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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Israelenses e palestinos acertam cessar-fogo em Gaza


Do G1, em São Paulo
Palestinos celebram na cidade de Gaza o cessar-fogo acertado com Israel nesta terça-feira (26)  (Foto: Suhaib Salem/Reuters)Palestinos celebram na cidade de Gaza o cessar-fogo acertado com Israel nesta terça-feira (26) (Foto: Suhaib Salem/Reuters)

Um porta-voz do movimento islâmico Hamas disse nesta terça-feira (26) que as delegações israelenses e palestinas alcançaram um acordo para um cessar-fogo por tempo ilimitado na Faixa de Gaza, com mediação do Egito, que confirmou a informação.

O acordo foi confirmado pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, que informou que ele começou a valer às 19h locais (13h de Brasília), e pelo Ministério de Relações Exteriores de Israel.

Um oficial israelense que não quis se identificar disse que Israel também aceitou a proposta. “Israel aceitou a proposta egípcia para um cessar-fogo completo e duradouro. Israel sempre apoio um cessar-fogo incondicional, sem prazo”, disse a autoridade à Reuters.

Segundo o jornal israelense Haaretz, a proposta foi encaminhada ao Conselho de Ministros para que seja ratificada.

O Ministério das Relações Exteriores egípcio informou que o acordo prevê a abertura imediata dos pontos de passagem entre Israel e Gaza para a "rápida entrada de ajuda humanitária, equipes médicas e de meios para sua reconstrução".

Por meio de comunicado, o Ministério de Relações Exteriores de Israel disse que o país concordou em abrir as fronteiras com a Faixa Gaza para liberar a entrada de ajuda humanitária e materiais de construção no enclave palestino.

A trégua também amplia o direito dos palestinos de pescarem no litoral de Gaza a uma distância de até seis milhas marítimas da costa.

Ainda de acordo com os governos do Egito e de Israel, as negociações indiretas entre as duas partes serão retomadas dentro de um mês.

Essas negociações incluiriam questões mais profundas, como o pedido do Hamas pela reabertura do aeroporto e do porto de Gaza, segundo um oficial do Hamas que não quis ser identificado.

Segundo a France Presse, Musa Abu Marzuq, número 2 do Hamas no exílio que participava das negociações no Cairo, afirmou que o acordo, que "encarna a resistência de nosso povo", constitui uma "vitória para a resistência".

O cessar-fogo é o resultado, segundo a autoridade palestina, de "contatos feitos pelo chefe da delegação palestina Azzam al-Ahmad, com os líderes do Hamas, da Jihad Islâmica e outros movimentos palestinianos em Ramallah, Gaza e Catar, além de Egito e as partes regionais e internacionais".

Em Gaza, durante a comemoração pelo fim do conflito, tiros de alegria foram disparados para o ar, enquanto que as mesquitas agradeciam a Deus através de alto-falantes.

Morte em Israel
Antes da divulgação do acordo, um israelense foi morto nesta terça-feira (26) pelo disparo de um morteiro proveniente da Faixa de Gaza na direção da região de Eshkol, fronteira do território palestino, segundo fontes de segurança.

Duas outras pessoas ficaram gravemente feridos nesse disparo, segundo a fonte.

O conflito entre Israel e os grupos armados palestinos na Faixa de Gaza, que iniciou em 8 de julho, fez mais de 2.130 mortos do lado palestino e 69 entre os israelenses.

Segundo o Ministério de Relações Exteriores de Israel, 4.450 foguetes foram disparados contra o país a partir de Gaza durante o período de hostilidades.

EUA apoiam
O governo dos Estados Unidos apoiam "totalmente" o acordo de cessar-fogo permanente em Gaza anunciado por Israel e os palestinos, declarou nesta terça a porta-voz do departamento de Estado, Jennifer Psaki.

"Apoiamos totalmente o anúncio de cessar-fogo", afirmou Psaki, que anunciou que o secretário de Estado John Kerry publicará em breve um comunicado a respeito.
Detaque feito pelo G1 em sequência de fotos mostra míssil israelense logo antes de atingir a casa do líder da Jihad Islâmica Nafez Azzam em Rafah, no sul da Faixa de Gaza (Foto: Ibraheem Abu Mustafa/Reuters)
Detaque feito pelo G1 em sequência de fotos mostra míssil israelense logo antes de atingir a casa do líder da Jihad Islâmica Nafez Azzam em Rafah, no sul da Faixa de Gaza (Foto: Ibraheem Abu Mustafa/Reuters) 


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