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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Cesta básica nordestina cresce 3,5% em junho e supera média nacional


A cesta básica nordestina registrou aumento de 3,5% em junho em comparação ao mês anterior, chegando a R$ 373,23. A variação superou a média nacional para o período (3,3%), ultrapassando também os acréscimos verificados nas cestas básicas das regiões Sudeste (3,2%) e Norte (1,6%). A informação é resultado de trabalho do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), com base em dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Em comparação a maio, o valor da cesta básica subiu em todas as capitais pesquisadas do Nordeste. Em Aracaju e Natal, observaram-se os maiores aumentos, de 9,4% e 4,4%, respectivamente. As menores variações ocorreram em João Pessoa (1,7%) e Fortaleza (3,2%). As cidades de Recife e Salvador apontaram crescimento na ordem de 3,8% e 2,7%, respectivamente.

De acordo com a avaliação do Etene, o aumento na cesta básica deve-se principalmente ao crescimento de 60,7% no preço do feijão (peso de 12,7% na cesta mensal); de 8,7% no valor da manteiga (peso de 6,3%) e de 6,9% no custo do leite (peso de 6,1%). Atuaram de forma inversa as quedas de 14,3% no valor do tomate (peso de 10,3% na cesta mensal), 1,8% no custo da carne (peso de 27,3%) e 2,8% no preço da banana (peso de 11,0%).

Acumulado
No acumulado dos últimos doze meses, a elevação da cesta básica Nordeste ficou no mesmo patamar que a da cesta média nacional, 16,1%. As variações das cestas das regiões Norte e Sul, nesse parâmetro de comparação, ficaram abaixo da alta na cesta nordestina, com 14,1% e 15,5%, respectivamente.

Ainda na variação dos últimos doze meses, os maiores aumentos foram verificados nas capitais de Aracaju (23,7%), Salvador (17,8%), Fortaleza (17,2%) e João Pessoa (16,6%). Natal e Recife tiveram os menores crescimentos, com 11,1%.

Nesse base de comparação, a avaliação do Etene é que o crescimento da cesta básica nordestina ficou acima do aumento no grupo alimentos do índice regional de inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor - IPCA regional). A cesta básica do Nordeste cresceu 16,1% para uma inflação de alimentos no Nordeste de 13,5%. Com isso, a população dos extratos mais baixos de renda, em que a cesta básica é mais relevante no orçamento, perdeu a vantagem financeira que tinha até 2015.

DeFato

Eleições 2016: Candidato a prefeito de Natal pode gastar até R$ 5.490.293,93


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta quarta-feira os limites de gastos para as campanhas e contratação de pessoal na eleição municipal deste ano. Segundo a tabela, candidatos a prefeito de São Paulo são os que poderão gastar mais: 45,4 milhões de reais no primeiro turno da disputa e 13,6 milhões de reais em um eventual segundo turno.

Já os candidatos a vereador de Manaus (AM) são aqueles que poderão usar a maior quantia na campanha para ocupar uma vaga no Legislativo: até 26,8 milhões de reais. O limite de gastos é baseado na eleição passada. No primeiro turno, corresponde a 70% do maior gasto declarado para o cargo de prefeito ou vereador em 2012. Nos locais onde houve dois turnos, corresponde a 50%.

Já para o segundo turno das eleições deste ano, o teto fixado para as despesas corresponde a 30% dos 70% fixados para o primeiro turno. Os valores foram corrigidos de acordo com a variação de 33,76% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de outubro de 2012 a junho de 2016.

Nos cerca de 3.800 municípios com até 10.000 eleitores, o limite será de 108.000 reais para campanha de prefeito e de 10,8 mil reais para vereador, segundo a lei da reforma eleitoral de 2015.

Veja os limites de gastos nas campanhas para prefeito no primeiro e no segundo turno nas capitais:

Rio Branco (AC) – R$ 222.066,85 – R$ 66.620,06
Maceió (AL) – R$ 4.504.729,69 – R$ 1.351.418,91
Manaus (AM) – R$ 8.977.801,98 – R$ 2.693.340,59
Macapá (AP) – R$ 1.182.802,88 – R$ 354.840,86
Salvador (BA) – R$ 14.679.383,56 – R$ 4.403.815,07
Fortaleza (CE) – R$ 12.408.490,10 – R$ 3.722.547,03
Vitória (ES) – R$ 6.457.662,00 – R$ 1.937.298,60
Goiânia (GO) – R$ 5.683.083,86 – R$ 1.704.925,16
São Luís (MA) – R$ 3.142.045,97 – R$ 942.613,79
Belo Horizonte (MG) R$ 26.697.376,47 – R$ 8.009.212,94
Campo Grande (MS) – R$ 6.679.971,85 – R$ 2.003.991,56
Cuiabá (MT) – R$ 9.004.367,05 – R$ 2.701.310,12
Belém (PA) – R$ 1.414.386,25 – R$ 424.315,88
João Pessoa (PB) – R$ 2.465.246,00 – R$ 739.573,80
Recife (PE) – R$ 6.607.443,14 – R$ 1.982.232,94
Teresina (PI) – R$ 2.191.795,79 – R$ 657.538,74
Curitiba (PR) – R$ 9.571.089,80 – R$ 2.871.326,94
Rio de Janeiro (RJ) – R$ 19.858.352,08 – R$ 5.957.505,62
Natal (RN) – R$ 5.490.293,93 – R$ 1.647.088,18
Porto Velho (RO) – R$ 2.957.334,54 – R$ 887.200,36
Boa Vista (RR) – R$ 1.830.123,37 – R$ 549.037,01
Porto Alegre (RS) – R$ 5.849.383,99 – R$ 1.754.815,20
Florianópolis (SC) – R$ 3.628.198,44 – R$ 1.088.459,53
Aracaju (SE) – R$ 3.763.115,71 – R$ 1.128.934,71
São Paulo (SP) – R$ 45.470.214,12 – R$ 13.641.064,24
Palmas (TO) – R$ 7.765.256,92
(Estadão Conteúdo/DeFato)


