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domingo, 24 de maio de 2015

País fecha 97,8 mil vagas em abril, pior resultado já registrado no mês


Brasília (AE) - Contrariando as expectativas do mercado e do próprio Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), foram fechadas 97,8 mil vagas de emprego no País em abril. O número do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apresentado na sexta-feira, 22, em Florianópolis, é o pior para o mês de abril de toda a série histórica, iniciada em 1992

Abril é tradicionalmente um mês com saldo positivo de empregos. A última vez em que haviam sido registrados cortes de vagas no período foi exatamente em 1992, com saldo negativo de 63 mil empregos. Em abril do ano passado, foram criados 105 mil postos de trabalho.
Emanuel Amaral
No RN, foram fechadas 1.345 vagas. Boa parte foi na construção
No RN, foram fechadas 1.345 vagas. Boa parte foi na construção
O resultado do mês passado ficou muito abaixo das expectativas do mercado, coletadas pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. O levantamento apontava para um número que iria de 5 mil negativo a positivo de 95 mil. O número também pegou de surpresa o Ministério do Trabalho. Após a divulgação, o ministro Manoel Dias afirmou que o resultado foi pior que o esperado.

Dias deu como explicação para o número ruim o fato de o Brasil viver um momento de ajuste, e culpou o embate político que vive o País por parte do resultado. "O discurso político afeta a economia e faz com que se tenha retração no consumo e no investimento", disse. Segundo ele, outro motivo é o efeito da operação Lava Jato, que suspendeu empreendimentos no País.

Para o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, o resultado veio em linha com o objetivo implícito do governo de reduzir o nível de salários no País. "É claro que o governo não vai admitir isso, mas, ao reduzir o mercado de trabalho, ele consegue mexer nos salários. Essa é a forma de se ajudar no processo de arrefecimento da inflação para levá-la ao centro da meta em 2016", disse. O resultado negativo de abril, na avaliação do sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, deve se repetir ao longo do ano.

Tribuna do Norte

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