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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Agrotóxico mata milhões de abelhas em São Paulo


São Paulo (AE) - Agrotóxicos usados para combater pragas em lavouras de soja, café e feijão e em herbicidas causaram a morte de pelo menos quatro milhões de abelhas em Gavião Peixoto, na região central do Estado de São Paulo. Os laudos dos exames feitos em laboratório a pedido do departamento de Agricultura e Meio Ambiente do município foram divulgados na terça-feira (18). As mortandades vêm ocorrendo desde 2012, mas se intensificaram em dezembro do ano passado. 
manuel AmaralEspecialistas buscam alternativas para manter as abelhas longe do veneno usado nas plantaçõesEspecialistas buscam alternativas para manter as abelhas longe do veneno usado nas plantações

O município é grande produtor de mel e chega a colher dez toneladas por ano. Os laudos apontaram a presença de glifosato, componente dos principais herbicidas comerciais, no organismo das abelhas. Os produtos com esse princípio ativo são usados para controle de ervas daninhas e como dissecante no manejo das lavouras. Também foi encontrado o clorpirifós, um inseticida largamente usado para o controle de pragas em lavouras de grãos, cana-de-açúcar, laranja e café. 

De acordo com pesquisadores, a ação conjunta dos dois agroquímicos pode ter potencializado a toxicidade para as abelhas.

Alguns produtores perderam mais de uma centena de colmeias. O uso dos produtos químicos nas lavouras é liberado pelo Ministério da Agricultura, mas com controle na aplicação. 

O departamento municipal de Agricultura e Meio Ambiente, com o apoio do departamento de Biologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro, busca alternativas para manter as abelhas longe do veneno usado nas plantações. Uma delas é desenvolver a apicultura migratória, levando as abelhas para áreas de mata preservada. Também está sendo proposta a criação de um comitê para acompanhar o uso de defensivos nas lavouras.


Fonte: Tribuna do Norte 

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