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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Turismo: O turismo que “não cabe no bolso”


Uma das atividades mais pujantes do setor de Serviços, o turismo, entrou em uma curva de declínio com rumos incertos e impactos já aparentes no mercado de trabalho e no bolso do consumidor, revelam dados da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e do Ministério do Trabalho e Emprego, sobre o Rio Grande do Norte. A razão do enfraquecimento do setor está principalmente no custo do destino, mais alto que em capitais vizinhas e até que em cidades no exterior, diz o presidente da CVC, maior operadora de turismo da América Latina, Luiz Eduardo Falco.  “Natal já não cabe no bolso”, avalia ele, afirmando que a cidade precisa ser irrigada com novos voos – e de uma carga tributária menor – para que o turismo local não definhe. 
Magnus NascimentoInfraero mostra queda de 12,80 por cento no total de aeronaves chegando e partindo do aeroporto do RN
nfraero mostra queda de 12,80 por cento no total de aeronaves chegando e partindo do aeroporto do RN

Razões para acender o alerta não faltam. Nos últimos anos, o Rio Grande do Norte perdeu voos e passageiros numa proporção maior que os vizinhos.   Dados da Infraero mostram uma queda de 12,80% no total de aeronaves chegando e partindo do aeroporto potiguar Augusto Severo, entre janeiro e setembro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2012. Em relação a 2011, a queda é de 19,69%.

 A perda de voos foi responsável por elevar os preços das passagens aéreas para Natal em até 40% nos últimos quatro meses, calcula o presidente da CVC, Luiz Falco. Enquanto isso, em cidades vizinhas, como Fortaleza, a alta ficou em torno de 20%.

“Nosso turismo vive uma crise. Fruto da falta de investimentos em infraestrutura e divulgação e também do definhamento da nossa malha aérea. Natal é hoje uma das cidades mais caras e mais difíceis de se atingir quando  consideramos os principais polos emissores de turismo do Brasil. Precisamos reverter este quadro”, diz o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do estado (Fecomércio/RN), Marcelo Queiroz. 

Estrangeiros
O professor doutor do Departamento de Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), William Pereira,lembra que o turismo potiguar também foi afetado com  a crise financeira na Europa – onde estão os países que mais emitem turistas para o estado. A crise contribuiu para reduzir o fluxo de estrangeiros e deixou o exterior mais atraente para os viajantes brasileiros .

Dados oficiais apontam a desaceleração. O anuário do Turismo 2013, do Ministério do Turismo, mostra que o número de estrangeiros usando o RN como “porta de entrada” no Brasil caiu 65,59% no ano passado, em relação a 2006, quando o turismo internacional atingiu o ápice.

Entre janeiro a setembro, o aeroporto Augusto Severo também registrou uma redução, só que de 62,39%, no total de embarques e desembarques internacionais, no comparativo entre 2013 e 2006. Na prática, foram 117.019 embarques e desembarques  internacionais a menos. 

O número sobre a movimentação no aeroporto também inclui brasileiros em viagens ao exterior, mas, segundo agentes do setor, serve de termômetro para indicar o declínio do fluxo internacional nos últimos anos.

Fonte: Tribuna do Norte


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