquem para o próximo, o que queremos é inserir”, disse o secretário. 

- Duplicação da BR-304 
A única rodovia prevista para entrar no projeto de privatização do Governo do Estado é a BR-304. De acordo com o Governo do Estado, a expectativa é fazer a duplicação de 250 quilômetros da rodovia, entre Natal e Mossoró. O único trecho excluído da concessão seria a duplicação da chamada Reta Tabajara, cujos 27 quilômetros já foram licitados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura.

De acordo com o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagens (DER), general Jorge Fraxe, a duplicação da rodovia já era um projeto antigo do Dnit, mas que ficou travado pela restrição de repasses do Governo Federal em ano de ajuste fiscal. Entretanto, de acordo com o general, “há indícios” de que a duplicação é viável econômicos, pois há trechos em que a movimentação de veículos chega a 20 mil veículos por dia. “O que temos são fortes indícios que a rodovia se sustenta, principalmente no trecho Mossoró/Natal, mas quem pegar (a concessão) será por inteiro”, analisou Fraxe, que também é ex-diretor nacional do DNIT. “É preciso um estudo definitivo da rodovia.”

A duplicação da BR-304 também se arrasta há alguns anos. O trecho chamado da Reta Tabajara teve o serviço iniciado, mas por desistência da empresa contratada teve que ser paralisada. O DNIT tenta a convocação da segunda e terceira colocada do processo para dar continuidade à obra, avaliada em R$ 233 milhões. Já o trecho que será concedido contempla uma obra inconclusa, que é a adequação do Contorno de Mossoró. Por falhas na execução do projeto, a obra está incompleta.  Na análise do general Jorge Fraxe, o Estado precisará “brigar” para assegurar uma taxa de retorno viável para o investimento, de preferência superior a 7%, além de impulsionar a economia local. “Te que haver sustentabilidade econômica, e o Estado precisa ter uma dinâmica econômica viável, forte.”

Especificações
250 km é o trecho da BR-304 que será concedido à iniciativa privada
20 km integram a chamada Reta Tabajara
20 mil veículos trafegam, em média, entre Natal e Mossoró
R$ 1 bilhão é o investimento necessário para a duplicação

- Porto de Natal: ampliação
Um dos projetos que serão apresentados prevê a expansão do Porto de Natal para a outra margem do Rio Potengi, na Zona Norte de Natal. Estudada tanto pelo Cerne quanto pela Codern, o projeto prevê ampliações em etapas, com construção de um ramal ferroviário e uma conexão rodoviária (ramal logístico), a terceira ponte sobre o Rio Potengi e de um parque ecológico. O investimento total é de R$ 6,9 bilhões.

O projeto desenvolvido pelo Cerne foi apresentado ao governador Robinson Faria no dia 15 de junho. A aposta, segundo Jean-Paul Prates, diretor presidente do Cerne, o projeto seria estrategicamente mais viável pela possibilidade de integração com áreas industriais já consolidadas e a possibilidade de desenvolvimento da capital. Pelo alto investimento, a probabilidade é de que um consórcio assuma a obra, tendo a própria Codern como societária. Detentora da concessão federal para administração do Porto de Natal, a companhia teria condições de “acelerar” o trâmite burocrático da concessão. 

“O nosso projeto é pouco diferente do da Codern, e não estamos descartando Porto do Mangue. A diferença do nosso é que há o uso da parte interna e externa da área, com criação de um parque ecológico. Seria um porto abrigado e com diferenciais de Suape (Pernambuco) e Pecém (Ceará), pois estaria conectado a um hub de cargas”, assegurou.  De acordo com Jean-Paul, Cerne e Codern estudam a unificação dos projetos.

Para o secretário Paulo Roberto Cordeiro, porém, o projeto seria mais “caro” porque a concessionária também precisaria investir em dragagem e na construção das defensas da ponte. Prates, porém, rebate. “O Porto do Mangue é isolado. O contrapeso é que Natal tem outros distritos industriais, então você vai e volta carregado (de cargas). Como opção isolada, apenas vai ser um despachador de minério de ferro”, asseverou.

Especificações
Porto seco (etapa 1): R$ 3,6 bilhões. Construção em 3 anos e 4 meses
Corredor logístico, terceira ponte e parque ecológico (etapa 2): R$ 580 milhões em 3 anos e 8 meses
Ramal ferroviário (3 etapa): R$ 2,8 bilhão em 4 anos e 9 meses

- Porto do Mangue
O projeto de construção de um terminal portuário no município de Porto do Mangue é discutido no estado desde 2010. A proposta é construir um terminal a 12 quilômetros da costa potiguar, em uma fossa submarina que permitiria a atracação de grandes navios de carga. O investimento somente com o porto seria entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,5 bilhão, de acordo com a Sedec.

