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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Credito Externo:Governo Brasileiro zera IOF sobre empréstimos no exterior


Brasília (AE) - Para evitar o impacto do dólar alto na inflação, o governo federal decidiu retirar mais uma barreira para a entrada de capital estrangeiro no Brasil. Um decreto publicado ontem no Diário Oficial reduziu de 360 para 180 dias o prazo mínimo dos empréstimos externos tomados por empresas e bancos, que terão incidência de alíquota zero do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Para operações inferiores a seis meses, a alíquota segue em 6%. 
Antônio Cruz/ABrPara o ministro Guido Mantega, a redução do imposto trará maior estabilidade para o câmbio
Para o ministro Guido Mantega, a redução do imposto trará maior estabilidade para o câmbio


O imposto funciona como um “pedágio” para o ingresso de dólares no País. Com a retirada, a equipe econômica facilita a entrada de capital de curto prazo, considerado mais especulativo.

A expectativa do governo é que a mudança estimule a captação externa feita por instituições financeiras, trazendo mais dólares e ajudando a evitar uma aceleração da cotação da moeda norte-americana, o que poderia impor uma pressão adicional aos índices de inflação. 

Inflação
O governo trabalha para evitar que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ultrapasse o teto de 6,5% da meta de inflação.

Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a redução do IOF trará maior estabilidade para o câmbio. Ele rechaçou, porém, a ideia de que o governo esteja abrindo as portas para o capital especulativo para controlar a inflação. “Essa medida vai facilitar a liquidez de alguns segmentos da economia, mas não tem objetivo direto em relação à inflação”, afirmou. Para o ministro, o “câmbio em si tem de ter o seu equilíbrio” e a inflação, especialmente a de alimentos, está em queda.

Na avaliação do diretor de pesquisas para a América Latina da Goldman Sachs, Alberto Ramos, a medida visa evitar que a inflação fique ainda pior antes das eleições.

Fonte: Tribuna do Norte 

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