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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Natal terá 47 voos extras no verão


A TAM e a Azul anunciaram ontem um total de 47 voos extras para Natal durante a alta temporada. Os voos iniciam em dezembro e serão extintos entre fevereiro e março de 2014. Os 47 voos deverão trazer, em média, 8.178 passageiros para a capital. A TAM, que reduziu em até 7% a oferta de assentos nos voos este ano, destinará, sozinha, 46 voos extras para Natal, entre dezembro e março de 2014. Dos 700 voos extras que terá no país durante a alta temporada, 500 serão para o Nordeste. A companhia opera a partir de Natal diariamente três voos para São Paulo, três para o Rio de Janeiro, dois para Brasília e um para Fortaleza.
A Azul também ampliará a oferta e destinará mais um voo para a capital potiguar de um total de 74 previstos para o país. Gol e Avianca também foram procuradas, mas não responderam ao pedido de entrevistas nem enviaram as respostas solicitadas até o fechamento da edição.
Júnior SantosA Azul anunciou mais um voo para Natal e a TAM um total de 46: reforço na alta temporada
A Azul anunciou mais um voo para Natal e a TAM um total de 46: reforço na alta temporada

A ampliação da oferta nas outras companhias é confirmada num momento em que o Rio Grande do Norte registra queda nos números de aeronaves e de passageiros. Segundo dados da Infraero, o número de aeronaves que voam com destino à Natal caiu 12,80% e o de passageiros, 9,53%, entre janeiro e setembro de 2013, com relação ao mesmo período do ano passado.

A queda registrada em Natal foi superior à observada em outras capitais nordestinas como Recife e Fortaleza, onde a retração não chegou nem a 2% no mesmo período. Natal também foi a cidade que registrou a segunda maior queda no número de pessoas embarcadas pela CVC, maior operadora de turismo da América Latina, entre 1º de julho e 30 de setembro deste ano. O número de pessoas embarcadas caiu 24% em Natal. Entre as dez cidades analisadas pela CVC, só Navegantes, em Santa Catarina, registrou uma queda maior: -30%. Os números foram apresentados pelo presidente da empresa, Luiz Eduardo Falco. 

A queda no número de voos, disse Falco, deixou Natal mais cara do que outros destinos e acabou inibindo a vinda de passageiros. Analistas do setor dizem que baixo investimento em divulgação e a crise na Europa, principal emissora de turistas para o estado, entre os emissores internacionais, também afetam o turismo no RN. 

Incentivo
O Governo do Estado estuda reduzir o percentual do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) que incide sobre o querosene de aviação como forma de diminuir o custo das companhias aéreas, baratear o preço das passagens, e assim, atrair mais voos para o estado.

Uma reunião agendada para a última terça-feira para discutir o assunto e adiada para ontem, voltou a ser desmarcada. A previsão é que ocorra hoje. O governo chegou a descartar a possibilidade de incentivo num primeiro momento, mas voltou a analisar o assunto há três meses, depois que a CVC indicou uma forma de desonerar os custos e prometeu ampliar o fretamento de aeronaves e o número de voos para Natal, caso o imposto que incide sobre o querosene de aviação fosse reduzido no RN. 

Aéreas contestam pesquisa sobre alta nas tarifas
Brasília (Abr) – O preço das tarifas aéreas no país será debatido hoje entre governo e empresas do setor. A Abear, que representa as empresas, contesta um cálculo da Embratur que, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA),  aponta variação de 131,5% acima da inflação, nas tarifas, entre 2005 e 2012. A conta leva em conta pesquisa nos sites das principais empresas de aviação.

A Abear argumenta que o número não traduz o real comportamento dos preços, pois não se pode medir o preço de uma tarifa com uma projeção de futuro. A entidade afirma que, em vez de alta, houve queda de 51,23% no período. A média da tarifa doméstica teria caído de R$ 575,47 para R$ 294,83. O número é de uma pesquisa da Anac, que considera só voos efetivamente comercializados. 

Fonte: Tribuna do Norte


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