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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

História das Fazendas Camelo e Limoeiro


Adquiridas nos idos do século XVIII, pelo Sr. Antônio Dantas Correia de Medeiros, as fazendas Camelo e Limoeiro, juntas, somavam cerca de 8.000 hectares, localizadas no município de Assú/RN, partindo da lagoa do Poassá, lado Norte; limitando-se ao Oeste com terras das fazendas Pingos e Tanques; ao Leste com terras das fazendas Mendubim, Canadá, Canta Galo, Barrocas, Santa Rosa e Tigre; e, ao sul com a fazenda Cruzeiro.

Tendo o então proprietário encontrado tais terras sem estruturas adequadas para os propósitos iniciais, o Sr. Antônio Dantas, casado com Da. Maria Leocádia de Araujo Medeiros, naturais do Seridó potiguar, resolveu promover obras que as tornassem produtivas, apropriadas às práticas da agricultura, da pecuária e da produção de pescado. Para tanto o patriarca da família Dantas de Medeiros, em Assú, não mediu esforços e iniciou a construção de quatro açudes: Camelo, Limoeiro, Volta e Samba (ou Santa) Quixaba, além de mais duas pequenas barragens que interligados e depois de concluídos trouxeram uma nova realidade no tocante ao desenvolvimento socioeconômico da localidade e do município do Assú/RN.

Nas fazendas, já estruturadas, produziam-se: A) agricultura – feijão macacar ou de corda, milho, algodão, arroz, melancia, jerimum ou abóbora, melão e cana de açúcar para fabricação de rapadura, açúcar e mel de engenho; B) pecuária – gado de corte para produção de carne fresca e de charque, já o gado leiteiro respondia pelo abastecimento de leite para o consumo humano e para produção de queijos de coalho e de manteiga, além de outros subprodutos como creme e manteiga de garrafa. Quanto à produção de pescado, junta as demais, colaborava para suprir as necessidades dos trabalhadores das fazendas, dos moradores da localidade e da cidade sede do município.

Além das culturas já mencionadas, também contribuía para o fortalecimento da economia das fazendas o extrativismo da amêndoa da Oiticica e da palha da Carnaúba.

Da união do casal nasceram oito filhos: Maria Apolônia, Maria Leocádia, Manoel Salustiano, José, Ana Tereza, Cândida Esmeraldina, Antônia e Laura, legítimos herdeiros da família Dantas de Medeiros, que, por ocasião da partilha, seis deles venderam suas quotas ao Sr. João Celso Filho, casado com uma das herdeiras, Da. Maria Leocádia de Madeiros Furtado da Silveira (Marizinha), que manteve a unidade das terras até a construção do açude público Mendubim, em 1970, ano em que partes das terras foram indenizadas e inundadas pala formação do lago. Já o restante, sobras, foram doadas aos herdeiros da filha do casal João Celso Filho e Marizinha, a também Maria Leocádia (Dantas da Filgueira), casada com Domício Soares da Filgueira, falecidos em 1962 e 1964, respectivamente.

Com a morte do jurista e então proprietário das fazendas Camelo e Limoeiro, João Celso Filho, as fazendas passaram ser administradas pelos genros Walter de Sá Leitão e Domício Soares, e também pelo filho Expedito Dantas da Silveira.

Da família João Celso e Marizinha descendem os filhos Eudoro, Emílio, Expedito, Celso, Dolores, Laurita e Maria Leocádia, alem de verdadeira legião de netos, bisnetos, trinetos, tetranetos e tal vez mais, dos quais muitos não tiveram o prazer ou até mesmo o interesse de conhecer suas raízes e muito provavelmente não sabem a importância sócio/cultural e econômica que teve essa família, Dantas de Medeiros, para o desenvolvimento do município, da região, do estado e do país.

Os últimos administradores das fazendas foram: fazenda Limoeiro, Expedito Dantas de Silveira, filho do casal. Já a fazenda Camelo coube ao casal Domicio Soares e Maria Leocádia, que, com o falecimento prematuro do casal, assumiram a tarefa Manoel Soares Neto e Domicio Soares da Filgueira Filho, netos do casal João Celso e da então viúva Da. Marizinha.

Atualmente quase nada mais resta para comprovar a história pujante das fazendas Limoeiro e Camelo, apenas ruinas estruturantes e lembranças de pessoas descendentes dos que lá moraram, trabalharam, participaram e fizeram parte dessa história de pioneirismo da família Dantas de Medeiros.

Mais a história dessa distinta família não finada por ai, ela se confunde com a evolução do município de Assú e do Vale do Açu. Constam dos anais do Assú e Vale, ter sido a primeira casa comercial, Casas Dantas, pertencente ao casal Antônio Dantas Correia de Medeiros e Maria Leocádia de Araújo Medeiros, estabelecimento esse responsável pelo suprimento às família abastadas, no tocante a alimentos, vestuário, louças e mobiliário em geral, importados da Europa, além de outros fatos relevantes e marcantes na história da Região.

Para consecução do presente histórico contamos com importante participação de familiares, ancestrais, do casal Antônio Dantas Correia de Medeiros e Maria Leocádia de Araujo Medeiros.

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