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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Campos iguala ‘escândalos’


São Paulo (AE) - O candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, comparou nesta terça-feira, 15, o mensalão do governo do petista Luiz Inácio Lula da Silva ao escândalo da compra de votos durante a gestão do tucano Fernando Henrique Cardoso. Questionado sobre o fato de ele ser ministro do ex-presidente Lula quando o escândalo foi revelado, em 2005, Campos disse que sempre defendeu a apuração do caso, mas aproveitou o momento para criticar o PSDB. “Acho (os dois casos) um horror. Tanto o escândalo para a compra de votos para a reeleição de Fernando Henrique como o mensalão”, afirmou, durante sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo e outros veículos de comunicação.                                                                                         agnus Nascimento
Eduardo Campos aposta no desgaste da polarização entre o Partido dos Trabalhadores e o PSDB
Eduardo Campos aposta no desgaste da polarização entre o Partido dos Trabalhadores e o PSDB

Desde a convenção que confirmou o seu nome como candidato ao Palácio do Planalto, no fim de junho, Campos tem direcionado as suas críticas tanto ao PT quanto ao PSDB, numa tentativa de colocar os dois partidos num mesmo patamar.

Na semana passada, durante uma visita a São Luís, capital do Maranhão, Campos tentou associar a imagem de Dilma Rousseff (PT) e de Aécio Neves (PSDB), seus principais adversários na disputa, à do senador José Sarney (PMDB-MA), figura que costuma classificar como “velha raposa”. 

No dia seguinte, em Natal, o candidato voltou a repetir a crítica no estilo “dobradinha”, ao dizer que “Brasil não precisa mais nem de suga-suga nem dessa troca de pedaços do Estado por tempo de televisão”. A frase era uma referência à troca no comando do Ministério dos Transportes para manter o PR em sua coligação, e também a uma declaração de Aécio, que disse recentemente que os partidos podiam “sugar mais um pouquinho” do governo federal antes de decidir apoiá-lo.

Em terceiro lugar nas pesquisas, Campos aposta no desgaste da polarização entre PT e PSDB, que governaram o País nos últimos 20 anos, para chegar ao poder. Ontem, ele defendeu que será escolhido pelos eleitores que estão cansados da “falta de opção” e afirmou ter ideias mais “progressistas” que as de Aécio. “O que o Brasil não aguenta é o PT dizer que o PSDB não fez nada, e o PSDB dizer que o PT é cheio de corruptos e também não fez nada”, afirmou. Segundo o último levantamento do instituto Datafolha, divulgado no início do mês, Campos está com 9% das intenções de voto.

Fonte: Tribuna do Norte


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