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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Denunciado na Operação Pecado Capital é preso por ameaçar testemunha


O auditor-chefe do Inmetro, José Autran Teles Macieira, foi preso nessa quarta-feira (3) durante uma audiência por ter ameaçado uma testemunha da Operação Pecado Capital. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF-RN), Autran fez a ameaça durante o intervalo da audiência.

A prisão aconteceu na 2ª Vara da Justiça Federal e, segundo o documento que narra a oitiva das testemunhas, Daniel Vale Bezerra foi abordado pelo auditor no corredor e, em seguida, se dirigiu ao procurador da República Fernando Rocha. 

“Com expressão de angústia, relatou que o réu José Autran Teles Macieira o teria há pouco abordado no corredor desta vara com a seguinte frase, em tom ameaçador: você sabe o que o que isso vai lhe levar", relata trecho do documento.


Após o intervalo, José Autran confirmou a abordagem e pediu desculpas, que não foram aceitas pelo juiz federal Mário Jambo. “É também de se esperar e é de conhecimento comum mediano que nenhum réu sem autorização dirija.

qualquer palavra à testemunha. O fato ainda mais grave, que tal contato foi buscado justamento no intervalo da audiência. Em que pese a retratação do acusado José Autran, entre o pretenso arrependimento do réu e o temor da testemunha, a precaução deste juízo deve ser com a testemunha”, destacou o juiz.

Para o procurador da República Rodrigo Telles, autor das denúncias da Pecado Capital, uma prisão dessas tem um efeito pedagógico e preventivo muito importante. “É uma importante medida que serve para inibir a repetição desse tipo de fato numa operação que, desde o início, foi marcada por afastamento de delegado, coação de testemunhas, falso testemunho, extravio de documentos, tudo para prejudicar a apuração da verdade”, explica.

José Autran Teles, auditor-chefe do Inmetro, foi denunciado duas vezes pelo MPF em 2014. A audiência realizada ontem diz respeito a primeira das ações penais ajuizadas, que trata de recebimento de propina paga pelo ex-diretor do Instituto de Pesos e Medidas do Rio Grande do Norte (Ipem/RN) Augusto Caldas Targino, conhecido como Mano Targino, a frente do órgão nos anos de 2003 a 2007.

A segunda denúncia refere-se à propinas pagas por Rychardson de Macedo (que também é réu da Pecado Capital), diretor do Ipem entre 2007 e 2010, para viabilizar o recebimento de maior quantidade de recursos federais, por meio de convênio, e evitar consequências desfavoráveis decorrentes das auditorias. Além das denúncias, o MPF apresentou duas ações de improbidade, relativa às mesmas irregularidades.

Tribuna do Norte

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