Entretanto, assim como a expansão do Porto de Natal, o terminal exige uma “complementação” para garantia da viabilidade econômica, que seria feita por meio da construção de uma termoelétrica para carvão mineral. O projeto total do porto, que teria capacidade para receber navios de até 180 mil toneladas, foi desenvolvido pela empreiteira Engevix a pedido da Federação da Indústria do Rio Grande do Norte (Fiern).

De acordo com o secretário Paulo Roberto Cordeio, o porto teria como foco escoar a produção mineral do Rio Grande do Norte para fora do país. “O RN não tem mais espaço para nenhum porto onshore. A ideia é que um navio venha de outros países trazendo a carga direta para cá, sem trocar por embarcações menores”, disse Cordeiro. Hoje, segundo levantamento da Sedec, as regiões de Cruzeta e Jucurutu possuem reservas em minério de ferro para até 40 anos. No total, 200 milhões de toneladas de minério “fino”, ou seja, o de real valia no mercado. O minério seria transportado via ferrovia até o porto.

“Para termos a viabilidade econômica, precisaríamos também incluir a concessão de uma termoelétrica de carvão mineral. O navio tem que trazer algo e levar algo”, acrescentou. De acordo com ele, os navios oriundos da China, por exemplo, trariam carvão mineral para a termoelétrica, garantindo produção de energia e mais um retorno financeiro para o investidor.

Especificações
82 hectares de área
12 quilômetros de distância entre a costa e o porto 
3 anos de construção
R$ 1,2 bi a R$ 1,5 bi seria o custo da construção

- Ramais ferroviários
O projeto que será apresentado ao Governo Federal também prevê a construção de dois ramais ferroviários interligando as zonas produtores do interior do estado à zona portuária, seja ela Porto do Mangue ou Natal. O investimento total seria de R$ 3 bilhões

O primeiro ramal é a Rota Norte/Sul, com 180 quilômetros em malha férrea, que interligaria Porto do Mangue à Jucurutu e Cruzeta, áreas produtoras de minério.  Já o segundo ramal, a Rota Leste/Oeste, interligaria Natal, Assú e Mossoró, áreas conhecidas pela produção de fruticultura, sal, embalados, cerâmicas e porcelana. Seriam 250 quilômetros em malha férrea.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Paulo Cordeiro, a vantagem dos ramais seria a facilitação do escoamento da produção. “O alvo das ferrovias de Porto do Mangue seria o escoamento do calcário, feldspato, minério de ferro, o que chamamos de minerais sólidos. Não podemos esquecer que logo ao lado temos Guamaré (Refinaria Clara Camarão), onde também podemos ter a produção de minério”, asseverou. Já a Rota Norte/Sul tem como vantagem a interligação com outros modais. “Aqui você tem ramal de porto para o aeroporto.”

Não há perspectiva de que o estado reutilize os mais de 500 quilômetros em malha ferroviária desativada, segundo a Sedec. “Só poderíamos utilizar o leito, pois as ferrovias se modernizaram”, justifica Cordeiro. Também não há perspectiva de interligação da malha com a ferrovia Transnordestina, que corta os estados vizinhos. 

As propostas para os modais férreos na zona urbana, porém, estão de fora dos projetos para concessão. De acordo com a Sedec, o projeto do Bus Rapid Transport (BRT) da Fiern foi deixado de fora, visto que a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) já investe na ampliação do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) no estado.

Especificações
Ramal Norte/Sul:
180 km ligando Porto do Mangue, Jucurutu e Cruzeta
Rota Leste/Oeste: 250 km ligando Natal, Mossoró e Assú
R$ 3 bilhões em investimentos

Conteúdo: Tribuna do Norte

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Governo Dilma tem reprovação de 65%, contra 10% de aprovação


A presidenta Dilma Rousseff encerrou os seis primeiros meses do segundo mandato com a maior rejeição desde que assumiu o governo, em 2011. Segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada neste sábado (20), 65% dos brasileiros avaliam o governo como ruim ou péssimo, três pontos percentuais a mais que o levantamento anterior, divulgado em março.Roberto Stuckert Filho
Pesquisa aponta que cerca de 10% dos brasileiros aprovam governo DilmaPesquisa aponta que cerca de 10% dos brasileiros aprovam governo Dilma
De acordo com o instituto, o índice de rejeição é o maior para um presidente da República desde setembro de 1992, a poucos dias do impeachment de Fernando Collor de Mello. Conforme a pesquisa, 10% dos entrevistados classificaram o governo como bom ou ótimo, queda de três pontos percentuais em relação a março; 24% consideram regular e 1% não soube responder.

