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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Irã diz que EUA desbloquearam US$ 8 bilhões após acordo nuclear


O Irã anunciou nesta segunda-feira que os EUA, em virtude do acordo nuclear preliminar firmado no fim de semana, já desbloquearam US$ 8 bilhões em fundos iranianos que estavam retidos em bancos americanos.

O informação foi revelada por duas fontes citadas pela imprensa iraniana, o porta-voz do governo, Mohammad Bagher Nobakht, e o ex-presidente da Câmara de Comércio do Irã Alinaqi Khamoushi.

O valor anunciado destoa da expectativa de funcionários do governo americano no domingo (24), que estimavam um pacote de US$ 6 bilhões ou US$ 7 bilhões, incluindo fundos desbloqueados e outros incentivos.

Especula-se que a quantia liberada seja parte dos fundos iranianos retidos nos EUA em 1979, na primeira leva de sanções americanas ao Irã, que levou à ruptura bilateral.

Punições foram aplicadas em represália à invasão e sequestro da Embaixada dos EUA em Teerã, na qual 52 americanos ficaram reféns por mais de um ano. Invasores da representação alegaram que queriam retaliar o asilo dado por Washington ao xá deposto, Mohammad Reza Pahlavi.

Avaliações dos bens iranianos desde então retidos nos EUA variam entre US$ 60 bilhões e US$ 100 bilhões.

Além de recuperar parte dos fundos bloqueados pelas sanções, o entendimento assinado em Genebra, que tem prazo de seis meses para ser aplicado, permitirá ao Irã manter exportações de petróleo nos níveis atuais e retomar algumas transações comerciais em euro.

Em troca, o governo iraniano se comprometeu a reduzir o grau de enriquecimento de urânio, suspender planos de expansão das centrais nucleares e permitir monitoramento mais intrusivo por parte dos inspetores da ONU.

O pacto entre Irã e representantes das seis potências negociadoras (EUA, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha) serve como teste de intenções antes de um acordo definitivo, possivelmente dentro de um ano.

Segundo diplomatas e analistas, o entendimento foi facilitado graças ao diálogo direto entre iranianos e americanos, que ensaiam uma reaproximação. Há, contudo, vários obstáculos no caminho, entre os quais resistência de extremistas nos EUA e no Irã, e discrepâncias sobre interpretação do texto firmado.

Apesar das incertezas, o acordo preliminar sustenta-se, na opinião de analistas e diplomatas, pelo otimismo decorrente da eleição, em junho, do presidente iraniano Hasan Rowhani, um ex-negociador nuclear que prometeu aliviar sanções.

Fonte: Folha de São Paulo Online

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