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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Lixão do município de Itajá poderá contaminar manancial que abastece Ipanguaçu e irrigantes do Baixo Açu


Em abril de 2009, este noticioso publicou matéria alertando os moradores de Ipanguaçu sobre os riscos de contaminação no manancial que abastece boa parte dos habitantes ipanguaçuenses, em virtude dos detritos do lixo depositado pelo município de Itajá e parte de Ipanguaçu.
Quase cinco anos depois nada foi feito para amenizar ou solucionar os graves riscos a que a população que recebe água do Canal de Pataxó ou da dispensa do próprio açude Pataxó está exposta.
Localizado no relevo mais alto de Itajá, o deposito de lixo e de esgotamento sanitário, no período chuvoso, constitui-se em eminente e potencial contaminador das águas superficiais e do lençol freático responsável pela maior parte do abastecimento humano de Ipanguaçu e dos irrigantes que margeiam do Canal do Pataxó e até o Baixo Açu.

É importante salientar a dedicação de alguns prefeitos da região na busca por alternativa para o destino seguro do lixo produzido na região. Entretanto o Consórcio de Resíduos Sólidos, em constituição com esse objetivo, pouco avançou e uma das muitas razões para isso é vista nas reuniões, ocasião em que a maioria dos gestores não comparece.

Naquela ocasião, abril de 2009, em audiência realizada pelo Promotoria Pública (em 15/04) na comunidade de Pataxó, a promotora pública, Dra. Micaela Addah, foi alertada por moradores da localidade sobre o referido lixão, prometeu providência e até esta data as autoridades competentes não nada conseguiram fazer.

Diante da aproximação do período chuvoso deste ano, 2014, nossa reportagem foi procurada para mais um relato dos continuados problemas a respeito do caso, e, em chegando no local nos deparamos com as velhas realidades: as lagoas cheias, o lixo espalhado sobre o solo desprotegido, propiciando o chorume e o transbordo das lagoas escorrerem por entre as fendas do terreno pedregoso até a lago conhecido por Lagoa de Justino e ao Canal de Pataxó.
Não bastassem os riscos advindos do lixão, também foi possível flagrar um rebanho de porcos se alimentando de restos do lixão e de dejetos provenientes das lagoas usadas para depositar o esgotamento sanitário do município de Itajá e da comunidade de Pedrinhas, município de Ipanguaçu.  

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