A rejeição está em níveis similares em todos os níveis de renda. Na parcela da população que ganha até dois salários mínimos, a aprovação da presidenta está em 11%, contra 62% de rejeição. Entre os eleitores de alta renda, que recebem acima de dez salários mínimos, Dilma é aprovada por 12% e rejeitada por 66%. Segundo o Datafolha, resultados parecidos são observados conforme o sexo, a idade e a escolaridade.

Entre as regiões do país, a pesquisa apresentou alguma variação. A presidenta tem menor índice de aprovação no Sudeste, com 7%. A avaliação menos baixa está no Nordeste, onde 14% dos entrevistados consideraram o governo bom ou ótimo. O levantamento ouviu 2.840 pessoas em 184 municípios na última quarta-feira (17) e quinta-feira (18).

Agência Brasil/Tribuna do Norte

Saldo de investimentos cresce 11%


O Governo do Estado apresenta números que indica um aumento do saldo de investimentos no Rio Grande do Norte em 11,34%, durante o primeiro quadrimestre deste ano. De acordo com a Secretaria Estadual de Planejamento e Finanças (Seplan), o governo empenhou R$ 244 milhões em investimentos durante os primeiros quatro meses do ano, dos quais R$ 37,9 milhões foram pagos. O valor efetivamente liquidado no mesmo período do ano passado era de R$ 33 milhões. O crescimento coloca o RN entre os três estados que, contrariando a tendência nacional, incrementaram o investimento no ano, segundo levantamento divulgado pelo jornal Folha de São Paulo no dia 15 de junho. Embora comemorado, o aumento ainda está distante do ideal, segundo técnicos do próprio governo. Comparado ao Produto Interno Bruto (PIB) do estado, que em 2012 chegou a R$ 39 bilhões,  o investimento representa apenas 0,95% do potencial econômico estadual.ARQUIVO
Gustavo Nogueira lembra que haverá convênios e financiamentos
Gustavo Nogueira lembra que haverá convênios e financiamentos
O secretário estadual de Planejamento e Finanças, Gustavo Nogueira, afirmou que “nos últimos quatro anos, o Estado destinou a investimentos, em média, 4% da despesa empenhada.” Em 2014, segundo ele, o Governo empenhou R$ 360 mi em investimentos, dos quais R$ 33 milhões foram pagos. No primeiro quadrimestre de 2015, o Estado liquidou 16% da cifra empenhada. “Em meio a um cenário macroeconômico adverso, a margem para investimento tem sido pequena. Ainda assim, o Governo conseguiu ampliá-los”, ressaltou Nogueira.

Os recursos liquidados tiveram como destino, de acordo com a Seplan, em projetos como reforma e ampliação das unidades penais (necessárias após a onda de rebeliões que atingiram o sistema carcerário potiguar, em março); operacionalização da rede de saúde ambulatorial, hospitalar e do Sistema Único de Saúde (SUS); reforma e ampliação de instalações físicas de escolas estaduais; investimentos para construção de centros estaduais de Educação Profissional e Tecnológica; investimentos no Pro-Transporte; assistência técnica ao agronegócio da agricultura familiar.

De acordo com o secretário, “o Governo do Estado tem feito um grande esforço para atingir o equilíbrio fiscal das contas públicas, ampliar investimentos e reconquistar a credibilidade junto à sociedade e o (sic) mercado.” Entretanto, que forma o incremento foi concedido, a secretaria não informou.

Para os próximos quadrimestres, de acordo com a Seplan, a meta é liquidar os R$ 205,6 milhões restantes em investimento. Entretanto, ressaltou Nogueira, o Estado poderá aumentar o investimento a depender das operações de crédito e convênios. “Essa semana, depois de muita luta, o Governo conseguiu renovar o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), umas das certidões exigidas pela Secretaria do Tesouro Nacional que possibilita aos estados dar continuidade às operações de crédito”, pontuou. Entre os empréstimos que estavam 'travados', ele ressaltou o Proinvest e recursos oriundos da Caixa Econômica Federal.

Comparativo
De acordo com o levantamento da FSP, apenas os estados do Bahia (42%), RN (11%)  e Pará (8,2%) conseguiram incrementar o investimento. Entretanto, o aumento ainda está distante do ideal: segundo levantamento da Secretaria Estadual de Tributação (SET), o investimento liquidado representa menos de 1% se comparado à dinâmica econômica estadual.

