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domingo, 20 de julho de 2014

Economia: Preços entre gôndolas variam até 87%


De um bairro a outro de Natal, os preços de um produto de mesma marca e quantidade podem ter valores bem diferentes nas prateleiras dos supermercados. A tradicional combinação do feijão com arroz, por exemplo, pode variar de R$ 6,23 a R$ 7,68. E ainda em uma mesma região, as diferenças podem se sentidas. Item que está em boa parte dos pratos servidos na mesa do potiguar, o tomate apresenta variação que pode chegar a quase 60% em diferentes lojas da zona sul: o produto pode ser encontrado por R$ 2,99 o quilo em uma unidade, e em outra, por R$ 4,69.

A diferença de preços sentida pelos consumidores também foi constatada pela TRIBUNA DO NORTE após percorrer nove lojas de supermercados de Natal, de cinco redes diferentes, na última terça-feira (15). Entre as 15h e as 21h, a reportagem observou os preços de produtos básicos do consumo das famílias, comparando marcas iguais em cada local, e chegou a encontrar uma variação de até 87%. 

O sabonete Lux foi o produto que registrou a variação mais alta. Enquanto no Extra do Midway Mall ele podia ser adquirido por R$ 0,85, no Nordestão da Zona Sul, o valor do item na prateleira indicava R$ 1,59.                                                                                    
Alex Régis
A TRIBUNA colheu os preços de uma “cesta” de produtos básicos 
A TRIBUNA colheu os preços de uma “cesta” de produtos básicos

A banana prata foi o segundo item da lista com maior variação: o quilo do produto foi encontrado por R$ 2,58 nas unidades do Hiper Bompreço Cidade Jardim e Prudente de Morais. Por outro lado, nas lojas do Extra do Midway e da Zona Sul, o quilo da fruta podia ser comprado por R$ 4,28. A diferença representa uma variação de 65,89%.

Para a funcionária pública Fernanda Borba, de 55 anos, a diferença de preço em frutas e verduras é a que chama mais atenção. “São os itens que eu vejo maior variação sempre. Mesmo  indo ao supermercado, que acho mais completo, às vezes prefiro comprar frutas no mercadinho perto de casa. Além de ter frutas mais baratas, elas parecem ter mais qualidade”, diz.

A contadora Lurdes Pessoa, de 52, concorda que frutas sejam mais caras nos supermercados do que em mercadinhos. “Mas nos produtos de limpeza, noto que as redes maiores tem melhores preços”, avalia.

Frango

O quilo do filé de frango é outro item que apresenta variação elevada, de até 60%: enquanto nas lojas do Nordestão da zonas sul e norte o produto da marca Sadia custava R$ 10,99, na Rede Mais de Nova Descoberta, o valor encontrado era de R$ 15,99.

Depois do tomate, que está em quarto na lista trabalhada pela reportagem, vem o feijão. No caso da marca Meu Biju, o quilo do produto era vendido por R$ 3,58 nas duas unidades do Extra que foram observadas. Já na Rede Mais de Nova Descoberta, o mesmo produto estava custando R$ 5,50. A variação registrada foi de 53,63%.

Leite em pó
A auxiliar administrativa Elione Soares, de 26 anos, conta que nota diferença nos preços do leite em pó. Nas duas marcas observadas pela reportagem, o resultado verificado mostra que ela está correta. No caso do Ninho, a variação foi mais amena, de 18%. Já no comparativo dos preços da marca Molico, a variação chega à casa dos 46%.

A carne também é um item que, na opinião de consumidores, pode ser encontrada em valores diversos. Por isso, a assistente social Alana Feitosa, de 35 anos, opta por comprar as carnes em um supermercado específico, separadas de outros itens. “A diferença de preço é notória e a qualidade também muda”, avalia.

A reportagem constatou a diferença de preço entre carnes. O bife de patinho, por exemplo, chegou a registrar variação de 12%. Já no caso da carne de sol, a variação chegou a 17%.

Os preços encontrados pela reportagem são da última terça-feira e podem ter sofrido variações ao longo da semana.

Fonte: Tribuna do Norte

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