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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Juros sobem e empréstimos recuam


Brasília (AE) - Os juros para o consumidor subiram em outubro pelo quinto mês consecutivo e contribuíram para a queda nas concessões de empréstimos no mês passado. Segundo o Banco Central, a taxa média cobrada de clientes pessoa física subiu de 25,5% para 26,1% ao ano de setembro para outubro, maior nível desde maio do ano passado. Para as empresas, o aumento foi menor, de 14,7% para 14,8% ao ano. A média diária de concessões caiu 4,4% no mês, influenciada ainda pela greve dos bancos e pelo movimento sazonal do período.

A alta dos juros foi puxada pelo spread bancário, que é a parcela da taxa que inclui despesas administrativas, custo com inadimplência, tributos e o lucro dos bancos, entre outros fatores. Já o custo do dinheiro para as instituições financeiras, que é influenciado pelo aumento da taxa básica de juros e vinha subindo desde o início do ano, ficou estável no mês passado. Um dos fatores que compõe o spread, a taxa de inadimplência, caiu no mês passado para 4,6% no caso das pessoas físicas, menor valor da série histórica do BC, iniciada em março de 2011. Para as empresas, ficou estável em 2%.

Entre as principais linhas de crédito livre para a pessoa física, destaque para o aumento dos juros no crédito pessoal tradicional (que não considera as operações com desconto na folha de pagamento), cuja taxa média subiu de 82,1% para 88,1% ao ano em apenas um mês. No cheque especial, os juros subiram de 143,3% para 144,5% ao ano. No crédito consignado, passaram de 24,3% para 24,6% ao ano. A inadimplência caiu no crédito pessoal no mês passado e ficou praticamente estável nas outras duas linhas.

O chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, afirmou que os juros bancários vêm subindo em linha com o ciclo de política monetária. Desde abril, o BC já elevou a taxa básica de 7,25% para 10% ao ano. Disse ainda que oscilações mensais no spread bancário são normais e que, no ano, essa parcela da taxa final para consumidores e empresas está praticamente estável.

Greve
Maciel afirmou também que o crescimento do estoque de crédito em outubro foi mais fraco do que em setembro, como acontece todos os anos, e que a expansão foi afetada ainda pela greve dos bancos no mês passado e pela alta da taxa básica de juros nos últimos meses. O estoque de operações de crédito do sistema financeiro subiu 0,5% em outubro ante setembro e chegou a R$ 2,6 trilhões. O valor equivale a 55,4% do Produto Interno Bruto (PIB).

No mês passado, o saldo de crédito para empresas caiu, inclusive em relação aos recursos do BNDES para capital de giro e investimentos. Para as famílias, houve aumento no total das dívidas, principalmente, no crédito imobiliário, segmento no qual os bancos públicos lideram.

As instituições estatais, aliás, continuaram a aumentar sua participação no mercado de crédito no mês passado. Nos 12 meses encerrados em outubro, já cresceram quase 25%, enquanto os bancos privados nacionais registram expansão de 6%. 

A inadimplência nas instituições estatais ficou estável em outubro (2%) e acumula alta em relação a dezembro do ano passado (1,8%). Nos nacionais privados, os atrasos seguem em queda. Ficam em 4,5% no final do mês passado. 

Fonte: Tribuna do Norte

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