“Em relação ao PIB, quem recebeu menos investimento foi Sergipe, mais ainda foi cinco vezes maior que o nosso; o Piauí recebeu 15 vezes a mais que o nosso investimento, e ele tem um PIB que é a metade do RN. Melhoramos, mas muito pouco. Em relação ao PIB, não estamos recebendo investimentos que traduzam o tamanho e a envergadura do Estado”, criticou André Horta Melo, secretário estadual de Tributação.  De acordo com o levantamento da FSP, Sergipe obteve investimento de R$ 55 milhões em 2015; Piauí chegou a R$ 80 milhões. No âmbito regional, o RN só ganhou do Maranhão, que investiu apenas R$ 18,2 milhões neste ano.

Segundo Horta Melo, o investimento é necessário porque alavanca a economia e a arrecadação estadual.  “Não fosse a condição social um pouco melhor, nós não teríamos como (manter a arrecadação estadual)”, acrescentou. “A arrecadação vem a reboque da economia”, disse. Neste ano, os impulsionadores do recolhimento tributário no RN foram energia, consumo de combustíveis, varejo e atacado.  O maior problema, porém, é que mesmo com o  aumento do arrecadação, o Estado não pode utilizar o recurso para investimento.  

“Estamos com um limite de 52% de gastos com pessoal. Quando entra mais dinheiro, o orçamento não deixa que se libere esse dinheiro que entrou a mais para investimento, ele vai para pagamento. Você não tem nem o que remanejar. Estamos acima do prudencial e isso não permite que se libere mais verba para investir”, lamentou Horta Melo. 

Tribuna do Norte

Agnelo Alves: Corpo é recebido por familiares e amigos no cemitério


O corpo do deputado estadual Agnelo Alves chegou ao Cemitério Morada da Paz, em Emaús, por volta das 15h40. O carro funerário foi acompanhado pelos parentes mais próximos do político, incluindo seu filho Carlos Eduardo, prefeito de Natal; o senador Garibaldi Alves Filho; e o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves.

Eles foram recebidos por amigos e populares, que aguardam a abertura do velório na Capela Central do Cemitério. Carlos Eduardo, com serenidade, ressaltou as qualidades do pai. "A trajetória dele foi de muitos desafios e ele prestou serviços relevantes ao Rio Grande do Norte", destacou.
Adriano Abreu
Carlos Eduardo, Henrique Alves e Garibaldi Alves acompanharam a chegada do corpo de Agnelo
Carlos Eduardo, Henrique Alves e Garibaldi Alves acompanharam a chegada do corpo de Agnelo
O ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, destacou as qualidades de articulador político do tio e sua participação em decisões importantes para a política local. "Vai-se com ele um imenso pedaço da historia política do Rio Grande do Norte", lamentou. 

O senador Garibaldi Alves lembrou o legado de Agnelo como político. "Em 2014 foi a última eleição e o povo o elegeu com justiça. Ele foi sempre um homem que abrilhantou a política e contribuiu deixando um legado para nós. Ele fez o melhor."

O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, chegou ao velório de Agnelo Alves acompanhado da senadora Fátima Bezerra por volta das 16h15. Os políticos destacaram o exemplo que foi Agnelo não somente na política, mas também no Jornalismo. "Ele foi um homem trabalhador, um exemplo de perseverança e um bom jornalista", destacou o governador.

A senadora Fátima Bezerra destacou a forte atuação de Agnelo no Rio Grande do Norte e no Brasil, enquanto senador da República" Ele pôs em pratica as convicções democráticas que tinha principalmente na luta contra a ditadura", destacou. 

Agnelo Alves morreu no início da tarde deste domingo (21) no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Ele estava no segundo mandato como deputado estadual e era ex-prefeito de Natal e Parnamirim, além de ter sido senador. Agnelo tinha 82 anos e estava sendo submetido a um tratamento para controle de um câncer no esôfago há três anos. No início do mês, ele foi internado na Casa de Saúde São Lucas com um quadro de infecção pulmonar.
Júnior Santos
Corpo foi recebido com aplausos no cemitério
Corpo foi recebido com aplausos no cemitério
O corpo do deputado chegou em Natal por volta das 14h45, em um voo comercial da TAM vindo de São Paulo. Do aeroporto, ele seguiu para o cemitério, onde amigos, familiares e admiradores já esperavam. Sob aplausos, o corpo foi conduzido até a capela do cemitério. O caixão está coberto com bandeiras do Rio Grande do Norte, Assembleia Legislativa do RN e do ABC.

