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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Ministério Público denuncia 97 integrantes de organizações criminosas


O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) protocolou, nesta terça-feira (9), 16 denúncias contra 97 integrantes de facções criminosas que atuam dentro e fora de presídios do estado. As denúncias fazem parte da Operação Alcatraz, deflagrada no dia 2 de dezembro no RN e em mais três estados.

De acordo com o Ministério Público, as facções formam monopólios políticos e comerciais dentro do sistema carcerário. Os integrantes das organizações têm prioridade no comércio informal ou ilegal e ainda comandam os outros presos, ditando normas, condutas e definindo punições dentro dos presídios. Ainda segundo a denúncia, ainda há uma relação entre o tráfico de drogas e os roubos comandados de dentro das unidades prisionais, onde uma atividade é financiada à outra. “Intensificando-se assaltos, por exemplo, quando há grandes apreensões e, portanto, prejuízos à fonte de receita corrente”, diz o MP.

As investigações descobriram ainda que o controle das organizações são dividas em “sintonias”. Entre as responsabilidades delas estavam a difusão da ideologia das facções, o controle dos membros presos e em liberdade, contato com os advogados, gerenciamento do tráfico de drogas, realização de rifas para fortalecer o caixa da organização e o registro de novos membros. As provas coletadas no decorrer da investigação identificam os detentos que cumprem essas funções e revelam toda a estrutura das organizações criminosas investigadas, sendo estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas

Segundo o Ministério Público, existem indícios de organizações criminosas no estado há mais de dez anos. Em 2003, diversas fontes relataram a existência de uma organização com atuação na Penitenciária João Chaves, identificada como o Primeiro Comando de Natal (PCN).

Operação Alcatraz

Deflagrada no dia 2 de dezembro, a Operação Alcatraz trabalha na desarticulação de organizações criminosas que atuam dentro de presídios do Rio Grande do Norte, Paraná, São Paulo e Paraíba. Ao todo, foram expedidos 223 mandados de prisão e 97 mandados de busca e apreensão. A operação se baseou em investigações de comissões do Ministério Público que duraram dez meses.

Por causa das investigações, estão sendo realizadas semanalmente revistas em presídios no estado. Até o momento, foram encontrados dois túneis na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta.

Tribuna do Norte

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