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domingo, 14 de dezembro de 2014

Produtor vê em queijeiras mercado mais rentável


Com uma produção mensal de aproximadamente 18 mil litros de leite, o pecuarista Manoel Montenegro, presidente do Núcleo das Raças Produtoras de Leite, criado pelo Sebrae em 2012, investiu em melhoramento genético e ração de alta qualidade para que as vacas leiteiras tenham tratamento ideal e não haja redução da produção. Fornecedor a uma usina de beneficiamento que mantem contrato com o Governo do Estado, o produtor reclama do baixo custo do litro do leite pago através do Programa Estadual.alex regis
Manoel Montenegro, presidente do Núcleo das Raças Produtoras de Leite: Melhoramento genético e manejo favorecem produção
Manoel Montenegro, presidente do Núcleo das Raças Produtoras de Leite: Melhoramento genético e manejo favorecem produção
“Se eu vendesse somente para a usina, não conseguiria manter a qualidade da minha produção. A pecuária leiteira está muito difícil. As usinas estão baixando os preços e isso é muito ruim.”, frisou Manoel Montenegro. Por litro comercializado com a usina, o produtor recebe R$ 1,15. Às queijeiras, o litro de leite é vendido por, no mínimo, R$ 1,50. “Vendo leite para queijeiras que produzem queijos finos, a produtores de iogurtes natural e também aqui na própria fazenda. É mais rentável”, pontuou.

Na Fazenda Boa Esperança, na Região Metropolitana de Natal, 22 vacas são ordenhadas duas vezes ao dia. Muitas delas produzem até 30 litros de  leite diariamente. Em todo o estado, segundo o Núcleo de Raças Produtoras de Leite, mais de três mil fazendas produzem leite. “Encomendamos uma ampla pesquisa sobre o consumo de leite e derivados no RN para sabermos como agir”, disse Montenegro. Sobre o futuro da pecuária leiteira, ele afirmou esperar mais empenho do futuro governo e um orçamento mais amplo para o desenvolvimento de ações de incentivo à produção pela Secretaria de Estado da Agricultura.

Tribuna do Norte

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