Inúmeras coroas de flores ofertadas por amigos e instituições diversas homenageiam o deputado estadual. Alguns eleitores trouxeram consigo bandeiras das campanhas vitoriosas de Agnelo Alves. A maioria deles é de Parnamirim, cidade governada por Agnelo por dois mandatos.

Um esquema especial para organização do trânsito nas cercanias do Cemitério foi montado pela Secretaria de Mobilidade Urbana de Parnamirim.  Dentro do cemitério, cadeiras e tendas foram disponibilizados para aqueles que vieram prestar as últimas homenagens.

A missa de corpo presente está marcada para às 18h e será presidida pelo arcebispo metropolitano Dom Jaime Vieira Rocha e outros quatro celebrantes. A expectativa é que o sepultamento de Agnelo ocorra às 20h.

Conteúdo Tribuna do Norte

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Lava Jato: Presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez são presos pela Lava Jato


O presidente da Construtora Norberto Odebrecht, Marcelo Odebrecht, foi preso na manhã desta sexta-feira, 19, pela Polícia Federal, nas mais recente fase da operação Lava Jato. Também foi detido Otávio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez. A ação da PF em duas das maiores empreiteiras do Brasil também prendeu os executivos Márcio Farias, Alexandre Alencar e Rogério Araújo, da Odebrecht.

Todos os detidos estão sob suspeita desde setembro do ano passado, quando foram citados pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras como responsáveis pelo pagamento de US$ 23 milhões de propina da Odebrecht para uma conta aberta na Suíça.

Batizada da Operação Erga Omnes, a nova fase cumpre 59 mandados judiciais em quatro Estados - 38 mandados de busca e apreensão, nove mandados de condução coercitiva, oito mandados de prisão preventiva e quatro mandados de prisão temporária. Cerca de 220 policiais federais participam da operação. Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal.

Conteúdo: 
Estadão

Médium de Centro Espírita é encontrado morto em templo no Rio


Do G1 Rio
O médium principal do  Centro Espírita Lar de Frei Luiz, na Taquara, Zona Oeste do Rio, foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira (19). Segundo frequentadores da casa, o corpo de Gilberto Arruda, de 73 anos, foi encontrado amarrado numa cama. Ele morava no centro, que também é um educandário social.

De acordo com agentes do 18º BPM (Jacarepaguá), o corpo apresenta sinais de espancamento e um corte no braço.Segundo informações do comandante da unidade, tenente-coronel Rogério Figueiredo, o batalhão foi acionado no início da manhã. Ao chegar ao Educandário Social Lar de Frei Luiz, na Estrada do Boiúna, os policiais constataram o corpo e preservaram o local para a chegada da perícia. O caso foi encaminhado para a Divisão de Homicídios.

Ainda segundo frequentadores, Luiz realizava cirurgias espirituais em pacientes graves. Os fiéis acreditam que ele incorporava o espírito do médico alemão Frederich Von Stein. Entre os famosos que já realizaram cirurgias no centro está o ex-tenista Gustavo Kuerten. 

Casos de intolerância religiosa
O crime acontece numa semana de acusações de crimes de intolerância religiosa no Rio. O templo Casa do Mago, na Rua Humaitá, na Zona Sul do Rio, foi apedrejado na manhã desta quinta-feira (18). De acordo com o responsável pelo local, Ubirajara Pinheiro, três homens com bíblias nas mãos foram os responsáveis pelo ato.

Teriam sido atingidas uma estrela, a imagem de Nossa Senhora da Aparecida e budas, mas nenhuma das imagens foi danificada. A Casa do Mago tem câmeras de segurança, mas, segundo os magos, os equipamentos não registram as imagens. As janelas também não tem danos.

Os ataques teriam acontecido na noite de quarta e na manhã de quinta-feira. Segundo o mago Ubirajara Pinheiro, as pessoas que teriam arremessado pedras tinham bíblias na mão. Ele teria percebido o apedrejamento quando realizava uma consulta e ouviu os barulhos.

"Tenho certeza que eram evangélicos, volta e meia eles estão aqui. Esses ataques religiosos já aconteceram outras vezes. Às segundas-feiras oferecemos consultas gratuitas e estas pessoas ficam lá fora tentando converter quem está na fila esperando para ser atendido", explica o mago Ubirajara Pinheiro.

Criança apedrejada
No domingo (14), uma menina de 11 anos também foi vítima de intolerância religiosa.A criança foi atingida na cabeça por uma pedra, na Avenida Meriti, na Vila da Penha, Zona Norte do Rio, quando voltava de um culto de Candomblé.
Os responsáveis pelo ato foram dois homens, que estavam em um ponto de ônibus na região. Além de atirarem pedras contra o grupo de religiosos, os homens fizeram vários insultos e fugiram embarcando em um ônibus. O caso foi registrado como lesão corporal e no artigo 20, da Lei 7716 (praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional) na 38º DP (Irajá).

