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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Mais médicos: Ministério abre novas inscrições


São Paulo (AE) - Em mais uma tentativa de preencher os postos vagos em cidades que ainda não receberam médicos, o Ministério da Saúde abriu ontem a terceira rodada de inscrições para o programa Mais Médicos. Atualmente, apenas um terço das 4.025 cidades que pediram profissionais nas duas primeiras fases do programa foi atendido. Nesta nova etapa, apenas os próprios médicos podem se inscrever. Ao contrário das duas primeiras fases, os municípios não terão a possibilidade de pedir profissionais. 

O cadastro foi aberto, simultaneamente, para profissionais brasileiros e estrangeiros. Os formados em universidades nacionais terão até o dia 9 para manifestar interesse. Já os estrangeiros ou brasileiros formados no exterior poderão anexar os documentos necessários, já validados pelos consulados, até dia 13.
Emanuel AmaralPrograma do Governo para ampliar as ações básicas de saúde nas áreas mais carentes do Brasil já contratou mais de 3,6 mil médicosPrograma do Governo para ampliar as ações básicas de saúde nas áreas mais carentes do Brasil já contratou mais de 3,6 mil médicos

A relação de brasileiros selecionados será divulgada no dia 23 e a previsão é de que eles comecem a trabalhar em 6 de janeiro. Já a lista com os intercambistas escolhidos sai em 31 de dezembro. Como eles precisam passar pelo curso de formação de três semanas, o início do atendimento do grupo está previsto para 10 de fevereiro.

Atualmente, 3.663 médicos do programa atuam no País, dos quais 2.400 vieram de Cuba. Além deles, um grupo de 3 mil cubanos participa do curso de formação para começar a atender em dezembro. Considerando a baixa adesão de brasileiros nas duas primeiras fases do programa, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, já declarou que não descarta trazer mais médicos de Cuba para ocupar as vagas ociosas. Para atender todos os municípios que requereram médicos, o governo federal terá de chegar à marca de 13 mil profissionais.

Integrantes do primeiro grupo de cubanos enviado ao País, os 76 médicos escalados para trabalhar na capital paulista começaram a atender quarta-feira, dia 27, três semanas após o previsto. Os profissionais deveriam ter iniciado o trabalho no dia 4, mas o registro profissional provisório foi emitido pelo Ministério da Saúde somente na semana passada.

Entre as médicas estreantes em São Paulo, está Taomara Iser Rodriguez, de 51 anos, experiente em missões internacionais. Atuou em regiões pobres da Venezuela por sete anos, três deles vividos em comunidades indígenas da selva amazônica. 

“Quando me inscrevi no programa, pensei que o atendimento seria em locais muito isolados. Nunca imaginei que viria para uma grande capital”, afirma ela, que começou a atuar nesta quarta-feira na Unidade Básica de Saúde (UBS) Alpes do Jaraguá, na zona norte da capital. A pobreza vista nas favelas da região, porém, impressionou a médica. “O que mais me surpreendeu foi a condição precária das moradias. Não sei como eles conseguem subir naquelas escadas improvisadas”, afirma.

Com esse reforço, ao final de 2013, o Programa Mais Médicos contará com 6,6 mil médicos, permitindo que mais de 22 milhões de pessoas passem a ter acesso à assistência em saúde básica. A meta do Governo Federal é atender 13 mil vagas até março de 2014.

Lançado em 8 de julho pelo Governo Federal, o Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, com objetivo de acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde e ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país.

Médicos que participam do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab) ou que fazem residência médica em instituição de educação superior precisam se desligar desses programas caso decidam participar do Mais Médicos.

Os participantes do programa recebem bolsa no valor líquido de R$ 10 mil por mês, além de ajuda de custo para instalação nos municípios onde ficarão por três anos. Todos os participantes têm isenção de 27,5% por mês de imposto de renda, licença maternidade/paternidade, trinta dias de descanso remunerado. Os municípios são responsáveis pela alimentação e moradia dos selecionados.


Fonte: Tribuna do Norte

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