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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

PT anuncia que lançará candidato à presidência da Câmara


Fernanda Calgaro Do G1, em Brasília

Após quase quatro horas de reunião da bancada do partido, o PT anunciou nesta quinta-feira (6) que lançará candidato próprio à presidência da Câmara. O nome ainda será escolhido.

Segundo o líder do PT na Câmara, deputado Vicentinho (SP), será criada uma comissão incumbida de procurar os demais partidos para negociar apoio à candidatura petista. “Teremos um nome para submeter à avaliação do parlamento”, disse.

Questionado sobre os possíveis candidatos, desconversou: “Felizmente, nós temos vários nomes. Mas, com certeza, vamos discutir da maneira mais unida possível e logo, logo, saberão quem é o nome”.

Além de Vicentinho, integrarão a comissão lideranças petistas, como os deputados Arlindo Chinaglia (SP) e Marco Maia (RS) – ambos ex-presidentes da Câmara e eles próprios potenciais candidatos –, além de Geraldo Magela (DF) e José Guimarães (CE).

A decisão da bancada do partido é uma reação à pré-candidatura do líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), que defende o rompimento de acordo entre os dois partidos de se alternarem no comando da Câmara – na próxima legislatura, o PT terá a maior bancada (70 deputados) e o PMDB, a segunda (66).

“Somos o partido do governo. Jamais vamos concordar com um candidato que signifique uma candidatura de oposição”, disse Vicentinho, sem fazer críticas diretas a Eduardo Cunha. Nesta quinta, Cunha disse ter recebido um pedido de Michel Temer, vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, para não se apresentar como um candidato de oposição.

De acordo com o líder do PT, todos os partidos serão procurados. “Vamos ter diálogo com os partidos da base e com os outros, mas vamos começar com os partidos que são da base”, declarou.

Cunha articula o apoio de PTB, PR, PSC e SD, que, com o PMDB, compõem o chamado “blocão”, grupo de partidos descontentes com o governo federal e que pretendem atuar de forma independente.

Para Vicentinho, não há espaço para um acordo com Cunha. “Nós jamais vamos concordar com qualquer candidatura que signifique uma postura de oposição. Como é que nós vamos ter uma candidatura que tem uma atitude contrária às suas orientações partidárias, atitudes individuais? Nós aqui somos coletivos”, disse.

O líder petista defendeu ainda que o comando da Câmara tenha "independência, sem ser situação, sem ser oposição”. “Queremos que a Casa tenha uma direção para todos”, afirmou.


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