De acordo com a unidade policial, parentes prestaram depoimento. A menor de 11 anos foi ouvida e encaminhada a exame de corpo de delito. Os agentes realizam diligências para localizar imagens e testemunhas que possam auxiliar na identificação da autoria do crime.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Governistas admitem alterar fórmula de aposentadoria proposta por Dilma


Lucas Salomão Do G1, em Brasília
Após a presidente Dilma Rousseff vetar a mudança no cálculo do fator previdenciário e editar uma medida provisória com uma proposta alternativa, parlamentares da base governista, entre os quais o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), admitem que a proposta do Palácio do Planalto pode sofrer mudanças no Congresso Nacional.

A MP apresentada pela chefe do Executivo cria uma regra na qual a fórmula para calcular a aposentadoria varia progressivamente com a expectativa de vida da população.

Renan Calheiros firmou que o parlamento "precisa" mudar a regra da progressividade para que ela não acabe "comendo" a fórmula 85/95, defendida por praticamente todos os parlamentares, tanto da Câmara quanto do Senado.

A fórmula 85/95 significa que o trabalhador pode se aposentar, com 100% do benefício, quando a soma da idade e do tempo de contribuição for 85, no caso das mulheres, e 95, no caso dos homens. O tempo mínimo de contribuição para elas é de 30 anos e, para eles, de 35 anos.

Com a nova medida do governo, a partir de 2017, entra mais um valor nesse cálculo, que aumenta com o passar dos anos. Em 2017, por exemplo, mulheres precisarão de 86 pontos e homens, de 96 – ou seja, há a soma de um ponto. Em 2022, serão cinco pontos a mais (veja mais detalhes abaixo).

"O fundamental é que a medida provisória seja aprimorada no Congresso Nacional. Ela parte do 85/95, o que já é um avanço. O que precisamos é mudar a regra de progressividade para que ela não acabe comendo o 85/95", afirmou o peemedebista, que, apesar de integrar a base governista, tem criticado o governo petista nos últimos meses.

Apesar de elogiar a nova fórmula sugerida pelo governo, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), admitiu a possibilidade de o Congresso "promover adaptações" na MP enviada pelo Executivo. Mesmo admitindo a chance de mudança, Costa afirmou que o Palácio do Planalto fará um "trabalho" para convencer os parlamentares de que a proposta de Dilma "é o melhor modelo."

"Vai ser feito um trabalho pelo governo para convencer que esse é o melhor modelo. Mas, se tiver outro entendimento, o Congresso pode agir de maneira diferente", admitiu o líder petista.

O senador Paulo Paim (PT-RS), um dos principais defensores, no Legislativo, do fim do fator previdenciário, disse considerar um equívoco o veto da presidente Dilma Rousseff projeto. Para o parlamentar petista, que disse considerar um "avanço" a manutenção da fórmula 85/95, a proposta de progressividade é uma "regressividade indecente" que prejudicará a aposentadoria do brasileiro.

"Um erro social, um erro econômico, um erro político. [...] [Dilma] Errou novamente", disse Paim, contestando a constitucionalidade da proposta. "Indecente. Eu não tenho nenhuma dúvida. Essa fórmula de progressão é indecente."

Para o líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), a presidente "compreendeu a decisão do Congresso" e encontrou uma solução "bastante razoável.

"É importante, o governo compreendeu a decisão do Congresso mantendo o 85/95. E atrelando a essa proposta, que foi mantida, mostrando respeito que a presidente Dilma e o governo têm com o Congresso, uma progressão aderente ao aumento da expectativa de vida da população. É uma coisa absolutamente razoável", disse o petista.

Questionado sobre se a decisão de Dilma facilitaria com que o veto à medida fosse mantido, Delcídio afirmou que "há um espaço bom de negociação" e caberá ao Congresso discutir a regra da progressividade.

Entenda as novas regras
A fórmula definida pela MP desta quinta-feira é uma alternativa para o fator previdenciário, que continua valendo, caso o trabalhador queira se aposentar mais cedo, mas com um benefício menor. No caso da nova fórmula, quem atinge a pontuação mínima obtém a aposentadoria integral.

