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domingo, 10 de maio de 2015

Dia das Mães e cautela no consumo


Rio de Janeiro - A FGV/IBRE consultou, em abril, o consumidor brasileiro sobre as perspectivas de compras de presentes para o Dia das Mães. A enquete, realizada pela oitava vez, mostra que, seguindo a tendência desfavorável dos indicadores regulares da Sondagem do Consumidor ao longo dos últimos 12 meses, o ímpeto de compras de presentes relacionados ao Dia das Mães é o menor da série iniciada em 2007. 

A proporção de consumidores prevendo gastar mais com presentes em relação ao ano passado é de apenas 6% do total, enquanto a proporção dos que preveem gastar menos saltou de 27%, em 2014, para 39% neste ano. 

De acordo com os analistas do IBRE responsáveis  pela pesquisa, embora o consumidor tenda a ser naturalmente prudente ao refletir sobre gastos futuros com presentes, o resultado obtido este ano revela um consumidor com uma atitude extremamente cautelosa.

Renda
A diminuição do ímpeto de compras atinge todos os níveis de renda. Historicamente, o grau de cautela em relação aos gastos está diretamente relacionado ao nível de renda familiar. Ou seja, famílias com menores níveis de renda tendem a projetar evoluções menos favoráveis de gastos em relação ao ano anterior. Isso continuou ocorrendo em 2015, mas o diferencial entre as faixas diminuiu, sugerindo que, entre 2014 e 2015, as famílias de renda mais elevada registraram uma diminuição do ímpeto de compras mais acentuada que as famílias de renda mais baixa.

 O valor médio do(s) presente(s) para o Dia das Mães em 2015 foi de R$ 61, representando uma queda real (mais sobre nas notas de pé de página no anexo) de 15,5% em relação ao valor médio de 2014 e de 20,5% em relação à média dos três anos anteriores. O valor médio é crescente com o nível de renda domiciliar, como mostra o gráfico abaixo.  

Os Itens de vestuário (blusas, camisas, vestidos) continuam a liderar a preferência para a ocasião, mas houve queda relativa da proporção de consumidores selecionando esta modalidade em relação ao ano passado, de 51,3% para 50,4% do total. 

Entre os itens mais citados, houve aumento da frequência de menções às Flores e às Joias ou bijuterias como presente para o Dia das Mães. 

A soma da frequência destes dois tipos de presente, no entanto, ainda é de apenas 9,0% do total, mais de cinco vezes inferior à proporção de consumidores citando os Itens de vestuário.

Números
39% Foi para quanto saltou a proporção de consumidores  que preveem gastar menos. Em 2014, o índice estava em 27%. 

R$ 61 É o valor médio estimado dos presentes para o Dia  das Mães este ano, de acordo com a pesquisa.

15,5% Foi quanto caiu o valor médio dos presentes em relação ao registrado no ano passado.

20,5% Foi a queda no valor médio   dos presentes em 2015, se comparado à média dos três anos anteriores.

Tribuna do Norte

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