Ministério da Saúde confirma 1.709 casos de microcefalia no País


Novo boletim do Ministério da Saúde, divulgado nesta quarta-feira (20), aponta que, até 16 de julho, foram confirmados 1.709 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita. Permanecem em investigação pelo Ministério da Saúde e pelos estados 3.182 casos suspeitos de microcefalia em todo o país.

Desde o início das investigações, em outubro do ano passado, 8.571 casos foram notificados ao Ministério da Saúde. Destes, 3.680 foram descartados por apresentarem exames normais, ou por apresentarem microcefalia ou malformações confirmadas por causa não infecciosas. Também foram descartados por não se enquadrarem na definição de caso. 

Do total de casos confirmados (1.709), 267 tiveram confirmação por critério laboratorial específico para o vírus Zika. O Ministério da Saúde, no entanto, ressalta que esse dado não representa, adequadamente, a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. A pasta considera que houve infecção pelo Zika na maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de microcefalia. Os 1.709 casos confirmados em todo o Brasil ocorreram em 595 municípios, localizados em todas as unidades da federação e no Distrito Federal.

No mesmo período, foram registrados 354 óbitos suspeitos de microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante a gestação (abortamento ou natimorto) no país. Isso representa 4,1% do total de casos notificados. Destes, 102 foram confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central. Outros 192 continuam em investigação e 60 foram descartados.

O Ministério da Saúde ressalta que está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central informados pelos estados, além da possível relação com o vírus Zika e outras infecções congênitas. A microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos além do Zika, como Sífilis, Toxoplasmose, Outros Agentes Infecciosos, Rubéola, Citomegalovírus e Herpes Viral.

A pasta orienta as gestantes adotarem medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.
Distribuição dos casos notificados de microcefalia por UF, até 16 de julho de 2016
  
Casos de Microcefalia e/ou malformações, sugestivos de infecção congênita
Total acumulado1 de casos notificados de 2015 a 2016


Regiões e Unidades Federadas
Em investigação
Confirmados2,3
Descartados4
Brasil
3.182
1.709
3.680
8.571
Alagoas
63
79
189
331
Bahia
668
277
260
1.205
Ceará
168
129
239
536
Maranhão*
90
133
62
285
Paraíba
259
148
486
893
Pernambuco
513
371
1.177
2.061
Piauí
14
89
74
177
Rio Grande do Norte
201
123
123
447
Sergipe
75
117
57
249
Região Nordeste
2.051
1.466
2.667
6.184
Espírito Santo
80
21
69
170
Minas Gerais
69
3
60
132
Rio de Janeiro
316
87
175
578
São Paulo
352 a
10 b
186
548
Região Sudeste
817
121
490
1.428
Acre
9
2
30
41
Amapá
1
7
4
12
Amazonas
12
8
5
25
Pará
46
1
0
47
Rondônia*
4
5
9
18
Roraima
6
10
11
27
Tocantins
61
17
88
166
Região Norte
139
50
147
336
Distrito Federal
2
6
39
47
Goiás
40
15
93
148
Mato Grosso
91
35
126
252
Mato Grosso do Sul
8
5
14
27
Região Centro-Oeste
141
61
272
474
Paraná
0
4
37
41
Santa Catarina
3
1
5
9
Rio Grande do Sul
31
6
62
99
Região Sul
34
11
104
149
1 Número cumulativo de casos notificados que preenchiam a definição de caso operacional anterior (33 cm), além das definições adotadas no Protocolo de Vigilância (a partir de 09/12/2015) que definiu o Perímetro Cefálico de 32 cm para recém-nascidos com 37 ou mais semanas de gestação e demais definições do protocolo.

2 Apresentam alterações típicas: indicativas de infecção congênita, como: calcificações cerebrais, alterações ventriculares e de fossa posterior entre outros sinais clínicos observados por qualquer método de imagem ou identificação do vírus Zika em testes laboratoriais.

3 Foram confirmados 267 casos por critério laboratorial específico para vírus Zika (técnica de PCR e sorologia).

* Redução do valor após revisão e correção (erro de digitação, classificação)

4 Descartados por apresentar exames normais, por apresentar microcefalia e/ou malformações congênitas confirmada por causas não infecciosas ou por não se enquadrar nas definições de casos.

a. Conforme informado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac”, da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, 352 casos encontram-se em investigação para infecção congênita. Desses, 39 são possivelmente associados com a infecção pelo vírus Zika, porém ainda não foram finalizadas as investigações.

b. 01 caso confirmado de microcefalia por Vírus Zika em recém-nascido com local provável de infecção em outra UF.

DeFato