Agora, essa pontuação varia progressivamente, acompanhando o aumento na expectativa de vida da população – serão somados mais pontos conforme o ano da aposentadoria. Veja como fica a pontuação mínima para homens e mulheres, em cada ano, para receber 100% do benefício:

Em 1º de janeiro de 2017: 86 para mulheres e 96 para homens (acréscimo de 1 ponto na fórmula 95/85)
Em 1º de janeiro de 2019: 87 para mulheres e 97 para homens (acréscimo de 2 pontos na fórmula 95/85)
Em 1º de janeiro de 2020: 88 para mulheres e 98 para homens (acréscimo de 3 pontos na fórmula 95/85)
Em 1º de janeiro de 2021: 89 para mulheres e 99 para homens (acréscimo de 4 pontos na fórmula 95/85)
Em 1º de janeiro de 2022: 90 para mulheres e 100 para homens 
(acréscimo de 5 pontos na fórmula 95/85).

Milho está 13% mais caro em Natal, aponta Procon


O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal) realizou, na primeira quinzena de junho, pesquisa de preço da mão de milho em supermercados e feiras livres de Natal. Segundo a pesquisa, o reajuste médio no preço foi de 13% em comparação com o mesmo período de 2014.Alex Régis
Preço de 50 espigas é R$ 29,08, em média; Procon afirma que feiras têm melhores preços
Preço de 50 espigas é R$ 29,08, em média; Procon afirma que feiras têm melhores preços


Os dados do Procon apontam para custo médio de R$ 0,57 da espiga de milho nas feiras livres. Já a “mão” de milho (50 espigas) está sendo comercializada por R$ 29,08. Nos supermercados, o produto apresentou preço médio de R$ 1,00 a unidade.

Em 2014, o preço da espiga de milho, nas feiras livres, era vendido por R$ 0,51, enquanto que nos supermercados o produto poderia ser encontrado por R$ 0,67, o que representa a variação média anual do de 13% em relação ao ano passado.

O diretor-geral do Procon Natal, Kleber Fernandes, orienta que os consumidores pesquisem antes de comprar. “O melhor preço da espiga pode ser encontrado nos espaços de vendas livres no valor de R$ 0,43 e o maior valor está sendo comercializado nos supermercados da capital, quando tem o produto”, explicou.

Ao todo, foram pesquisados os preços do milho verde em 10 supermercados, oito feiras e quatro espaços de vendas livres. O material completo da pesquisa está disponível para download aqui.

Conteúdo: Tribuna do Norte

11º Enduro do Vale - Itajá/Assú


Tá chegando a hora, as cidades de Itajá e Assú vivem a expectativa das festas juninas e da disputa do 11º Enduro do Vale, válido pelo campeonato potiguar de enduro Fim e copa Nordestão de enduro Fim.

A disputa acontece no próximo domingo no parque de vaquejada da cidade de Itajá. Vários pilotos e equipes devem começar a chegar a partir da sexta (19).

A equipe Papai Racing, liderada por Barbosa e Maryo Kempes trabalham incansavelmente para deixar tudo como manda o figurino para a grande festa do motociclismo.

Magrão Cross (a VOZ do RN quando o assunto é Off Road), tá confirmado para transmitir a emoção das disputas para o público que deverá lotar alguns trechos para acompanhar de perto a performance de cada equipe e piloto.

É normal o RONCO dos MOTORES atrair a atenção dos apaixonados por esportes radicais recheados de muita adrenalina, e nas cidades do Vale do Açu têm muitos desses aficionados.

Um ZUN ZUN ZUN que tá rolando forte é sobre um possível duelo entre alguns pilotos de Motocross contra pilotos do Enduro, quem será que leva a melhor, MX ou Enduro?


Equipe Papai Racing.

São João do Assú apresenta Aviões do Forró: Vai faltar chão na noite de hoje



Comemorado desde o último dia 30, de maio, o São João do Assú tem superado todas as expectativas nos eventos já realizados. Na noite desta quinta-feira, 18, a cidade viverá um dos momentos mais esperados com apresentação da Banda Aviões do Forró.

A expectativa da equipe da Prefeitura responsável pela organização da festa é que a Praça São João, apesar do seu amplo espaço, seja pequena para os fãs da banda que virão de todo o estado para assistir este grande show.

Este ano durante o mês de junho, Assú será a única cidade do Rio Grande do Norte onde Aviões do Forró se apresentará em praça pública.

A Prefeitura do Assú e a Policia Militar montaram um esquema especial para dar segurança ao público. A Secretaria Municipal de Saúde mantêm na praça um posto médico com enfermeiros e ambulância de plantão, contando ainda com o apoio de uma equipe de Bombeiros Civis.

Previsto para iniciar à uma hora da manhã, o show da banda de forró considerada pelo público e pela crítica como a melhor e maior do mundo terá duas horas de duração.

Serviço: PROGRAMAÇÃO DIA 18/06 – QUINTA-FEIRA
Dia dedicado aos Funcionários Públicos (Tema: Uma Igreja em missão)
06h – Celebração Eucarística
07h – Café com a Educação (11ª. DIRED) e forró com Agostinho e trio Forró Pesado
16h – Novena
19h30 – Novena
-Tenda do Forró - Praça São João
21h – Ginna Lopes e Gilmar do Acordeom          
-Palco Principal
22h – Almir dos Teclados
23h – Rodolfo Lopes
01h – Aviões do Forró

SEACOM - PMA

Fotos: show de Aviões em Assú no São João de 2014

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Mercado financeiro prevê inflação de 8,79% este ano


A projeção de analistas do mercado financeiro para a inflação subiu pela nona semana seguida. Desta vez, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 8,46% para 8,79%, este ano. Para 2016, a estimativa segue em 5,50%. As estimativas são do boletim Focus, publicação semanal feita pelo Banco Central (BC) com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores da economia.

O IPCA – produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – é o indicador oficial do governo para aferição das metas inflacionárias. O índice mede a variação do custo de vida das famílias com chefes assalariados e com rendimento mensal compreendido entre um e 40 salários mínimos mensais.

A expectativa de mais inflação veio depois da divulgação do IPCA pelo IBGE, na última semana. O índice em maio ficou acima da expectativa do mercado financeiro, que previa 0,55%. No mês passado, o IPCA ficou em 0,74%. A inflação acumulada em 12 meses chegou a 8,47%, a maior desde dezembro de 2003, quando registrou 9,3%

A inflação este ano deve estourar o teto da meta que é 6,5%. O próprio BC reconhece que não deve entregar a inflação na meta este ano, ao projetar o IPCA em 7,9%.

Para tentar frear a alta dos preços, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC tem elevado a taxa básica de juros, a Selic. No último dia 3, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevou a Selic pela sexta vez seguida para 13,75% ao ano. Com o reajuste, a Selic retornou ao nível de janeiro de 2009. Para as instituições financeiras, a Selic vai chegar ao final de 2015 em 14% ao ano.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.

Embora ajude no controle dos preços, o aumento da taxa Selic prejudica a economia, que atravessa um ano de recessão, com queda na produção e no consumo.

A expectativa das instituições financeiras para a retração da economia, este ano, passou de 1,30% para 1,35%. Essa é a quarta piora seguida na estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Para o próximo ano, a projeção de crescimento passou de 1% para 0,9%. Na avaliação do mercado financeiro, a produção industrial deve ter uma queda de 3,20%, este ano e crescimento de 1,6%, em 2016.

A pesquisa do BC também traz a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que foi alterada de 7,05% para 7,08%, este ano. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 6,88% para 6,94%, em 2015. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) subiu de 8,35% para 8,39%, este ano.

A projeção para a cotação do dólar segue em R$ 3,20, ao final de 2015, e em R$ 3,30, no fim de 2016.

Com informações da Agência Brasil/Tribuna do Norte

Rafael Motta: "hub será uma escolha técnica. Por isso, Estado precisa reunir condições"


Integrante da Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados, o deputado federal Rafael Motta (PROS) ressaltou na noite desta terça-feira (12) que o grupo LATAM fará uma escolha técnica para definir qual cidade receber seu primeiro centro de conexões de voos (hub) no Nordeste e, por isso, o Rio Grande do Norte precisa reunir condições técnicas, concluindo obras e atraindo investimentos, para confirmar sua vantagem geográfica sobre as concorrentes - Fortaleza e Recife.

"O Estado tem uma posição privilegiada, mas tem que criar as condições técnicas necessárias para atrair o hub", afirmou Rafael Motta, em entrevista ao Jornal das Seis, da 96 FM, acrescentando que é preciso a conclusão dos acessos e a estruturação da área ao redor do aeroporto Aluizio Alves, para que o turista e os profissionais que desembarcam em São Gonçalo do Amarante, tenham opção de se hospedar em um local mais próximo. 

JANDUIS
Além de comentar a situação do turismo no Estado, o deputado federal Rafael Motta também participou na noite desta sexta-feira (12) da festa de emancipação política da cidade de Janduís. Ao lado da prefeita Lígia Felix, o parlamentar elogiou a organização do evento que comemorou os 53 anos de Janduís. 

Contato
Ciro Marques (84) 9952.9174 // (84) 9473.1447

Camila Pimentel (61) 8210.9697